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Minha Opinião

Quinta-feira, 22 de julho de 2010, 15h08m

Pesquisas: até que ponto se pode crer nelas?

Pesquisas de opinião foram criadas para servir de ferramenta para as equipes de marketing de empresas testarem seus produtos e se preciso, adaptá-los ao gosto do consumidor. No viés eleitoral elas se tornaram uma poderosa arma usada para influenciar o eleitor indeciso a votar nos candidatos apontados pela maioria. Vendo por aí, até que ponto se pode acreditar nos resultados delas?
Roberta Tum 
Web Pesquisas: até que ponto se pode crer nelas?
Pesquisas: até que ponto se pode crer nelas?

Valeria uma pesquisa as seguintes perguntas: você acredita em pesquisas de intenção de voto? Até que ponto elas influenciam a sua opinião. Vou começar respondendo. Eu acredito duvidando, ponderando entre outras coisas quem fez, quem pagou, e qual a margem de erro. Normalmente diminuo a margem de erro do percentual de quem está na frente, e somo no percentual de quem está atrás. Penso assim, chegar a um resultado perto do real. Já no segundo quesito não há a menor possibilidade de uma pesquisa de intenções de voto influenciar o meu. Mas admito fazer parte de um pequeno grupo no universo de eleitores.

Acontece que o que tem se visto na última década no Brasil, especialmente nas últimas eleições desde que Collor disputou com Lula e ganhou a presidência do Brasil, é que as pesquisas influenciam o eleitor indeciso a escolher onde, ou em quem “apostar” o seu voto.

Isto por que tem ficado clara uma tendência no eleitorado de baixa e média escolaridade de não querer “perder o voto”, escolhendo na urna aquele em quem se acredita, independente da possibilidade do candidato escolhido ganhar as eleições.

Quem paga, quem divulga, e quem lucra com isso

A estratégia de contratar, pagar e fazer divulgar pesquisas favoráveis ao seu grupo político tem sido usada constantemente por áreas ligadas ao marketing de candidatos como elemento de influência. Talvez por isso elas estejam tão desacreditadas.

No Tocantins, se fizermos uma retrospectiva, os institutos já erraram feio. Até os maiores, e bem conceituados já foram vistos divulgando resultados completamente fora da realidade, para aproximá-los da leitura das ruas apenas na reta final (evitando passar muita vergonha e cair no descrédito).

É por isso que os veículos de comunicação devem ter muito cuidado e precaução redobrada na publicação de pesquisas quanto mais o pleito se aproxima. Se não foi o contratante, é melhor por as “barbas de molho”. Um resultado, mesmo honesto, correto e real, sempre serve a alguém. Mas quando traz indícios de ser manipulado, sem credibilidade e parte de fonte quase desconhecida já cheira mal de cara.

De nossa parte não vamos entrar no mérito de qual pesquisa é séria ou não, mas vamos submetê-las aos critérios mínimos possíveis para determinar em que espaço elas entram no site. Se com destaque maior, ou como nota de registro. Todas as que forem devidamente registradas no TRE serão divulgadas. O peso e o destaque, já é critério nosso, depois de aplicada a regra básica da desconfiança.

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15 Comentário(s)

  • Eugenio do Val | 26/07/2010 | 17:13
    A pesquisa errada pode influenciar o resultado de uma eleição? Porem o povo já esta mudando e decidindo em quem vai ou não votar fazendo assim a justiça ser cobrada nas urnas. Passa a ser uma decisão Democrática, isto é, o que a justiça quer com todas estas leis sobre eleições limpas e igualitárias. Sem que se use a máquina pública e tudo mais. Com isto sim vamos para um Brasil DEMOCRÁTICO e com liberdade de expressão e de aceitação de um resultado de uma eleição mesmo ela não sendo o que "você eleitor queira", mas a que o povo quer.
  • LUIZ ROBERTO BORGES | 24/07/2010 | 08:38
    Porque será que os apaixonados pelo Gaguim tem tanto medo da divulgação de pesquisas, inclusive ele mesmo... Será que o medo é só do resultado ou será que "eles" esqueceram que agora quem vota é o povo. Volta Siqueira, o Tocantins precisa da sua honestidade, sua competencia e principalmente o seu amor pelo nosso estado.
  • Roberta Tum | 23/07/2010 | 16:50
    Marlene, vamos com calma.Meu editorial não foi feito em cima de suposta fraude de ninguém. Aliás, as matérias do site não falam em fraude na pesquisa do Exata no TO, mas sobre problemas que eles tiveram em Goiás. O pessoal comenta, por que foi uma pesquisa que deu números acima de todas as outras, e o instituto é questionado em outros estados. Minha discussão aqui é mais ampla, e não especifica este ou aquele instituto. Vou repetir: estou discutindo a prática de usar resultados de pesquisa para fazer propaganda a favor de A ou B. Não simplifique, amplie a visão.
  • Tom Odilon | 23/07/2010 | 13:59
    Pensador, mude para estudioso político. Não existe um modo de ler uma pesquisa, ela é um instrumento cientifico de averiguação de intençao de votos. A margem de erro serve para justamente corrigir possíveis erros. Cada pesquisa tem sua margem de erro própria.Não podemos "criar" uma margem de erro.
  • Marlene Soares Borges | 23/07/2010 | 10:44
    Por favor Roberta, e precisa? O editorial seu foi feito em cima de uma suposta frude do instituto Exata que está sendo contestada pela chapa governista.É só ler os comentários aqui(na maioria) e verá que o entendimento foi específico para essa pesquisa, pelo menos subliminarmente(como dizem vocês jornalistas). Para mim está claro a indução.
  • Roberta Tum | 23/07/2010 | 08:50
    Marlene, nenhum instituto foi citado nominalmente neste texto, já para evitar comentários como o seu. A discussão não é sobre um ou outro instituto, mas sobre a prática de usar pesquisas como propaganda e produzi-las para influenciar o eleitor. Se formos fazer um histórico de institutos de pesquisa e seus resultados no Tocantins, não existe quem nunca tenha errado.
  • Aldeci | 22/07/2010 | 19:04
    So sei q a primeira pesquisa q saio foi com o Siqueira na frente, a IBOP, eu não acredito em pesquisa e ao mesmo tempo acredito e na primeira vai até o fim na frente pq o eleitor ver falar tal candidato ta na frente com 2 pontos e certos eletorores vota em quem ta na rfrente, tinha q acabar com pequisa.
  • Marlene Soares Borges | 22/07/2010 | 17:31
    O IBOPE tem um histórico enorme de escândalos, erros crassos e manipulações pelo país afora e no entanto não foi questionado pela jornalista. Na campanha de 2008 mesmo aqui em Palmas ficou na cara aqueles 49 pontos pra Raul que ajudaram muito na campanha dele. Eita que a memória é viva viu!! Viva pra uns né, já pra outros..
  • Talyta Custodio | 22/07/2010 | 17:22
    Não entendi porque estão ligando essa pesquisa a Siqueira Campos se foi encomendada por um jornal de servidores publicos! Tem que questionar quem encomendou a matéria, não atacar Siqueira porque ele está na frente! O que os governistas estão fazendo é se aproveitar da situação gerando mentiras e assim influenciar pessoas! Isso sim é errado! Volta Siqueira!!!
  • Jasiel Sampaio | 22/07/2010 | 17:01
    Acho que as pesquisas quando são verdadeiras, elas refletem uma siatuação de momento, nesse exato momento vejo o crescimento do candidato Gaguim, pois todos da UT falavam que Siqueira estava com 30% na frente, hoje todas pesquisas colocam um empate técnico, creio que a próxima já tras uma nova realidade, Gaguim já estará na frente, o crescimento é visível.
  • Pensador Político | 22/07/2010 | 16:46
    Caro Tom, é com certo desânimo que vejo sua colocação, eis que a editora fala de sua opinião própria no modo de "ler" o resultado da pesquisa. Isso é individual. Assim como eu, que creio que uma simples pesquisa não influencia meu voto, e sim propostas e projetos. Espero que todos votem naquele melhor projeto e não simplesmente por resultados, as vezes, manipulados, de pesquisas. Parabéns Roberta. Pesquisas sérias merecem espaços maiores mesmos.
  • Carlos Eduarco Campos | 22/07/2010 | 16:42
    O problemas são as pessoas que manipulam os nºs, mais existem institutos sérios que não se envolvem nesse tipo de baixaria, que desqualifica a imagem da empresa.
  • Tom Odilon | 22/07/2010 | 16:25
    Como é que é? Você diminui um e soma no outro, e pronto.Critérios subjetivos assim prejudicam o entendimento de seus eleitores. Uma pesquisa utiliza critérios científicos, somar e diminuir como a senhora sugeriu e meramente especulação. Cuidado com a desinformação sou seu leitor e fico preocupado com afirmações empíricas.
  • cleiton oiveira torres | 22/07/2010 | 15:46
    Cada dia que passa fica claro de quem vai sair com a vitótia neses eleições. Ainda mais agora com esse ato da equipe do Sr. Siqueira chegou ao extremo , querendo mudar a opinião publica isso é inadimissivel.
  • Natasha | 22/07/2010 | 15:43
    Não podemos votar em candidatos apontados pela maioria, temos que estar nos informando da proposta de cada um, até porque o que mais acontece hoje são pagamentos feitos pela oposição, como foi comprovado. Temos que ter opnião própria, chega de corrupção, queremos Gaguim!!

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