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Sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010, 15h05m

O impasse da troca de senadores e a postura de Sadi

Nos últimos dias o acordo para que o segundo suplente de senador, Luiz Tolentino, assumisse a vaga deixada por Leomar Quintanilha (PMDB) no Senado, com o afastamento para ocupar o cargo de secretário de Educação gerou uma situação polêmica. Sadi Cassol (PT) não encontrou saída jurídica plausível para deixar o cargo, abrindo espaço para Tolentino. As críticas diretas e indiretas à Sadi soam injustas por um motivo claro: ele está levando a sério sua oportunidade - única - de ser senador.
Roberta Tum
Geraldo Magela Sadi Cassol (PT), senador continua na vaga de Leomar
Sadi Cassol (PT), senador continua na vaga de Leomar

Assistindo e noticiando nos últimos dias o acordo para que Sadi se afaste da vaga que ocupa de Senador da República pelo Tocantins como primeiro suplente de Leomar Quintanilha (PMDB), e abra espaço para Luiz Tolentino, algumas coisas ficaram evidentes.

O petista levou muito à sério a oportunidade de ser senador por quatro meses – prazo do acordo feito entre ele, Leomar e o governador Carlos Gaguim – e ocupou com muita rapidez os espaços que seu partido lhe abriu no Congresso e no governo.

Organizado, Sadi Cassol tirou da pasta boas idéias que tinha desde seu tempo de vereador em Palmas e chamou a atenção da mídia nacional com iniciativas como baixar a contrapartida obrigatória dos municípios nos convênios federais. Outros projetos importantes do senador estão em tramitação.

Circulando com desenvoltura de Palmas ao Estreito, Sadi fez o dever de casa na defesa dos interesses não só da Capital, como de comunidades necessitadas, a exemplo dos ribeirinhos de Estreito, insatisfeitos com o Consórcio Ceste.

Com a mesma leveza circulou pelos ministérios, ocupou a tribuna do Senado várias vezes. Por outro lado, se posicionou no enfrentamento aos adversários do DEM, no caso da CPI do MST, provocando a discussão de assuntos delicados como o caso Campos Lindos, ainda mesmo antes da Revista Carta Capital voltar suas baterias contra a senadora Kátia Abreu.

Levando a sério

Assim, para quem conhece Sadi Cassol e sua formação política, não é de se estranhar que ele não queira por exemplo, renunciar ao mandato de suplente de Senador em pleno exercício deste. Se fizer isso levará a pecha para sempre junto ao eleitorado. Renúncia é uma coisa que não se pede em sã consciência a um político que pretende seguir carreira.

O outro caminho, usado por dez entre dez “caras de pau” da política brasileira é fingir que está doente e pedir licença para tratamento de saúde. Sadi se esquivou desta saída. Também não se pode lhe tirar a razão. As fraudes ao INSS cometidas por vereadores, deputados, e senadores que se utilizam desta estratégia para acomodar seus aliados já deveria ter sido objeto de investigação e denúncia.

Assim, restou a última alternativa: Sadi ser “chamado” para ocupar uma secretaria municipal ou estadual. Ora, da Ouvidoria ele já saiu para o Senado. Para convocar Sadi por pouco mais de 40 dias (já que se for candidato tem que se desincompatibilizar em abril) para ser secretário, o prefeito Raul Filho (PT) teria que desmontar seu intricado acordo que acomodou os partidos no governo municipal de Palmas.

A mesma coisa acontece com o governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB), que tem seus compromissos já atendidos. A conclusão para mim é que faltou aos artífices do acordo estudar antecipadamente a saída jurídica para cumprir o trato político. E uma vez necessário, ter antecipado sua saída antes do recesso terminar.

Agora, chegar a esta altura dos acontecimentos acusando Sadi de estar tentando melar um acordo por não ter palavra, é um absurdo e uma injustiça. No curto espaço de tempo pelo qual passa pelo Senado, Cassol tem sido um exemplo de dedicação e seriedade. E está certo em preservar a imagem construída com trabalho de anos, na hora da saída.

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Comentários

  • nelio dasilva brito | 16/02/2010 | 12:37 A POSTURA DO SADI MOSTRA COMO OS POLITICOS DEVERIAM AGIR E SERVIR DE EXEMPLO PARA TODO O BRASIL.
  • Roberta Tum | 13/02/2010 | 16:47 Marcos, banners pagam espaço publicitário, não compram opinião. Seja ela a favor ou contra os interesses do anunciante. Leia o site com mais atenção. Nem todos agem de má fé no jornalismo tocantinense.
  • Délio | 13/02/2010 | 15:59 Gostaria de parabenizar quem fez esta matéria, pois se alguém contestar é porque não leu com atenção. pois, tá muito bem explicado,e isso mostra o que eu sempre falei da pessoa do Sr Sadi,ele é uma pessoa honrada e compromissada com o nosso Tocantins, a começar de Palmas a todos os municípios sem olhar partido,gostaria que os leitores e eleitores possam acompanhar o trabalho deste homem, e verão que ele não é um simples representante do povo ele é um grande
  • Marcos Silveira | 13/02/2010 | 15:05 É Roberta TUm com esse baita banner que ele tem no seu site vc só podia mesmo estar puxado saco pra ele. Esse Sadi tinha mesmo era q virar homem e cumprir sua palavra
  • fernando | 13/02/2010 | 11:12 A pessoa que não cumpre acordo, não tem palavra, como que o eleitor, vai acreditar em uma poessoa dessa.O povo esta de olho.
  • Domingos Rodrigues Neto | 13/02/2010 | 09:52 Para de forçar ,Roberta Tum. Uma coisa é o que o Sadi Cassol tem feito em Brasília, e isso não está e discussão. Está em discussão um acordo que não está sendo cumprido da parte dele. Roeu a corda, foi isso que aconteceu.
  • Artur Lemos Cabral | 12/02/2010 | 18:05 O ideal mesmo é o Sr. Cassol buscar mandanto direto, será que conseguirá a suplencia de vereador?, foi eleito suplente de senador em uma chapa formada MARCELO CASSADO MIRANDA. Pra frente é que se anda...aguarde!!
  • JOÃO BATISTA DA COSTA | 12/02/2010 | 17:38 Eu, João Batista juntamente com o Prefeito Santana de Colinas organizamos a reunião do Senador Sadi com os impactados da UHE e devido vê seu trabalho de perto parabenizo-o, e quanto a matéria digo que foi legítima merecedora de crédito pela lealdade com a verdade.

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