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Segunda-feira, 26 de dezembro de 2011, 09h45m

Natal do consumo X Natal da solidariedade: no resumo da festa um dia depois, a responsabilidade continua

O aquecimento extraordinário das vendas neste Natal deve se refletir nos números que o comércio em geral vai fechar ao final do mês, quando o movimento efetivamente estiver chegando ao fim. Mas o fato é que a intensa corrida para o consumo desde o começo do mês de dezembro esvaziou prateleiras com uma rapidez inédita neste dezembro. Por outro lado iniciativas individuais, de grupos, de empresas e dos governos foram abundantes em levar a solidariedade a quem está fora corrida por não ter renda suficiente para viver além do básico.
Roberta Tum 
Divulgação Crianças recebem presentes
Crianças recebem presentes

Um movimento intenso pode ser observado no comércio de todo Brasil neste Natal. Especialmente em Palmas, com a injeção de recursos governamentais nas folhas de pagamento de novembro e décimo terceiro – e ainda a de dezembro no caso da Prefeitura de Palmas – o comércio vendeu o que tinha nas prateleiras.

Em alguns segmentos o dia 25 chegou a surpreender o comerciante com as prateleiras parcialmente vazias, tamanha a corrida do consumidor para comprar, presentear, adquirir.

Os preços baixos no caso dos eletrodomésticos, a facilidade do crédito, a diversidade de ofertas: tudo contribuiu para que este fosse um dos natais mais movimentados dos últimos anos. Um reflexo sem dúvida do momento de economia aquecida que vive o País. E de regularidade nos pagamentos que vive o Estado.

Solidariedade abundante

Por outro lado não foram poucas, nem raras as iniciativas individuais, de grupos de amigos, de empresas, e em larga escala também do governo, na oferta de brinquedos para as crianças, e cestas básicas para famílias necessitadas.

Se de um lado é notável o boom do consumo por parte de quem tem renda, salário, contra-cheque, nome limpo, de outro o Tocantins ainda convive com a realidade de milhares de excluídos da roda viva do consumo. Gente sem renda, ou que sobrevive minimamente das ajudas institucionais dos governos municipal, estadual e federal.

E olha que são milhares ainda abaixo da linha da pobreza. Alimentá-los, incluí-los, resgatar-lhes a dignidade é um desafio que não termina no dia 26 de dezembro. Pelo contrário, é o esforço que move os governos. E neste caso é preciso fazer um reconhecimento especial à preocupação e interesse deste governo que ocupa o Palácio Araguaia no combate à fome. E às doenças que convivem com ela, e em decorrência dela.

É uma grande batalha, que só será vencida com as políticas públicas adequadas. Mas como é bom perceber que a solidariedade brotou de todos os lados neste Natal que marca a data em que simbolicamente se comemora o nascimento do Salvador. Aquele que conforme a crença Cristã, independente de igrejas, alimenta a fé da maioria dos brasileiros em tempos melhores. Não é preciso crer no que acredita a maioria para fazer cada um a sua parte.

A legião dos necessitados tem fome o ano inteiro, e a responsabilidade em por fim a esta vergonha para a humanidade é de todos nós. Façamos a nossa parte no resto do ano.

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1 Comentário(s)

  • NEUTON LUIZ RAMOS DE MELO | 26/12/2011 | 14:02
    Ainda tem gente que acha o governo atual não está na trilha certa.Um um ponto o texto nos chama atenção, a falta de mercadorias nas prateleiras pode sinalizar a chegada da inflação.

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