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Minha Opinião

Segunda-feira, 28 de novembro de 2011, 08h40m

Um ano difícil vai chegando ao fim: as pendências e a dependência de tudo que gira em torno de governos

Nesta semana despedimo-nos de novembro e entramos dezembro a dentro (um mês que passa rápido) com a certeza de que o ano acabou. Nos poucos dias que restam deste 2011, empresas se preparam para enfrentar as três folhas consecutivas que precisam pagar nos próximos 30 dias, prefeituras e Estado começam a finalizar as execuções de pagamentos para terminar o ano fiscal no último dia de dezembro. Foi um ano difícil, em que além das pendências que serão proteladas para o próximo, pouco se avançou para o fim da dependência que a economia tocantinense ainda tem dos governos...
Roberta Tum 
Web Luiz Eduardo Magalhães: industrialização a partir do agro negócio
Luiz Eduardo Magalhães: industrialização a partir do agro negócio

Quando o ano terminar, faremos aqui uma avaliação do primeiro ano do governo Siqueira Campos, que chegou cheio de expectativas criadas pelo retorno ao poder do político cuja história se mistura com a própria história do Tocantins. Ano em que administrativamente houveram avanços, e onde as coisas que permanecem como estavam merecem uma análise a ser feita sobre dados, e impressões da sociedade e classe política.

Hoje nosso assunto é uma avaliação da economia tocantinense, que permanece ainda, em muito dependente do sucesso ou não da gestão das contas públicas. Da capacidade dos administradores estaduais e municipais em fazer girar a roda das contratações de obras, pagamentos a fornecedores, manutenção do funcionalismo em dia. E o principal: fazer desatrelar de governos uma economia ainda muito focada nos setores do comércio e serviços, que a princípio dependem da liquidez do Estado e prefeituras no pagamento de suas contas para irem bem.

Um ano sem avanço na idustrialização do Estado

Mais um ano se passou, sem que se possa contabilizar um avanço notável na industrialização do Estado, especialmente no que tange ao agro negócio, maior vocação tocantinense. Também pouco ou nada se fez de superlativo na organização do turismo como um setor apto a gerar divisas para o Tocantins, que conta com atrativos no turismo de aventura com potencial para revolucionar, para o bem, a vida de comunidades que vivem ainda à beira da miséria.

É fato. São dois setores que caminhando, podem representar alternativas importantes na geração de renda e novos postos de trabalho. E que claramente não evoluíram. Como se sabe, enquanto permanecermos como um Estado dependente de governos, pouco avançaremos.

Neste final de 2011, e no período de transição que todo janeiro representa, vale uma reflexão sobre o modelo de desenvolvimento que queremos no Tocantins. E uma cobrança dura aos agentes responsáveis por políticas públicas para que façam a sua parte. Para que 2012 termine, dentro de um ano, melhor do que este ano que caminha para o final, muito mais precisará ser feito. Ainda que seja um ano eleitoral.

Tomara que neste novo ciclo que vem por aí a gente possa dar boas notícias aqui. Informando a chegada de empresas e geração de empregos nas mais diversas áreas: confecções, montadoras, laticínios. Nosso primeiro desejo de ano novo é que este tempo para o Tocantins não demore mais tanto a chegar.

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11 Comentário(s)

  • IN TOCANTINS | 29/11/2011 | 14:10
    Concordo com as palavras do Joselito, pois é complicado falar em industrialização num estado como o Tocantins, principalmente quando o principal motor da economia é o agente público, e, de resto, alguns gatos pingados que na sua grande maioria são verdadeiras plantations que não deixam um só centavo de impostos nestas terras. Não adianta falar em agronegócio na modalidade grandes latifúndios ou agro-plantations que só contribuem artificialmente com a atividade econômica do estado,
  • IN TOCANTINS | 29/11/2011 | 12:48
    Apesar do meu pessimismo exagerado, espero que os nossos governantes sejam mais inteligentes no convencimento de seu povo, pois falar em industrialização no curto e médio prazo é um insulto necessário aos súditos que glorificam seu ?salvador da pátria?.
  • IN TOCANTINS | 29/11/2011 | 12:47
    (cont) uma vez que se sabe da quase inexistência de valor agregado, bem como a pouca demanda por mão-de-obra no mercado local, em virtude da variável tecnologia . Esta mão-de-obra quando solicitada neste território não oferece qualificação exigida, já que muitos são originados dos bolsões de miséria do Maranhão e Piauí (com a devida vênia aos nossos irmãos nordestinos). O que torna necessária a substituição de trabalhadores do estado por de centros mais avançados educacional e economicamente.
  • Gustavo | 29/11/2011 | 11:53
    O ESTADO não pode resumir-se a 2 ou 3 atividades economicas. Trata-se que abertura de mercado, coisa que por diversos fatores: demograficos, geográficos, culturais e PRINCIPALMENTE políticos, é afetada de forma alarmante. O estado tem melhorado em intraestrutura e isso já dá subsídios para essa expansão. Vários esforços para trazer ao nosso estado uma visão de mercado competitivo estão aí engavetados e sem nenhum apoio. Um dia "alguém" aprende que para todos ganharem é preciso CEDER. #CIDADANIA
  • Haristides Jr | 29/11/2011 | 11:39
    Não aguento mais... Quero Marcelo de voltaaaa!!!!
  • Flash | 29/11/2011 | 08:12
    Cara Roberta, não sou pessimista apenas realista. Vejamos: o governo que passou tomou decisões político-administrativas (visando a reeleição). Este que entrou, colocou assessores, na grande maioria, que só olham para o próprio umbigo. Até agora, esperamos uma administração séria e responsável para colocar este estado nos trilhos do desenvolvimento. Assessores do Governo, se moralizem! Chega de fazer besteiras com o dinheiro público. O povo não bobo e eu não sou cego.
  • beline | 28/11/2011 | 19:33
    comparar o nosso estado com o municipio de luis eduardo (mimoso) mostra á diferença da força do trabalho para á podridao da politica . mimoso como eu chamo conheci em 1984 tinha somente um posto de combustivel . guardo com carinho uma fotografia daquela época.
  • NEUTON LUIZ RAMOS DE MELO | 28/11/2011 | 15:50
    Prezada colunista, muito bem colocada sua opinião neste espaço.Com certeza é a mesma de muitos tocantinenses que torcem para o Tocantins dá certo,independente da corrente política que seguem.
  • JOSELITO DA PAZ OLIVEIRA | 28/11/2011 | 11:48
    Cara Roberta: já resido no Tocantins há uns bons anos. Estado que aprendi a gostar.Mas, infelizmente, esta é a tônica de estados pobres como nós, Maranhão, Piauí e outros. A tônica do clientelismo político. Em estados com São Paulo, Minhas, Paraná, etc.., ninguém sabe quem é o GOVERNO. As pessoass ganham seus salários da iniciativa privada. Como voce bem disse, as únicas opções seriam turismo e agronegócio. Quem viria montar indústria a 2000 Km dos grandes centros consumidores?
  • Sonia Pugas | 28/11/2011 | 11:06
    Cara Roberta, acho que o Estado ganharia muito se ajudasse as agencias de turismo do Estado numa politica decente de precos dos pacotes turisticos. Um Turismo nao explorativo ajudaria em muito a economia do TO e todos ganhariam. Ja tentei vender o Jalapao aqui na Inglaterra para agencias de viajens mas elas - as empresas, acham inviavel fazer pacotes para o Jalapao pelos precos que sao cobrados. Um absurdo! Na parte do tursimo a muito o que evoluir, uma delas e nao achar que todo "grigo" e rico.
  • MARCIO GREICK | 28/11/2011 | 10:40
    Cara Jornalista, tambem espero que o ano que vem o governo concretize muitas das promessas feitas em campanha,porém, nao esqueçamos que é um ano atípico, Eleições municipais à vista, com certeza a máquina do governo estará a serviço dos seus pretensos candidatos a prefeitos, na quase totalidade dos municipios tocantinenses, pois é, assim estará pavimentando o seu projeto politico para 2014.

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