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Segunda-feira, 28 de setembro de 2009, 08h20m

Polícia X ladrão

As ações vividas inúmeras vezes pelos policiais em seu trabalho, na situação de polícia versus ladrão, sempre foram alvo de questionamentos, a polícia deve atirar pra matar, deve negociar, e o refém? Yanna Barbosa em seu artigo descreve sobre as pressões vividas pelos PMs.
Róger Monsan Quanto tempo a polícia deve negociar?
Quanto tempo a polícia deve negociar?

 Quando assisti pela primeira vez as imagens do episódio ocorrido alguns dias atrás em que, diante de um assaltante mantendo uma mulher como refém, a polícia tenta negociar enquanto um atirador de elite atira e mata o ladrão...repeti em voz alta:

- "Já sei direitinho o que vai acontecer... a imprensa vai começar a questionar por que eles não tentaram negociar um pouco mais..."

Dito e feito. A primeira pergunta que ouvi de um jornalista foi essa. Se existe uma categoria que tem memória curta é essa. Parece que não se lembram que há alguns meses atrás uma garota foi morta por que a polícia não atirou quando podia ter atirado. E o questionamento dos jornalistas na época foi justmente o oposto: " Por que não atiraram, se tiveram tantas oportunidades para fazê-lo".

Eu, sinceramente queria saber qual é o ideal. Quanto tempo a polícia deve negociar? Meia hora? Duas horas? E como e onde devem atirar? Pode ser na cabeça? Ou é muito agressivo?

De um lado a hipocrisia da sociedade. Cobram da polícia, desde que não seja com eles. De outro o enfraquecimento do Estado, tendo em vista a polícia militar representar a faceta "segurança" do mesmo. Conhece-se um Estado pela sua polícia fardada. A polícia brasileira perdeu o foco, não existe linha a ser seguida. Por quê? Por que nesse nosso país as pessoas não podem ser iguais perante a lei.

Imagino que todos os policiais do Brasil devm ter comemorado aquele tiro certeiro. Sorte a do atirador. Por que se ele erra...A polícia não pode errar.

Funciona assim: Uma troca de tiros no morro, por exempo. Mais de mil tiros são disparados. Um deles acerta um inocente. Balística. Se for do bandido, tudo bem, caso encerrado, mas se for da polícia...sindicância (procedimento administrativo para apurar denúncias envolvendo PMs).

A segurança só vai existir quando toda a sociedade tiver consciência do que, realmente, vai acontecer. Tanto a imprensa quanto o próprio marginal deve ter essa certeza. "Bandido com refém leva bala na cabeça"...pronto, os questionamentos param por ai. Todos já estariam cientes. Mas não. Cada caso é um caso. E é isso ai que desordena um Estado.

Desde a Roma antiga que é mantida a mais famosa premissa jurídica: Dura lex, est lex...A lei é dura, mas é lei. Hoje, depende...

Ladrão é ladrão e mocinho é mocinho. E, tanto a imprensa quanto o povo devem torcer para os mocinhos. Já tá passando de hora do povo aplaudir quando a polícia acerta um tiro daqueles.

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Comentários

  • Bento Barbosa | 01/10/2009 | 13:10 Concordo plenamente,infelismente na cultura brasileira nem sempre quem agiu certo tem razão, só para reforçar o que aconteceu recentemente na grande são paulo, onde Guardas Municipais perseguiram e ´prenderam um ladrão de carro, para isso usando de seu velho revolver calíbre 38, que o que a nossa atualíssima e avançada legislãção brasileira permite usar. naquela situação não apreceu ninguem nos veículos de comunicação para apoiar sua atuação que conseguiu tirar mais um marginal das ruas, mas todos que apareceram foi para desqualificar, desmoralizar não só a atuação daquele GM, que na minha opinião cumpriu com muita presteza sua função. mas toda a instituição Guarda Municipal espalhada por esse brasil a fora. Apareceu um senhor que foi tratado com toda reverência que a hipocrisia brasileira permite, por que é considerado uma das " grandes autoridades , especialista em segurança pública " do Brasil chamdao CORONEL JOSÉ VICENTE DA SILVA que foi a rede Globo desqualificar as honradas corporações que prestam relevantes serviços em seus municípios. O que é interessante é que esse senhor é chamdo de especialista e já ocupou cargos importantes como Secretário Nacional de Segurança Pública , postos de alto comando na polícia em que serviu e nunca implementou nenhuma receita mágica para resolver o problema da violência que no Brasil cresce cada assustadoramente. portanto Senhor Coronel JOSÈ VICENTE, vamos nos despir dessas vaidades e ciúmes, e vamos todos juntos somar forças , para trazer um pouco de tranquilidade a sociedade brasileira , pois enquanto as instituições de segurança se digladiam coberta con seu orgulho e vaidade , o crime se profissionaliza trazendo o terror para os lares das famílias desprotegidas da sociedade brasileira.
  • MARIA JOSÉ BATISTA DE OLIVEIRA | 29/09/2009 | 11:09 Concordo plenamente, e repito a pergunta que todos se fazem: porque os organismos voltados à defesa dos direitos humanos apoiam sempre o lado dos bandidos, e nunca das vítimas? Um vagabundo mata um pai de família, estupra e mata uma criança e se vai preso e aparece morto numa delegacia ou num presídio, está armado o circo em defesa do bandido. E as vítimas, não tem direitos? E as viúvas, os órfãos, as mães que perdem seus filhos pela inoperância do Estado, quem os há de defender?

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