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Segunda-feira, 02 de maio de 2011, 09h27m

Trinta e oito anos de revolução verde

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa completa 38 anos e o deputado federal, Angelo Agnolin destaca em seu artigo as principais contribuições para a agricultura no Brasil. "Graças a Embrapa/Tocantins, a Unitins Agro e a todos os institutos de pesquisa do Estado, que a agricultura familiar ganhou força e destaque, deixando de ser apenas uma alternativa de geração de renda para famílias carentes, para se tornar uma das principais atividades econômicas do Estado". Confira!
 

A revolução verde da história agrícola e tecnológica desse país chega aos seus 38 anos com um nome: EMBRAPA. Tenho a plena convicção, que não há um só cidadão nesse país capaz de se opor a fundamental contribuição dessa instituição para o desenvolvimento desse país. Não há como se curvar diante do imenso progresso agrotecnológico do Brasil, que passa pelos reconhecimentos internacionais e chega direto na mesa dos brasileiros.

Estamos longe de chegar ao patamar ideal, mas agricultura brasileira jamais se comportaria ritmada pelo progresso, sem a pesquisa, sem o desenvolvimento da tecnologia, sem o preparo, sem o cientista “in loco” sob a chuva ou sob o sol, para trazer-nos conhecimento, experiência e técnica.

Tenho por estes profissionais, inefável apreço, são verdadeiros agentes transformadores, que souberam, com sagacidade, mudar o cenário agropecuário do país. Um exemplo disso, é a incorporação do nosso cerrado ao sistema produtivo, tornando-o responsável por grande parte da produção do Brasil.

A soja, por exemplo, foi adaptada às condições brasileiras e hoje o país é o segundo produtor mundial. Não obstante, abro um parêntese para destacar nosso Estado, que hoje desperta interesse de países como a China, seduzido pelo nosso potencial produtivo. Só em 2010, segundo o Governo do Estado, colhemos 1 milhão e 74 mil toneladas do grão e a estimativa para este ano é de aproximadamente 1 milhão e 123 mil toneladas. O cerrado está vivo, fértil, e as tecnologias estão aí para deixá-lo ainda mais rico e sustentável.

É nesse cenário próspero, que do Tocantins surgiu também o algodão, a mamona para o biodiesel, a produção de banana e mandioca em escala industrial - culturas que ganharam espaço na nossa economia rural, em virtude dos investimentos em pesquisas.

Graças a Embrapa/Tocantins, a Unitins Agro e a todos os institutos de pesquisa do Estado, que a agricultura familiar ganhou força e destaque, deixando de ser apenas uma alternativa de geração de renda para famílias carentes, para se tornar uma das principais atividades econômicas do Estado.

Não só no Tocantins, mas em todo o país, programas de pesquisa específicos promovidos pela Embrapa, conseguiram organizar tecnologias e sistemas de produção para aumentarem a eficiência da agricultura familiar e incorporar pequenos produtores no agronegócio, garantindo melhoria na sua renda, qualidade de vida e dinheiro no bolso.

Hoje, o Tocantins comemora os primeiros passos para a instalação da Embrapa Pesca e Aqüicultura, em Palmas, cujas obras de construção já foram lançadas.

Quero ser, em parceria com a Embrapa Pesca, o porta-voz do setor no Congresso Nacional, assim como tenho atuado na defesa da reestruturação do Código Florestal e nos esforços para a efetiva instalação de projetos relacionados à produção sustentável do pescado e do desenvolvimento rural no Tocantins, e no Brasil.

Angelo Agnolin - deputado federal, vice-líder do PDT na Câmara e presidente da sigla no Tocantins

Deputado Federal Ângelo Agnolin
Mais sobre: 38 anos, Agricultura, Embrapa

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3 Comentário(s)

  • Rogerio Pedrosa de Assis | 03/05/2011 | 21:05
    Mandou muitoooooooooooo Deputado.
  • Carla Adriana | 02/05/2011 | 21:10
    Deputado, que bom que o senhor tem essa visão da Embrapa. Pois há muito tempo temos lutado, inclusive, por melhores condições salariais, e não somo ouvidos. Aqui em Palmas, faz muito tempo que a Embrapa existe. Passou muitos anos ocupando o prédio do Ceulp/Ulbra e outros prédios da cidade. Espero, que agora com a construção da nossa sede própria, seja possível capacitar e aprimorar os nossos sistemas de pesquisas, que como o senhor disse, é a válvula de desenvolvimento da economia não só do Tocantins, mas do norte do país.
  • Keller | 02/05/2011 | 19:17
    Não sabia que o Agnolim tem tempo para escrever um lindo texto desses... Mandou bem a Assessoria de Comunicação do Depto.

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