Qualquer pesquisa de intenção de votos realizada entre novembro do ano passado e janeiro deste ano, publicada ou não, mostra a superioridade eleitoral de Wanderlei Barbosa sobre Alan Barbiero, os dois nomes que o PSB tem para a disputa este ano em Palmas.
Para jogar fora estes números, os aliados do magnífico reitor – oriundo do movimento estudantil onde fez carreira na década de 90 antes de ingressar na academia – desfilam pela cidade um rol de argumentos imbatíveis. Nas rodas de bate-papo do Palmas Shopping, quem ouve a troupe de Alan fica sabendo que é dele a maioria dos votos do diretório, que é dele a preferência do deputado Laurez Moreira, e que com seu perfil combativo, aparência agradável, e vocação para o debate, seria ele o candidato dos sonhos das oposições.
Os fiéis defensores da viabilidade do nome de Alan querem tentar mostrar que ele não enfrenta resistência de segmentos, que não tem alta rejeição, e que amparado pela estrutura política de Raul, mais a máquina municipal poderia ser o adversário em potencial para Marcelo Lélis. Um sonho e tanto, não?
O problema é que no meio do caminho existe Wanderlei. Existe Wanderlei no meio do caminho.
E o deputado de Taquaruçu não é osso fácil de roer. Tem legitimidade para colocar seu nome. Tem ampla aceitação na região Sul, onde repousam mais de 40% dos votos do eleitorado da capital. E não vai entregar de mão beijada o sonho de ser prefeito de Palmas, como um dia foi seu pai, Fenelon Barbosa Sales.
E é aí que entra a estratégia socialista, dos socialistas de Alan, com táticas bem parecidas com as que se aprende nos movimentos estudantis e se perpetuam nos aparelhos partidários de esquerda: controlar os votos. Esta é a briga que está prevista para sábado que vem, dia 11. Uma prévia de cartas marcadas onde o vencedor não tem como ser outro a não ser o magnífico.
A questão é que Wanderlei Barbosa não é bobo, não nasceu ontem e não vai aceitar calado ser sacrificado num estratagema destes.
As cenas que vem por aí nos próximos capítulos se anunciam: Barbiero deve se sagrar o candidato do PSB, mas perde a possibilidade do apoio de Wanderlei. Este por sua vez não tem como garantir que terá a bênção do seu líder maior (que não é Laurez, mas Raul). E por que o prefeito haveria de preterir Edna ou Wanderlei, companheiros de longas datas para apoiar Alan, que chegou agora e não lidera qualquer pesquisa? Difícil.
Com todo charme e aura oposicionista, falta ao PSB um ingrediente fundamental para fazer campanha: recursos. Não estranhem se lá na frente, Alan Barbiero acabar compondo com um candidato, e Wanderlei apoiando outro. Resta saber quem fica com quem. Jogo que é jogado desta maneira só serve para transformar eventuais companheiros em adversários implacáveis.
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