Gaguim tem patrimônio de quase R$ 3 milhões. Siqueira tem bens declarados em valores inferiores a R$ 500 mil. Vicentinho possui três vezes o patrimônio do senador João Ribeiro, algo próximo da casa dos R$ 10 milhões de reais, em fazenda, imóveis, gado. Brito Miranda mandou juntar declaração de imposto de renda, e por um erro de digitação da sua assessoria jurídica, o documento foi em papel, mas não foi processado, dando a entender que o ex-secretário não tem nada.
Informações produzidas em letra fria, obrigatórias para a Justiça Eleitoral proceder o registro de candidatos viraram combustível para alimentar a roda de fofocas e os buxixos durante todo o dia de ontem. Quanto cada um tem, quanto evoluiu o patrimônio de políticos durante o mandato. Como Cacildo conseguiu um plantel impressionante de gado nelore, declarado como manda a lei.
Em meio a tantas informações e cifras, Lailton Costa ironizou em seu Twitter ontem: pobre mesmo é a Dilma, candidata a presidente, que tem patrimônio de apenas R$ 113 mil. Não sei vocês, mas eu não tenho dúvida de que números são fábulas. Algumas inventadas para levantar dinheiro em banco, melhorar o crédito, e a condição de sobreviver com conforto. Depois de construída uma casa por R$ 100 mil, quem pode dizer que ela vale meio milhão? Só o dono, pelo que agregou em valor. Mesma coisa um lote adquirido por R$ 13 mil, e que entra ano sai ano, tem o mesmo valor na declaração de IR. Fábulas. Nenhum fiscal da receita vai lá conferir.
Com o nome na praça
A lista do TCE também foi assunto que causou arrepios a políticos, jornalistas, marqueteiros, entre outros personagens nos últimos dias. Dentro do TRE na noite de segunda-fera, ouvi o seguinte argumento de um assessor indignado: “o tribunal não é um órgão de assessoramento técnico da Assembléia? As decisões deles não são passíveis de recurso? Então por que eles podem divulgar lista afirmando que fulano ou siclano está inelegível?”
Boas perguntas. Sem entrar no mérito jurídico da resposta, uma coisa é certa: causou controvérsia a tal lista com mais de 600 nomes. Para ficar em dois exemplos simples, o presidente da Câmara Municipal de Palmas, Wanderley Barbosa foi parar na lista por conta de uma dívida que não pertence a sua gestão de presidente. Pode?
Já a ex-secretária Dorinha Seabra interpôs ação junto ao próprio TCE, acatada ontem pelo conselheiro Wagner Praxedes para tirar seu nome da lista. Foi incluída pelo julgamento de contas envolvendo recursos de convênios federais que deve ser discutida fora da área de competência do tribunal do Estado. Conseguiu registrar sua candidatura. Mas... tarde demais: seu nome foi incluído na lista suja, e divulgado por aí como impedido de disputar. Durma-se com um barulho desses. E olha que está só começando.
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