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Minha Opinião

Segunda-feira, 21 de junho de 2010, 08h21m

O recado do TRE esta semana e sua influência na eleição

É aguardada para esta semana, a devolução dos processos de cassação dos três deputados estaduais que deixaram o DEM para migrar para outros partidos em setembro do ano passado. Empatada a votação por dois votos contra a devolução do mandato ao partido, e dois a favor, a decisão que o TRE anunciar terá reflexos não só na vida de Paulo Roberto, César Hallum e Ângelo Agnolin, mas na intenção de apoio de centenas de prefeitos e vereadores...
Roberta Tum 
Sherlyton Ribeiro Tribunal Regional Eleitoral: decisão terá impacto
Tribunal Regional Eleitoral: decisão terá impacto

A decisão que o Tribunal Regional Eleitoral anunciar, após a devolução dos processos de cassação de mandatos de deputados, quando o juiz eleitoral Luiz Zilmar proferir seu voto, terá grande influência nas eleições deste ano. Não se trata apenas da vida parlamentar de três deputados: Paulo Roberto Ribeiro, Ângelo Agnolin e César Hallum.

Na verdade o julgamento das desfiliações do DEM tem um significado bem maior. Trata-se de dizer às centenas de prefeitos e vereadores - já com apoio manifesto a pré-candidatos a governador diferentes daqueles apoiados por seus partidos – se eles podem ou não contrariar as indicações que seus partidos estão fazendo nas eleições deste ano.

Uma coisa é expulsão das fileiras partidárias, que é por exemplo, o que o presidente do PT, Donizete Nogueira, promete a quem não apoiar o petista Paulo Mourão (PT) ao governo. Outra coisa é ser expulso e perder o mandato. Assim, ao julgar os três deputados, os desembargadores e juízes, magistrados na corte eleitoral estarão com sua decisão, dando o norte na vida de vereadores e prefeitos nesta eleição.

Casos diferentes

No caso dos prefeitos, a cassação de mandato nem sempre atende os interesses do partido que promove o pedido de cassação. É que prefeito tem vice, que é quem assume caso o titular seja destituído. Na maioria das vezes a composição partidária define o vice em outra agremiação. Assim, cassa-se o infiel, mas o mandato é do aliado.

No caso de vereadores não, uma vez perdido o mandato pelo titular, assume o suplente. A ameaça de cassação assusta mais ainda, por que a maioria deles, labutando na tarefa de ser porta-voz de comunidades pobres no interior, depende do salário que ganha. E ninguém quer correr o risco de “apear” do mandato e do prestígio duramente conquistados.

É certo que cada caso é um caso, e o entendimento dos juízes para um processo não se repete obrigatoriamente em outro. De toda forma, os olhares estão todos voltados para a corte maior da justiça eleitoral no Estado. Com apreensão para uns, e com interesse bem maior para outros, que certamente se sentirão afetados por tabela.

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2 Comentário(s)

  • ANALISTA | 22/06/2010 | 22:07
    CARA ROBERTA INFELIZMENTE OS VENTOS DA MORALIDADE NA POLÍTICA DESENCADEADOS PELO TSE E PELA SOCIEDADE CIVIL NÃO CONSEGUIU ROMPER AS BARREIRAS DO CLIENTELISMO REINANTE AQUI NO TOCANTINS. É ASSIM MESMO, MAIS CEDO OU MAIS TARDE AS MUDANÇAS CHEGARÃO, ATÉ PORQUE A EFÊMERIDADE DO PODER CONSTITUIDO SE SOBREPÕE, SEJA PELA VONTADE DO POVO, SEJA PELA APOSENTADORIA, QUE AJUDA A VARRER PARA O ANONIMATO, AQUELES QUE RESISTEM AOS PRECEITOS ÉTICOS E MORAIS QUE CONSTROEM UMA VERDADEIRA SOCIEDADE JUSTA E PLURALISTA.CONTINUO A ACREDITAR E INSISTIR NESTE CAMINHO!
  • ANALISTA | 21/06/2010 | 23:38
    CARA ROBERTA O RECADO DO TRE DEVERÁ SER O QUE O ELEITOR BRASILEIRO ESTÁ PEDINDO:MORALIDADE NA POLÍTICA. O QUE ESTÁ ACONTECENDO NO TSE É UMA AÇÃO CONJUNTA DOS MINISTROS COM A SOCIEDADE CIVIL E POLÍTICOS INTEGROS PARA QUE O BRASIL SEJA, ALEM DE NAÇÃO EMERGENTE NO CENÁRIO ECONÔMICO, SEJA TAMBÉM UMA NAÇÃO QUE RESPEITA AS LEIS E PUNE COM RIGOR QUEM AS FERE. A LEI DA FIDELIDADE É CLARA, SÓ QUE OS NOSSOS POLÍTICOS ACHAM QUE PODEM FAZER O QUE BEM ENTENDER QUE NÃO SERÃO PUNIDOS. SÓ QUE SE ESQUECERAM DE QUE O TEMPO É OUTRO E HOJE NÓS CIDADÃOS COMEÇAMOS A VER NOSSOS DIREITOS SEREM RESPEITADOS. DESTA VEZ O TOCANTINS SERÁ MANCHETE NACIONAL NÃO POR CHACOTA E SIM POR SER EXEMPLAR EM SUA JUSTIÇA ELEITORAL.

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