Ontem liguei para o suplente de deputado federal, em exercício do mandato, Júnior Marzola (DEM). Ele que permanece em Brasília e retomou a direção da Faet nos últimos dias quando desistiu de ser candidato a deputado federal não quer falar com a imprensa por enquanto. Apenas me disse que anunciará sua decisão, agora de líder de um segmento forte e não mais candidato, assim que concluir sua avaliação do quadro político.
Apurei, no entanto, que nesta quarta-feira ,25, Marzola reúne sua diretoria na Faet para conversar sobre eleições, e as garantias que o setor quer do próximo governador. Daí deve sair alguma coisa. Digo deve, por que ao que se sabe nos bastidores, os entendimentos entre o presidente da Faet e o grupo governista têm avançado nas conversas dos últimos dias.
Presidentes de Sindicatos
Os presidentes de sindicatos (uns falam em 72, outros em 60) têm sido procurados pelas duas coligações, seja para apoiar candidatos a governador, ou candidatos proporcionais. Líder no setor, a senadora Kátia Abreu (DEM) preside a poderosa CNA e tem tratado os presidentes com deferência especial desde que assumiu. Mas o governo, caso a opção de Marzola se confirme por Gaguim, tem sua força e o rompimento entre o presidente da Faet e a senadora fatalmente terá seus reflexos na divisão da base ruralista no Estado.
O que se pode esperar deste rompimento, que terminou com uma parceria grande entre os dois -segundo amigos de Marzola de 18 anos e não de apenas oito - vai além da disputa por uma vaga na Câmara Federal pleiteada por Irajá Abreu (DEM). No meio da disputa estão os votos do segmento ruralista no Estado, que com certeza serão divididos. O tempo dirá quem herda a maior fatia.
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