Em 2010 foram registrados 195 casos de hanseníase em Palmas e em 2011 a quantidade de ocorrências identificadas foi 134, redução considerada significativa pelo enfermeiro Amarildo Teixeira Carvalho, que integra a equipe técnica de Hanseníase na Capital. Segundo Carvalho, a Secretaria de Saúde do Município trabalha em parceria com o Ministério da Saúde e são desenvolvidos programas que conscientizam a população sobre como identificar a doença, os meios de prevenção e, sobretudo o tratamento gratuito que é oferecido pelo Sistema Único de Saúde- Sus, em todas as unidades da Capital.
Segundo o enfermeiro, é preciso lembar que os medicamentos devem ser tomados todos os dias em casa e uma vez por mês no serviço de saúde. Também fazem parte do tratamento exercícios para prevenir as incapacidades físicas e orientações da equipe de saúde. De acordo com Carvalho, a hanseníase precisa de maior atenção e cuidado. “ É preciso estar atento aos sintomas e cuidados com a doença. Existe cura, o que é necessário é estar atento aos cuidados e medicamentos” afirmou.
O enfermeiro informou, ainda, que dentre os programas desenvolvidos, a capacitação dos profissionais são constantes, pois são eles os responsáveis pelo tratamento e cura dos pacientes. "Palestras em escolas, divulgação na mídia, parcerias de projetos com universidades tem ajudado muito a formar multiplicadores no tratamento da doença", destacou.
Preconceito
A hanseníase quando chega a um estágio avançado causa deformidades físicas e por isso quanto antes à doença for descoberta, mais rápido será sua cura. Carvalho enfatizou que a doença ainda provoca preconceito pelas mutilações que pode causar no corpo. “A hanseníase tem cura, pena que muitas pessoas ainda sofrem com o preconceito. Demoram muito para buscar ajuda, alguns consideram que esses enfermos são ameaças aos demais e acabam coagindo a população” ressaltou.
Cuidados da zona rural
O enfermeiro contou que na zona rural há uma incidência grande da hanseníase e os casos acabam sendo mais graves por causa da pouca comunicação e falta de conhecimento dos moradores. Carvalho informou que a hanseníase é uma doença infecciosa, causada pelo bacilo de Hansen e para ser identificada pode levar de dois a sete anos. A doença atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. Pode ser transmistida pelo contato prolongado com um doente, que não esteja em tratamento.
Plano de ação 2012
No plano de ação 2012, o enfermeiro destacou que está previsto um trabalho nas escolas direto com os professores de ciências, pois a intenção é torná-los multiplicadores de conhecimento para prevenção e tratamento da hanseníase ligado a educação.
Outro ponto a ser trabalhado é a programação de atividades em presídios, locais que é preciso maior conscientização nos cuidados com os presos que ficam isolados. Há também previsão de palestras e treinamentos para os agentes penitenciários. (Thaise Marques)
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