A discussão do nome do ex-deputado federal Darci Coelho para o Senado parece ter pego de surpresa até o presidente do partido, Donizete Nogueira, que não participou de reunião na noite de ontem para tratar da possibilidade de uma mudança. O certo é que setores do partido ligados ao prefeito Raul articulam o nome de Darci para fortalecer a chapa na condição de candidato ao Senado e ainda o vereador José do Lago Folha Filho para a vice de Paulo Mourão.
Reafirmando que existe um compromisso selado com o PC do B, que indicou o nome de Élvio Quirino para uma vaga ao Senado e lembrando que a pré-candidatura de Sadi Cassol está referendada internamente pelo partido, Donizete Nogueira falou com a equipe do Site Roberta Tum na manhã de hoje negando ter discutido alteração na chapa.
Da reunião ocorrida na noite de ontem, segunda-feira, Donizete não participou, uma vez que estava em Araguaína. As informações de que Darci Coelho teria voado à Brasília onde se encontraria com o Ministro Alexandre Padilha para tentar confirmar sua presença na convenção de sábado também provocaram estranhamento em Donizete: “se ele foi à Brasília acredito que não foi com este objetivo, por que quem faz estas articulações é o presidente”, disse.
Desgaste na UT e dúvida sobre Marcelo afetam o quadro
O fato é que o PT precisa mais do que simplesmente marcar posição nesta eleição, e uma chapa com perfil mais agressivo é desejo de todos que – dentro da sigla - querem efetivamente disputar a eleição. Ouvindo ontem alguns articuladores da mudança na chapa, escutei que a intenção é provocar o segundo turno e chegar forte para fazer a diferença até na hora de compor uma aliança.
Três fatos alteraram o cenário dentro da União do Tocantins, causando abalos na imagem de favoritismo do ex-governador Siqueira Campos: ao desgaste com a votação da ADI dos Comissionados, a perda do PP de Valderez, e a ação para impedir a entrega de bicicletas. "Penso que isso mudou o quadro pra eles", disse um aliado de Raul. Por outro lado, a dúvida em torno da possibilidade de registro de candidatura de Marcelo Miranda pode abrir uma lacuna na disputa pelo Senado que não era esperada.
"Se havia uma vaga em disputa, e o Marcelo até aqui era considerado imbatível, a dúvida sobre a candidatura dele pode provocar um vácuo que precisamos ocupar", afirma o articulista.
Como em política tudo muda, e o que acontece de um lado, afeta radicalmente o outro, o leitor, observador e eleitor tocantinense pode esperar mudanças até sábado, 26, quando o PT homologará sua chapa na disputa deste ano.
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