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Sexta-feira, 05 de março de 2010, 13h05m

PMDB dividido entre Gaguim e aliança com Kátia e Siqueira

A reunião do PMDB na manhã desta sexta-feira, 5, na sede do Diretório Estadual do partido mostra uma quadro incontestável de divisão. No confronto entre Júnior Coimbra e Osvaldo Reis, na fala de Moisés Avelino e do presidente da ATM, Valtênis Lino foram expostas as fraturas que o partido sofre. Enquanto os deputados estaduais querem consolidar o nome de Gaguim para disputar o governo, líderes como Reis, Avelino, e Valtenis defendem a possibilidade de aliança com Kátia e Siqueira.
Roberta Tum
Site RT Na mesa, os líderes do PMDB discutem o futuro do partido
Na mesa, os líderes do PMDB discutem o futuro do partido

Em reunião aberta à militância e à imprensa o PMDB expôs suas feridas. O partido está dividido entre os que acreditam e querem a candidatura do governador Carlos Gaguim ao governo, e os que acreditam que ele não vencerá as eleições, e portanto, querem buscar aliança com quem se apresenta melhor nas pesquisas. É o caso do ex-governador Siqueira Campos num extremo, da senadora Kátia Abreu mais ao centro, e de Raul à esquerda.

 

Os deputados estaduais, capitaneados pelo presidente da Assembléia Legislativa Júnior Coimbra, marcaram posição em apoio ao governador. Distoando do discurso dele, vieram  falas como a de Osvaldo Reis, principalmente. Enquanto Coimbra pediu para cessar o discurso de Reis em torno de aliança com a oposição, o presidente do partido bateu duro no governo de coalizão, e não escondeu o que pensa: “o PMDB está prejudicado, as lideranças nossas todos os dias enfrentam demissões. É o PMDB que está sofrendo. O governo não é só os deputados”, bradou entre aplausos. Ainda assim, Reis lembrou que ninguém mais que ele defendeu nos últimos meses a idéia de que o PMDB tenha candidatura própria.

 

Os prefeitos também deram indicativos de insatisfação. Falando antes de Valtenis Lino, o prefeito de Miranorte, Abrão Costa falou do isolamento ao qual os 37 prefeitos peemedebistas estão relegados. “Nós nunca fomos chamados para uma reunião sequer para tratar deste assunto “, disse Abrão, completando: “conversem com o Valtenis, mas ampliem essa discussão com todos nós prefeitos peemedebistas”.

 

Valtenis não acredita

 

O prefeito Valtenis Lino, presidente da ATM, foi quem mais expôs os motivos pelos quais não acredita  na possibilidade de vitória de uma candidatura de Gaguim. Deixando claro que seguirá a decisão do partido, seja ela qual for, colocou: “não há mais tempo para viabilizar uma candidatura do governador Gaguim. O nosso governador Marcelo foi cassado pelo governo mais perto de você, e a mesma coisa pode acontecer por causa da aços do acelera”, argumentou.

 

O presidente da ATM, lendo um discurso previamente preparado, sugeriu que o partido analise a possibilidade de discutir alianças citando a senadora Kátia Abreu, e Siqueira Campos  como possíveis interlocutores. Valtenis disse que em Brasília esta semana ouviu muitas coisas. E deu como certa a aliança do senador João Ribeiro com PSDB e DEM.

 

A fala de Valtenis causou incômodo e um começo de vaias surgiu no fundo do auditório, fazendo com que o prefeito pedisse respeito à sua sugestão e “humildade”. Na linha de defesa do governo, falaram ainda José Augusto Pugliese e Ítalo Pagano.

 

Marcelo aclamado

 

Sem a presença de Gaguim e mostrando divisão nas idéias e na tendência sobre o que fazer este ano, o PMDB mostrou ser unânime apenas em torno de um nome: Marcelo Miranda. Citado com deferência por todos – com exceção de José Augusto: “Marcelo Miranda não é santo” – o ex-governador foi intensamente aplaudido.

 

“Minha presença aqui, companheiros, é para dizer que estou vivo e preparado para o embate”, declarou, entre aplausos. O ex-governador lembrou que foi citado judicialmente pelos out doors que divulgou com mensagens de Natal e Ano Novo. Marcelo disse que manteve até aqui o silêncio, mas disse que este tempo agora acabou.

 

“Nós temos que ciscar pra dentro, e não para fora. Respeito quem conversa do lado de lá. Mas quando eu escuto o nome do ex-governador, me dói, por que ele foi o responsável pela minha saída”, disse Marcelo para um plenário atento.

 

O ex-governador terminou sua fala bastante aplaudido. A reunião seguiu, e as conversas pelo visto seguirão ainda pelos próximos dias. Mas uma coisa é inegável: faltando três meses para as convenções, o PMDB ainda não decidiu ao certo para onde vai.

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Comentários

  • SILVIO CESAR | 07/03/2010 | 12:13 Já imaginaram a impotese do Governador Carlos Gaguim estar fazendo o racha no PMDB de proposito, pois se perder a eleição e entregar o governo de bandeja para o Siqueira, pois de bandeja ele entende muito bem! vai ter a desculpa de que não teve o apoio do partido e vai acabar indo para o lado do Siqueira tambem, só o eleitor é que vai ser ludibriado nesse jogo de compadres e comadres: Siqueira, Katia, Gaguim, João Ribeiro, Raul Filho, Avelino, Osvaldo Reis.........
  • Alex | 07/03/2010 | 11:49 Dá pra ver que o PMDB nao sabe o que. Falaram tanto do ex-governado S. Campo. Eu estou achando uma pouca vergonha esse episodio na politica do Tocantins. Tem que pensa em coerencia desse ai melhor seria a Katia mas ela ta com Siqueira entao o melhor seria Raul pra governo... Mas seria bom mesmo ver o Marcelo Miranda ganhar de novo do Siqueira!!!!
  • João Oliveira | 06/03/2010 | 21:36 Dar pra ve que vc não conhece nada de politica mesmo Marcos Silas colocar uma cara desse como a melho opção um despreparado que não vai ganha nem para deputado federal pois esse estar muito inludido....
  • Carmozina de Jesus Abreu | 06/03/2010 | 20:01 Os políticos PMDB do Tocantins estão com tanta duvída que se por acaso um deles estiver com diarréia e entrarem em um banheiro e estiver dois vasos sanitário vai acabar fazendo o estrago na roupa.
  • Marcos Silas | 05/03/2010 | 13:56 Caso a candidatura do Gaguin não se confirme, a melhor opção pra ganhar a eleição do siqueira, é o Presidente da Assembleia, Deputado Júnior Coimbra, homem serio, trabalhador, dedicado à politica e aos companheiros e extramamente simpatico, é um nome facil de ser trabalado.

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