Toda campanha tem nos bastidores, “os donos” do candidato, os “conselheiros”, do candidato, a secretária “de confiança” do candidato e claro, os super poderosos “marqueteiros sabe tudo” do candidato. É impressionante como os bastidores do poder estão cheios de gente de baixa estatura e valor moral, tentando se ajeitar, garantir seu lugar num hipotético futuro governo. Eles se alimentam mais que do poder propriamente dito, mas da aura que cerca aquele que pode se tornar o depositário de todo poder pelo voto popular nos próximos quatro anos.
Fazendo a cobertura destas eleições tenho esbarrado neles, trombadinhas do prestígio alheio, dos dois lados. É gente apavorada pelo medo de que alguém lhes tome o lugar de “alcaide do rei”. Como não têm o que vender, visto que a maioria está ali mais pela falta de competência do que por ter algo verdadeiro a oferecer, vendem a mentira, a enganação, a bajulação e o pior: uma falsa impressão da realidade.
A bajulação embota a realidade
Dos dois lados, não há candidato a governo que queira ser contrariado. A verdade dos fatos, a leitura das ruas, os erros de cada campanha cabem a poucos - os competentes no que fazem, diga-se de passagem – oferecer. São eles que suportam as crises nervosas, as explosões de humor próprias do estresse de quem vive a corrida pelo resultado final positivo das urnas, e normalmente são os que tem frieza, preparo e condições suficientes para enxergar mais à frente, e contornar uma crise ou o rumo errado numa campanha.
Estou abordando este assunto hoje - gentilmente omitindo os nomes de lado a lado - por que parte desta verdadeira corja de bajuladores e despreparados, o maior desserviço que alguém pode prestar numa campanha. São eles os primeiros a enxergar tramas, e apontar traidores. Movidos pelo ciúme, pela inveja, mas especialmente pelo desejo de vencer sua “campanha particular” para garantir seu lugar no governo futuro, os “rasteiros” são o lixo humano que cada campanha tem que digerir, conviver ou expurgar.
Afastados, se tornam foco de escândalos
Quando afastados, por verem reveladas suas habilidades à luz do dia, normalmente se prestam à promover fatos novos, denúncias e desgaste passando a servir a coligação adversária. Pela quantidade de gente assim que tenho identificado nesta campanha - alguns em que sou obrigada a esbarrar por que se tornaram verdadeira “sombra” dos candidatos – tenho comigo que ainda partirá de alguns deles as cenas dos próximos capítulos desta campanha.
De fora do staff de candidatos depois de longos anos participando de campanhas no Tocantins, vejo nascer dos "loucos pelo poder a qualquer custo" o fogo amigo que cozinha nos bastidores muita gente boa e competente. E também é deles que mais partem as acusações falsas que tentam queimar jornalistas e veículos, além da famosa exigência de que “todo mundo tem que ter lado”.
Aos que comandam o show de lado a lado, fica o recado: cuidado com essa gente que tem pouco ou nada a perder, e persegue o poder se desfigurando como seres humanos, se aproximando, num metáfora dura, dos ratos. Afinal, desde o princípio dos tempos, eles existem. Roendo a roupa, turvando a alma, provocando injustiças, desde os áureos tempos de Roma.
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