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Minha Opinião

Sexta-feira, 25 de junho de 2010, 08h16m

O bom e velho PMDB de guerra vem aí, subindo a ladeira

Não há clima de excessiva confiança no ar dentro das hostes peemedebistas. Há clima de preparação para o combate. Com a proximidade da convenção no dia 30, todos os que precisam estar lá começam a chegar. Deixando suas casas, a roça, as empresas, peemedebistas de todos os grupos e matizes estão se unindo em torno de um só objetivo: vencer as eleições. É o bom e velho PMDB de guerra preparando as armas novamente...
Roberta Tum 
Arquivo Sede do Diretório do PMDB em Palmas
Sede do Diretório do PMDB em Palmas

Ao chegar ao diretório regional do PMDB tocantinense ontem à noite, era possível perceber um clima diferente no ar. É que peemedebistas de todas as matizes já estão atendendo o chamamento do calendário eleitoral. Tudo que era diferença começa a caminhar para o consenso. Tudo que era mágoa, caminha para se tornar convivência pacífica.

Dos mais aguerridos militantes que gritam os nomes de seus candidatos nas ruas, até os estrategistas mais finos, era possível ver quase todos por lá. Ganhando corpo, reforçando musculatura, o PMDB abriu espaço em sua chapa proporcional para todos os grupos. Está lá o PMDB de Gaguim, forte e tenso.

Está lá também o PMDB de Marcelo, conciliador e pronto. Está o PMDB das antigas, do começo de Palmas. Está o PMDB orgulhoso de Araguaína. Estavam Eudoro e Derval. Estavam Osvaldo e os que não gostam de Osvaldo.

O velho espírito de luta

Fora da esquerda radical que voltou à legalidade na década de 80, para buscar na amenização do discurso o seu reencontro com o povo nos últimos 30 anos; e fora da direita que sobreviveu ao golpe militar e aos anos de domínio da linha dura no Brasil, o PMDB talvez seja o partido que mais tem a cara do brasileiro típico. Talvez por ter sido o PMDB das Diretas Já, o PMDB da abertura, o do fim da censura, o de tantas conquistas.

É o partido do cidadão que gosta de política, e gosta de fazer política. Do militante que discute nos bares e esquinas, na sinuca e na cadeira de barbeiro. Ninguém vai ouvir um peemedebista falando de ideologia, nem do programa de metas do partido. Mas seu discurso mediano vai trazer o que seu governo fez de bom, e o que seu adversário fez de ruim. E, invariavelmente, vai trazer a esperança de que o próximo governo, "se for do PMDB", vai ser melhor.

É uma política discutida na prática, no “vamos ver”, no dia a dia. O que contagia no PMDB, não são os gritos de guerra e a proposta de justiça social que tem, por exemplo, o PT. Nem o discurso saudosista do pioneirismo que emociona na UT. Talvez seja o espírito de time de futebol. De velhos amigos, de companheirismo. Da defesa de um jeito de viver na vida e na política realizador sim, mais conciliador, sob o manto da convivência democrática, espírito herdado de Tancredo, de Ulisses, e de tantos outros.

Naquela mesa está faltando ele

Ao perceber que o PMDB do Tocantins está deixando suas divergências para trás, e começando a engrossar uma frente de batalha eleitoral unida e coesa novamente, fui levada de volta no túnel do tempo para 30 anos atrás, quando Íris Rezende voltava ao cenário político em Goiás, na abertura do regime militar. Parece que estou vendo o mesmo bom e velho PMDB de guerra.

No diretório pintado com a fachada vermelha e cheio do zumbido próprio dos comitês de campanha, estavam quase todos que ajudaram a construir a história deste PMDB no Tocantins dos últimos. Só faltou Moisés. O bom e velho Moisés Nogueira Avelino. E faltando ele, falta um capítulo grande e importante desta história.

O PMDB pode vencer ou não estas eleições que se avizinham, por uma série de motivos e fatos escritos nos últimos meses. Mas mesmo faltando um pedaço, está se juntando e ganhando força para fazer a política que sabe: com um discurso leve e com alegria. É este o retrato que vejo do maior partido do Tocantins, há menos de uma semana de sua convenção.

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17 Comentário(s)

  • Pablo Avelino | 26/06/2010 | 12:27
    "Modeba" está palavra embalou e embala muitos dos nossos humildes e honestos Tocantinenses. Por onde tenho andado com meu Tio Moises Avelino, temos escutado que ele "é" a maior referencia de honestidade e política deste estado; Muitos apaixonados ainda não entendem os motivos pelo qual ele está apoiando o Gov. Siqueira, outros não procuram tal explicação pois o que importa é pelo que estamos lutando "e política é como nuvem, uma hora está de um jeito, outra hora de jeito diferente", não tenho a pretenção de dar está explicação aqui neste momento o que posso garantir é que ao longo desta caminhada vcs vão ficar impressionados com o que o tempo vai mostrar. Por um Tocantins digno e com oportunidades para todos vamos em 2010 de Avelino, Siqueira, Marcelo e Vicentinho. Abraços
  • edvaldo | 26/06/2010 | 11:35
    É isso. O PMDB está se especializando em se decompor para depois se refazer nos entendimentos necessários a enfrentar os momentos decisivos. Aposto 100 horas de trator de esteira na força do PMDB unido.
  • Hercy filho | 26/06/2010 | 10:11
    Tenho acompanhado sistematicamente o seu blog e nele só tenho visto um posicionamento muito claro e equilibrado. Mas hoje, mais do que todas as outras vezes, ele chegou a me emocionar quando você se referiu ao bom e "velho" PMDB, nós somos assim mesmo, em nosso meio parece que o debate provocará fissuras incontornáveis. mas quando o embate se aviziha lá estamos nós,todos prontos e harmônicos para buscar a vitória da forma que um dia lutamos para que ela assim fosse: limpa, aberta e democrática. Como disse o grande Tarcisio Selgado, "Sou Jeqwuitibá maduro, eu sou o PMDB.
  • Gilvan Nolêto | 25/06/2010 | 23:04
    Roberta, você é terível! O Jonny não escreveu o sobrenome mas na sua resposta vc praticamente o identificou. Eita, nós!
  • Gilvan Nolêto | 25/06/2010 | 22:28
    Cadoca, não tenho a pretensão de querer lhe ensinar, mas pelo pouco que entendo de política, acho que você ta confundindo alho com bugalhos. Se o PMDB tem grande espaço no governo do PT é porque não foi o PT que elegeu o Lula, e sim uma variedade de partidos. Até porque o PT não era e ainda não é o maior partido do Brasil. Aliás, o Lula só conseguiu chegar ao poder, depois que ele deixou de lado o pensamento xiita retrógrado, ultrapassado. Bom senso é isso. E olha que belo governo vem fazendo! A faturanão está alta, portanto. E o fato do Presidente da República ser do PT não significa que aqui no Tocantins o PT consiga eleger majoritários não, haja vista que as pessas não votam mais encabrestados. A única herdeirados votos do Lula é Dilma, ninguém mais. Perceba como os radicalismos xiitas estão ficando sem espaço. Dentro do próprio PT há corentes bradando em alto e bom tom, que querem aliança com o PMDB.
  • Jonny | 25/06/2010 | 19:14
    Se não fosse tão instigante o teu site, certamente não se prenderia a dar explicações para o seus internautas. Por isso gosto de escrever aqui pois sei do respeito que voce tem com os leitores das suas opiniões. Valeu!!! Gosto muito do embate que voce nos proporciona. Voce é genial, sou teu fã..rsss
  • genivaldo dias | 25/06/2010 | 18:37
    ROBERTA, ACOMPANHO TODOS OS DIAS SUAS MATERIAS E PREFERENCIALMENTE A SUA OPINIAO,TE CONFESSO QUE NO ENCARTE INICIAL IMAGINEI NAO HAVER INPARCIALIDADE MAS, VENDO SUAS RESPOSTAS NOS COMENTARIOS , E ISSO AI ,V0CE E SUA EQUIPE REALMENTE ESTA DE PARABENS
  • Carlucio Carvalho | 25/06/2010 | 18:16
    Eu fico a perguntar: que leva uma pessoa esclarecida e competente como você escrever um artigo tão distante da realidade quanto esse. Um partido que esta mais preocupado com o poder, como você bem destacou quando faz refeência a falta de ideologia de seus correligionários, poder esse, as vezes conquistado a qualquer custo (relembro a frase imputada ao Brito Miranda de que "quebraria o Tocantins", mas seu filho não perderia a eleição de 2006). Respeito sua opinião, como acredito que irá respeitar a minha, mas fazer apologia a um partido que vive envolvido em escândalos não condiz com uma profissional do seu gabarito. Talvez, por questão de espaço para publicar um artigo maior, esqueceu de dizer que o PMDB a muito vem descendo a ladeira da moral e subindo a ladeira da corrupção, com denuncias estampadas contidianamente nos jornais brasileiros e acobertadas pelo mesmo PT que você diminui acima. Coloque na listas de nomes tão "ilustres e de ficha limpa", Renan Calheiros, Joaquim Roriz, Marcelo Miranda, José Sarney, e outros tantos envolvidos em denuncias e, alguns até cassados. Ter um presidente que não vê, não ouve e não sabe de nada já esta de bom tamanho.
  • Talyta Custodio | 25/06/2010 | 17:30
    Só acho querida Roberta que como uma jornalista de renome no nosso Estado você deveria pesar as suas palavras e analisar as consequencias daquilo que foi dito. Todas as pessoas publicas devem ter essa RESPONSABILIDADE! Eu que agradeço.
  • Roberta Tum | 25/06/2010 | 16:24
    Jonny, confesso que entedi pouca coisa do que vc escreveu. Confuso hein? Mas a sua pergunta sobre filiação partidária posso responder com tranquilidade: não sou filiada a nenhum partido político. Cresci numa família dividida entre o velho MDB, e o velho PDS. Por isso tenho estas lembranças todas, que me voltam quando percebo renascer alguma coisa daquele começo lá atrás... Também militei em movimento estudantil de esquerda, motivo pelo qual dispenso abraçar ideologias: servem para pouca coisa neste mundo. Pelos seus comentários em outras matérias sei o quanto você é partidário. Fica calmo que vai chegar o dia de eu dizer aqui o que me emociona no discurso idealista do Velho Siqueira, ou o que me arrepia na militância do PT. Abraço!
  • Roberta Tum | 25/06/2010 | 16:19
    Talyta, preciso explicar pra você que o texto acima não é uma matéria jornalística? leia lá em cima onde está escrito: "Minha Opinião". Este site não tem a pretensão de ser imparcial,porque isto não existe. Temos o compromisso de dar um tratamento igualitário a todas as correntes políticas, espaço para todos terem voz, publicarmos os prós e os contra. E isto nossa equipe vem fazendo. Agora será que vc me permite fazer o retrato do PMDB, como eu o vejo neste momento, no espaço dedicado à minha opinião? Agradecida...
  • Jonny | 25/06/2010 | 16:10
    ...e voce Roberta Tum, está filiada no PMAB? Ou está arrependida por não ter ainda as convicções ideológicas? A sua reportagem está parecendo uma de Maria arrependida.!!! Mas acredito que voce não se prende nesse saudosismo todo para escrevr, até parce que está comovida pela gratidão que indiretamente voce colabora com o duvidoso que tira o certo já desgatado pelas manobras das políticas recentes no tocantins.
  • cadoca | 25/06/2010 | 15:17
    NO PMDB NÃO EXISTE COERÊNCIA, MAS MUITA BARGANHA. O apoio do PMDB ao Governo Lula e ao PT sempre custou muito caro. A barganha por cargos e espaço é ilimitada. Atualmente, além de vários ministérios, empresas e autarquias o PMDB tem as presidências das duas casas do Congresso. Para apoiar a candidatura de Dilma para presidente, apesar de garantir a candidatura a vice-presidência da república e sabe-se lá mais o que, o PMDB exigiu e levou a candidatura a governador de Minas Gerais ( O famigerado oligopolista da mídia ? O ministro das Comunicações Hélio Costa) e o que é pior, ?estuprou? o PT do maranhão alterando decisão congressual para obrigar a apoiar a candidatura de Roseana Sarney.
  • cadoca | 25/06/2010 | 15:15
    Sempre fui eleitor do Lula e sou da Dilma, porém penso que o PT e o Governo paga muito caro para ter o apoio do PMDB. Primeiro quero esclarecer que não sou do PT. Acompanho a novela do PMDB a tempos. O Derval estava sumido. O Avelino está apoiando o SC e o Valtênis também. Até pouco tempo tinha dois PMDBISTAS disputando a sucessão da ATM. Ninguém sabe quem comanda o PMDB, o único que parece não ser é o Presidente. ENTÃO PMDBISTAS BUSQUEM PRIMEIRO COERÊNCIA E BOM SENSO INTERNAMENTE, SERIA O MAIS RACIONAL. Além do que não é novidade que o Governo e seus representantes vem fazendo de tudo para desestabilizar a candidatura do PT. Não entendo a cobrança dessa fatura quando em 2006 trocaram o PT pela Kátia Abreu nos últimos minutos do dia 30 de junho. DEVE SER QUESTÃO DE BOM SENSO.
  • Talyta Custodio | 25/06/2010 | 14:29
    Me impressionei com essa matéria porque é claramente partidária. Sempre achei o seu site muito imparcial e por isso o acompanho mas hoje nem sei bem o que pensar. Ficou muito claro de que lado você está e com um site de grande visibilidade, pode haver uma grande ferramenta de influência!
  • GILVAN NOLÊTO | 25/06/2010 | 13:33
    Não é que não se goste do Osvaldo Reis. Depois do timoneiro Ulisses Guimarães, me diga qual presidente de partido não carrega um estigma negativo? Todos! Uns mais, outros menos. Vejamos: Osvaldo Reis, por seu cúme e egoismo doentio por suas bases, mas também por não ter sintonia com o que o partido tem de melhor, a militância, ele acaba não tendo a cara do PMDB que tem um Derval, por exemplo; Donizete Nogueira por sua postura radicalmente conservadora; João Oliveira, pela apatia, talvez; Um Júnior Luiz, pelo isolado oportunismo e o próprio Michel Temer... Só não tem esse estigma quem é inexpressivo. Agora eu discordo 100% com o comentário do Flávio. Sem procuração para falar do Dr. Moisés, eu diria que Avelino tem razões que muitos peemedebistas desconhecem. Que Avelino faz falta, faz. E eu ainda torço para que ele reavalie seu posicionamento. Médico que é, ele sabe como ninguém, como curar feridas, inclusive essas que a política deixa na gente, haja vista que não se faz política sem vítima. Avelino é mais peemedebistas do que muitos pretensos líderes, da mesma forma que o é um Júlio Resplande, que mesmo sem estar filiado ao partido, não deixa de empunhar a bandeira do PMDB.
  • Flávio | 25/06/2010 | 09:19
    É o meu velho e bom MDB de Guerra subindo a ladeira. Fico feliz que vc Roberta, tenha tido tais impressões. Agora torço apenas para que Moises Avelino pelo menos carregue consigo a culpa de ter deixado os salários do funcionalismo publico atrasados no fim de seu mandato em 1994. Essa era a única vergonha que pairava sobre esse valoroso partido do povo libertário do Brasil. Que Avelino saiba digerir bem essas memórias e as leve consigo para as entranhas da UT. Livrando-nos de vez dessa pecha. Segura que o filho é teu avelino.

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