O presidente do Sintet - Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins, Elisraik de Carvalho, disse ao Site Roberta Tum na manhã desta segunda-feira, 6, que se a prefeitura de Palmas não chamar os educadores municipais para negociar as reivindicações da categoria, a partir do dia 18 de setembro os professores de Palmas vão paralisar os trabalhos.
Segundo o presidente a decisão foi tomada por cerca de 800 professores na Assembléia que aconteceu no dia 4, último sábado. Elisraik destacou que a prefeitura já está ciente da decisão da categoria que aguarda ser chamada para negociar.
“Até o momento a prefeitura ignorou as nossas solicitações. Eles nunca responderam nem a um oficio. Então os educadores decidiram manter o estado de greve e paralisar os trabalhos se a prefeitura continuar ignorando as reivindicações da categoria”, destacou o presidente.
De acordo com Elisraik o descontentamento da categoria tem sido principalmente com a indiferença por parte da prefeitura de Palmas. “A indiferença tem deixado os educadores muito descontentes”, afirmou o presidente que também destacou que outro descontentamento da categoria é com a imagem da educação municipal que é passada pela gestão. “Eles mostram a educação de Palmas como a melhor, parece que está tudo a mil maravilhas, mas os educadores daqui ganham menos do que os de Araguaína e Miracema. Essa imagem não é verdadeira”.
Segundo o presidente outro ponto que também tem gerado insatisfação na categoria tem sido o autoritarismo dentro das escolas por parte de diretores e até mesmo por parte da Secretaria de Educação.
Principais reivindicações
Entre as principais reivindicações dos educadores municipais estão a incorporação da gratificação de regência da classe, o reajuste do salário em 32% e o respeito ao Plano de Cargos e Carreira dos professores, que segundo o presidente ainda não foi totalmente colocado em prática pela Prefeitura de Palmas.
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