Boas lembranças. A pequena cidade do interior se dividia em dois. ARENA e MDB. A gente sabia direitinho quem era quem ali naquele contexto. Mudar¿ Jamais! Imagina...Geralmente quem era ARENA era situação e MDB oposição.
Nas grandes cidades alguns rebeldes idealistas lutavam pela legalização do PC do B. Bolsa de couro e panfletos distribuídos nas portas da faculdades. Eles comiam criancinhas!
Logo depois entra o PT arrebentando. Partido dos intelectuais. Todo mundo “cabeça” era petista. Uma luta bonita.
Lindo ver a campanha do Darci Acorssi em Goiânia. Os petistas paravam os carros e os adesivavam à força. Eita povo enjoado!
Compositores famosos como o Chico Buarque abraçavam a causa. Quem era do PT ostentava uma estrela. Outros abraçavam a causa da UDR abertamente. Mas tinham posicionamento
Logo ,logo inventaram de colocar o P na frente das siglas. E novos partidos foram surgindo.
Fomos nos perdendo entre tantas siglas. Já não dava para identificar mais ninguém.
O horário na TV ia restringia cada vez mais o tempo de cada candidato, afinal o importante era quantidade. E o povo foi se perdendo.
Hoje as campanhas esbanjam criatividade. Mas nem se nota o partido de cada candidato.
A velha bolsa de couro do PC do B é uma vaga lembrança e pouca gente hoje bate no peito e diz; ‘Sou petista de coração”.
Ninguém é mais nada. Por mais democrática que eu seja, ainda preferia a velha concepção política. Queria uma bandeira, políticas públicas verdadeiramente sociais. Queria poder comemorar a vitória de uma ideologia, não de um candidato.
E no frigir dos ovos...Será que você lembra o partido do seu candidato nas últimas eleições¿ Com certeza, não é importante!
Yanna Barbosa
yannabarbosaaguiar@gmail.com
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