Página Inicial

Especial

Domingo, 12 de fevereiro de 2012, 08h27m
Estado

Portadores de hanseníase ainda sofrem preconceito: doença tem cura e tratamento é gratuito

Embora ainda haja preconceito com as pessoas que tem hanseníase, as ações de identificação e prevenção da doença tem ajudado a modificar esse quadro. Segundo o enfermeiro Amarildo Carvalho, as pessoas que tem a doença não devem ter vergonha de procurar a unidade de Saúde, já que o tratamento gratuito é oferecido pelo Sus. Ainda segundo o enfermeiro, na zona rural existe grande incidência da doença e a falta de conhecimento é o principal fator, daí a importância de conscientização nas escolas.
Redação 
web Hanseníase tem cura e o tratamento é oferecido pelo Sus
Hanseníase tem cura e o tratamento é oferecido pelo Sus

 Em 2010 foram registrados 195 casos de hanseníase em Palmas e em 2011 a quantidade de ocorrências identificadas foi 134, redução considerada significativa pelo enfermeiro Amarildo Teixeira Carvalho, que integra a equipe técnica de Hanseníase na Capital. Segundo Carvalho, a Secretaria de Saúde do Município  trabalha em parceria com o Ministério da Saúde e são desenvolvidos programas que conscientizam a população sobre como identificar a doença, os meios de prevenção e, sobretudo o tratamento gratuito que é oferecido pelo Sistema Único de Saúde- Sus, em todas as unidades da Capital.

Segundo o enfermeiro, é preciso lembar que os medicamentos devem ser tomados todos os dias em casa e uma vez por mês no serviço de saúde. Também fazem parte do tratamento exercícios para prevenir as incapacidades físicas e orientações da equipe de saúde. De acordo com Carvalho, a hanseníase precisa de maior atenção e cuidado. “ É preciso estar atento aos sintomas e cuidados com a doença. Existe cura, o que é necessário é estar atento aos cuidados e medicamentos” afirmou.

O enfermeiro informou, ainda, que dentre os programas desenvolvidos, a capacitação dos profissionais são constantes, pois são eles os responsáveis pelo tratamento e cura dos pacientes. "Palestras em escolas, divulgação na mídia, parcerias de projetos com universidades tem ajudado muito a formar multiplicadores no tratamento da doença", destacou.

Preconceito

A hanseníase quando chega a um estágio avançado causa deformidades físicas e por isso quanto antes à doença for descoberta, mais rápido será sua cura. Carvalho enfatizou que a doença ainda provoca preconceito pelas mutilações que pode causar no corpo. “A hanseníase tem cura, pena que muitas pessoas ainda sofrem com o preconceito. Demoram muito para buscar ajuda, alguns consideram que esses enfermos são ameaças aos demais e acabam coagindo a população” ressaltou.

Cuidados da zona rural

O enfermeiro contou que na zona rural há uma incidência grande da hanseníase e os casos acabam sendo mais graves por causa da pouca comunicação e falta de conhecimento dos moradores. Carvalho informou que a hanseníase é uma doença infecciosa, causada pelo bacilo de Hansen e para ser identificada pode levar de dois a sete anos. A doença atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. Pode ser transmistida pelo contato prolongado com um doente, que não esteja em tratamento.

Plano de ação 2012

No plano de ação 2012, o enfermeiro destacou que está previsto um trabalho nas escolas direto com os professores de ciências, pois a intenção é torná-los multiplicadores de conhecimento para prevenção e tratamento da hanseníase ligado a educação.

Outro ponto a ser trabalhado é a programação de atividades em presídios, locais que é preciso maior conscientização nos cuidados com os presos que ficam isolados. Há também previsão de palestras e treinamentos para os agentes penitenciários. (Thaise Marques)

Prezados internautas, SEJAM BEM VINDOS ao novo espaço para comentários

Nosso sistema mudou, mas algumas regras permanecem para que este espaço promova o debate com qualidade. Vejam quais são:

1 - O comentarista deve se cadastrar para comentar, validando seu email

2 - São duas as restrições que podem motivar bloqueir: uso de palavras de baixo calão e acusações ou menções a crimes pelos quais os mencionados não tenham sido condenados em última instância de recurso.

3 - Ao comentar artigos e notícias, atenha-se ao assunto. Os comentários devem ter no máximo 500 caracteres. Se for preciso, poste a continuação.

4 -  É vedado o anonimato na manifestação da opinião. É permitido usar pseudônimos.

5 - Todos os comentários são moderados. Se o seu comentário atende as normas de civilidade aguarde sua liberação. Não é necessário postar mais de uma vez.

Importante: Especialmente na área criminal, comentários contendo ameaças, incitação à violência, preconceito racial e de gênero, além de homofobia, passarão a integrar lista de observação que poderá ser cedida às autoridades policiais e judiciárias quando necessário.

    Últimas notícias

    • Coperfrigu
    • Nacim
    • Band
    • Twitter
    • sudeste hoje
    © Copyright 2012 - ROBERTATUM.COM.BR. (63) 3224-8117 - contato@robertatum.com.br
    Desenvolvido por ConsulteWare e Rogério Carneiro