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Terça-feira, 21 de junho de 2011, 14h37m

Você se pertence?

O articulista Stephson Kim convida o leitor a fazer um questionamento: Você se possui? "Só podemos dar ao outro aquilo que temos como poderei amar se não me amo, como poderei respeitar se não me respeito". Confira!
 

Todos nós de alguma maneira somos roubados, roubamos e somos roubados. É impressionante o quanto é difícil estabelecermos um limite, devemos nos perguntar: Quanto é que do meu território emocional eu vou permitir que o outro entre e tome posse? Isso por que em qualquer tipo de relacionamento seja ele amigável familiar ou amoroso, as pessoas geralmente levam um pouco daquilo que nós somos ou temos.

E relacionamento é isso, permitir que as pessoas entrem no âmago de nossas vidas, mas nem sempre o outro entra com responsabilidade. É muito comum encontrar gente machucada pela vida, justamente por que outra pessoa entrou no seu território de maneira desrespeitosa, machucou, feriu, jogou ali o seu lixo e depois foi embora, só que com um detalhe: levou embora daquela pessoa toda a força que ela tinha para os seus recomeços.

Isso é seqüestro de subjetividade; que é quando a gente passa por uma experiência de afeto em que o outro se torna o proprietário das nossas decisões, quando nos tornamos incapazes de decidir, o seqüestro de subjetividade é quando todas as minhas vontades ficam nas mãos do outro, quando o outro começa a ter tanta ascendência sobre mim a ponto de me impedir a tomar minhas decisões.

E todos nós passamos por isso, pai e mãe, por exemplo, na relação de marido e mulher na educação do filho, educa-lo para ser livre é um desafio muito grande, para que ele tenha autonomia, e autonomia é um processo difícil para se chegar, na vida autonomia não chega facilmente, a gente precisa lutar, mas ela não pode ser interpretada como libertinagem, pelo contrario, autonomia é o pleno conhecimento das regras, é o ser humano situado no contexto de regras e possibilidades, é interpretar a regra como um caminho seguro para o meu agir.

Autonomia é isso, quando eu vou tomando posse de mim, vou tendo a certeza do que sou, e me reafirmando que não sou ilusão, a filosofia nos ensina exatamente isto: eu tomo posso de mim, e depois me disponho ao outro. Eu sou dono de mim. Tendo cada vez mais o controle dos afetos das reações, tendo o conhecimento da própria realidade.

Precisamos nos permitir mergulhar na missão de sermos nossos próprios donos. O exemplo muito simples disso é: quando eu sinto ciúmes de alguém, quando eu sinto a vontade de ter alguém para mim, preciso rever minhas forças e tomar posse de mim, eu tenho que ter a consciência de que eu não tenho o direito de sentir isso.

Eu não tenho o direito de agir na direção do outro tomado por esse sentimento de posse, pois quando faço isso vou perdendo a minha capacidade de ser eu mesmo. O ciúme me fará agir de uma maneira desonesta comigo mesmo, posso fazendo isto, perder minha vida de vista pra olhar o que o outro está vivendo.

Toda vez que tomo consciência de um defeito meu, e começo trabalhá-lo para superá-lo, de alguma maneira eu estou tomando posse de mim, e conseqüentemente evoluindo. Quando eu luto para que esta tomada de posse, seja cada vez mais um processo constante, vou acelerando a realização deste conceito de ser pessoa. Eu me possuo.

Você se possui? Você já tem conhecimento das causas do seu agir? Você é ciumento (a), aborrecido (a), orgulhoso (a)? Você é mentiroso, por que você mente tanto? Tomar posse de si é estar consciente de tudo isso, é saber responder todas essas perguntas para si mesmo.

Só podemos dar ao outro aquilo que temos como poderei amar se não me amo, como poderei respeitar se não me respeito.

Só pode dar-se ao outro aquele se possui!

Boa Reflexão!

Stephson Kim, é natural de Tocantinópolis (TO), foi militante do Movimento Estudantil, ex-dirigente da Juventude do PPS, Fundou a ONG Viva a Vida no Tocantins, é articulista, atualmente é palestrante e atua em todos os estados da região norte e nordeste, abordando temas sobre Motivação Pessoal, Profissional e Sentimental.

Stephson Kim

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12 Comentário(s)

  • Edilma Gonçalves dos Santos | 30/06/2011 | 08:37
    Acho que faltou uma melhor revisão no texto antes da publicação, achei alguns pontos meio confuso, mas gostei do assunto abordado. Acredito que nunca entramos em algo sem nos entregar, comprometer e na medida dessa entrega vem as expectativas que muitas vezes nós criamos e sofremos quando esperamos mais do que o outro pode nos oferecer. Penso que nunca nos pertenceremos pois sempre precisamos dos outros e temos que saber conviver, aceitar, perdoar, para assim bem viver!
  • Dalma | 28/06/2011 | 21:29
    Caro,o ser humano é assim mesmo,critica tudo ,mas no fundo suas palavras são cheias de verdades,independente de concordancias ou erros ortograficos.Continue escrevendo,expondo suas ideias.Abraços
  • josivaldo alves da silva | 27/06/2011 | 22:47
    VOCÊ PARECE UMA PESSOA DESTEMIDA, PORÉM FALTA MUITO PARA SER UM PALESTRANTE, POIS NÃO TEM FORMAÇÃO ACADÊMICA PARA DAR SUSTENTAÇÃO CIENTIFICA A TESE QUE PRETENDE SUSTENTAR CUIDADO O TIRO PODE SAIR PELA CULATRA DERREPENTE NA EXPLANAÇÃO DESSAS METAFORAS NOS PICADEIROS DA VIDA VOÇÊ PODE ENCONTRAR ALGUÉM COM PROFUNDO CONHECIMENTO NO ASSUNTO.
  • Laura dos Anjos | 27/06/2011 | 19:44
    Até que a intenção foi boa, mas o texto, na minha opinião, não ficou bom. Existem muitos erros e a concordância não está legal. Agora se o cara é articulista, então é preciso estudar, ler mais e consequentemente escrever melhor. E não vem com essa que as regras ortográficas até nos maiores vestibulares já deixaram para 2ª e 3ª relevância, isso não existe. Ou você sabe escrever ou não sabe... o dom da palavra ou mesmo da escrita são para poucos.
  • jrfj | 24/06/2011 | 07:27
    Vejo que o mais importante é o conteúdo,a mensagem,a qual se propõe,em tese, preservar o seu EU como pessoa,não deixando-se invadir ou roubar às ideologias e sentimentos,tolerando e preservando-se limites,assim como respeitar outros mundos(pessoas).Quanto as regras ortográficas:Até os maiores vestibulares já deixaram-nas para 2º e 3° relevância.
  • Gilvan Nolêto | 24/06/2011 | 01:49
    Quem tem a coragem de expor as próprias idéias e assinar o próprio texto, está sujeito às críticas. Só não as recebe quem usa a covardia dos pseudônimos. Portanto, não se acanhe. Absorva os comentários desse público exigente que acompanha a Roberta, e faça do limão uma limonada. Pelo menos você não peca por omissão. Escreva!
  • Beladona | 22/06/2011 | 22:07
    Achei o texto mal escrito, o desenvolvimento do texto paupérrimo e, sinceramente? pra mim articulista é outra coisa. A intenção foi boa? pode até ser, mas o resultado foi muito ruim.
  • ANTONIO | 22/06/2011 | 16:52
    Esse texto brigou com as regras de pontuação do primeiro ao último parágrafo. O cara se diz articulista, palestrante, militante, etc. Uma verdadeira sumidade. Eh Tocantins...
  • Wellyngton Pereira de Sousa | 22/06/2011 | 11:31
    Meu brother vc como sempre profundo em suas palavras, sucesso e muito bonito seu texto... abraço
  • Mayza Aiala | 22/06/2011 | 10:08
    Carissimo Kim! Todo relcionamento seja de que ordem for e uma troca...,emanamos de nos aquilo que pensamos e consequentemente volta p/ nos tudo que doamos ao proximo; Esse e o principio basico da vida, a lei do retorno. Discordo de voce quando diz sermos ladres da auto estima dos outros, cabe a todos saber filtrar o que vem do outro,o auto conhecimento e fundamental p/ nossa evolucao emocional e espiritual; Em contato com nossos sentimentos podemos perceber o que devemos mudar em nos mesmos;
  • IVONETE QUEIROZ | 21/06/2011 | 15:06
    To aqui para parabenizar meu querido amigo amoour do século XXII, texto muito lindo que tenho orgulho de ter lindo em primeira mão, rsss Quando fiquei refletindo muito a respeito e acredito que todos os leitores vão gostar e muitos daté mesmo se identificar...BOA REFLEXÃO A TODOS! parabéns KIM, bjos querido BJOS
  • Alex-leleco | 21/06/2011 | 15:06
    parabens meu broder..

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