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Minha Opinião

Segunda-feira, 09 de janeiro de 2012, 22h05m

O alerta das chuvas também no Tocantins

Fora do Estado há uma semana, acompanhei em Goiás as notícias da devastação imposta pelas enchentes em larga proporção nos estados de Minas Gerais e no Rio de Janeiro, e as perdas, em proporções menores, mas não menos importantes para comunidades ribeirinhas no Tocantins. O alerta trazido pelas chuvas é um aviso prévio do que pode vir por aí se não cuidarmos agora de algumas situações.
Roberta Tum 
Divulgação Em Paranã, cinco casas desabaram e outras ficaram comprometidas por causa da enchente no Rio Tocantins
Em Paranã, cinco casas desabaram e outras ficaram comprometidas por causa da enchente no Rio Tocantins

Rios invadindo casas. Moradias construídas às margens de rios, ou tão perto deles que fica difícil saber quem invadiu o território de quem primeiro.

Casas, vilas e cidades crescendo nas encostas. Loteamentos autorizados e construídos (muitos com dinheiro público) em terrenos inapropriados, por suas condições de instabilidade, umidade e outras características que se traduzem na palavra “risco”.

Estas são as imagens que temos assistido na última semana em telejornais de todo País. Seja falando de Minas, Rio de Janeiro, ou algumas localidades de Goiás e Espírito Santo.

As chuvas caem copiosamente, em profusão, num volume poucas vezes visto, e insistentemente.

O resultado pode ser visto na vida dos milhares de desabrigados fora do Tocantins. E os prejuízos são sofridos também por comunidades ribeirinhas dentro do Estado. Gente surpreendida pela água do rio que subiu, encheu, extrapolou as margens, e avançou sobre casas, plantações.

Um drama que se pode ser considerado de pequenas proporções em terras tocantinenses, se comparados à tragédias maiores, já é um grande, grave e gritante sinal de alerta.

Retirar as pessoas simplesmente das áreas de risco é uma coisa difícil de se fazer. A tradição de morar à margem dos rios é secular no Tocantins. Tem gente que viveu a vida assim. Sucedendo uma geração inteira de antepassados que também vivia assim. Mudar isso é quase uma violência tão grande que afeta a identidade das populações ribeirinhas.

Mas dá para planejar. Dá para organizar. Dá para inibir, coibir, proibir, a instalação de novas residências em áreas potencialmente perigosas. Enfim, planejamento.

As chuvas este ano, estão trazendo consequências novas e inesperadas. Riscos nas estradas, e nos terrenos alagadiços onde bairros já se ergueram descontroladamente na capital.

A quem cabe fazer alguma coisa sobre isto? Às autoridades, aos gestores, mas também à nós, sociedade pensante, gritante e que protesta quando algo sai fora do que a gente acredita ser o melhor.

Política de ocupação dos espaços feita dentro de critérios de segurança. Uma necessidade para o Tocantins que já se faz presente agora.

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6 Comentário(s)

  • ivanilda do Nascimento Curcino | 12/01/2012 | 15:31
    Os governante não podem levar toda a culpa nesta situação atual do nosso estado... Temos que nos conscientizarmos e procurarmos agir de forma correta em relação a natureza, pois a mesma não se destrói sozinha... tudo isso é reflexo da ação humana. Comece a pensar um pouco sobre o futuro do nosso Estado, País e do Mundo!!!
  • jose da silva | 11/01/2012 | 08:53
    Já sei, a culpa é dos governos anteriores: Gaguim e Marcelo Miranda!!
  • Sebastião Gomes | 10/01/2012 | 23:34
    Enquanto o homem, digo, a humanidade não fizer a sua parte, que é respeitar a NATUREZA em todos os seus aspectos, continuaremos a pagar o preço das consequências de nossa irresponsabilidade, de nossa teimosia em desrespeitar à nossa MÃE NATUREZA, à nossa MÃE TERRA. Isso vale para todos, ricos e pobres, os políticos e o povão. Somos todos uns INCONSEQUENTES. E a Natureza se vinga mesmo, seja com muita chuva ou muita seca, muito sol. A chave de tudo de resume numa palavra - EDUCAÇÃO.
  • NEUTON LUIZ RAMOS DE MELO | 10/01/2012 | 10:49
    Vendo essa chuva que cai e vendo as imagens dramáticas veiculadas pelos meios de comuncação, é possível que alguns falem sobre o dilúvio, mas não fiquem aflitos, veja o a Bíblia nos relata sobre esse tema. "Eu faço a seguinte aliança com vocês: prometo que nunca mais os seres vivos serão destruídos por um dilúvio. E nunca haverá outro dilúvio para destruir a terra. Como sinal desta aliança que estou fazendo para sempre com vocês e com todos os animais, vou colocar o meu arco nas nuvens. O arco-íris será o sinal da aliança que estou fazendo com o mundo" Gênesis 9;11-13
  • NEUTON LUIZ RAMOS DE MELO | 10/01/2012 | 10:22
    É as águas de janeiro benefiando muitos,mas infelizmente trazendo prejuízos para aqueles que por questões culturais, econômicas e sociaiais são obrigados a morar em locais que oferecem maiores riscos causados pelas chuvas.
  • Marcos Andre | 10/01/2012 | 00:06
    Amanha tentarei uma resposta sobre esse artigo!

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