A CNA - Confederação Nacional da Agricultura dá mais um passo, nesta quarta-feira, 24, para quebrar o paradigma estabelecido entre a classe produtora brasileira e os ambientalistas, que enxergam na produção de alimentos uma atividade agressiva à preservação dos recursos naturais.
O projeto Biomas, que será lançado às 14h30 da tarde de hoje pela senadora Kátia Abreu(DEM), reflete a preocupação do setor produtivo em desenvolver maneiras de produzir, mantendo as características próprias de cada bioma. Em parceria com a Embrapa, o projeto vai demonstrar aos produtores técnicas de manejo que permitam a convivência da atividade produtiva, com a preservação ambiental.
Segundo a CNA, o projeto Biomas vai estabelecer uma rede de experimentação de abrangência em todos os seis biomas brasileiros, onde serão instaladas unidades de demonstração tecnológica, nas quais serão apresentados os resultados de estudos e pesquisas que resultem em modelos que conciliem produção e preservação ambiental. A fase inicial do projeto durará nove anos, contando desde já com aporte de R$ 20 milhões da CNA.
A senadora é incisiva ao defender o projeto, e as intenções da CNA com ele. "Vamos mostrar ao mundo que o Brasil não é apenas um grande produtor de alimentos, mas por uma produção agropecuária embasada em técnicas científicas e ambientalmente sustentáveis", sustenta.
Uma coisa é certa. A CNA vem conseguindo construir uma nova imagem desde a ascensão de Kátia Abreu à presidência da entidade. Para um segmento que movimenta um terço da economia brasileira, já era hora de ser visto com a medida da importância que tem, com o profissionalismo que vem conquistando na suas atividades, e principalmente sem preconceito.
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