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Minha Opinião

Segunda-feira, 08 de março de 2010, 00h34m

Nas escolhas de Gaguim, se define metade da eleição

O governador Carlos Gaguim tem pela frente decisões importantes para a definição do quadro sucessório deste ano no Tocantins. Enfrentar a eleição, apoiar um candidato da base do presidente Lula, concluir o mandato ao invés de tentar se reeleger, e até se desincompatibilizar no próximo dia 4, são opções que o governador não descarta, segundo amigos próximos. Rachar o PMDB, e entregar a eleição ao ex-governador Siqueira Campos é um risco, conforme já asseguram os artífices da teoria da conspiração. Saiba por quê.
Roberta Tum 
Nacim Borges Gaguim: responsabilidade grande na sucessão
Gaguim: responsabilidade grande na sucessão

O quadro sucessório no Tocantins está embaralhado. Pelo menos quando se fala na base governista. Isso em se tratando dos dois governos: estadual e federal. A oposição, embora não declare abertamente, já se acertou, e marcha agora para ampliar a frente de aliados.

 

Refletindo sobre os últimos acontecimentos, e depois de mais ouvir do que falar nos últimos 15 dias, numa consulta a interlocutores experientes do PMDB, PR, PT, PDT entre outros, chego à conclusão que motivou o título: nas mãos do governador Gaguim e nas suas escolhas reside metade da definição do resultado das eleições deste ano.

 

Explico. Na primeira hipótese, Gaguim pode decidir por disputar a reeleição. Tem a prerrogativa de fazê-lo sem se desligar da administração pública. Para tanto tem o apoio dos deputados do PMDB, e manteria consigo parte da base aliada. Mas enfrenta resistências internas, dos que já deixaram claro não crer numa vitória sua sobre o ex-governador Siqueira, que ressurgiu no cenário esbanjando saúde, espírito conciliatório e liderança.

 

Desincompatibilização

 

Voltando às escolhas de Gaguim, o governador tem ainda outras opções. Pode apoiar o prefeito da Capital Raul Filho, que é da base do presidente Lula, e com quem segundo contam nos bastidores, está tecnicamente empatado nas intenções de voto. Apoiando Raul, Gaguim pode permanecer governador até o último dia, como anunciou que faria quando se candidatou ao mandato tampão.

 

Mas uma conversa insistente começa a tomar conta das rodinhas no meio político. O governador estaria estudando a possibilidade de se desincompatibilizar no dia 4 de abril. Esta hipótese só é possível se Gaguim estiver pretendendo disputar cargo no parlamento. Senador, deputado federal, “ou até estadual”, confidenciou uma fonte palaciana.

 

Fazendo isto o governador na realidade partiria para o “plano B”: preparar terreno para ser candidato à prefeitura de Palmas em 2012, sonho antigo seu. Por mais absurdas que pareçam as hipóteses levantadas, elas estão em discussão no meio político, e ganharam corpo nos últimos dias.

 

No centro do processo decisório, e tendo imposto sua liderança a um partido de antigos líderes, o governador do Tocantins tem nas mãos mais que uma caneta com o dom de conceder benefícios ou espalhar punições. Gaguim é um político privilegiado, num momento único da história do Estado. Tem nas mãos a responsabilidade não só com o que acontecerá ao seu partido, o PMDB. Mais que isso, tem participação decisiva nesta eleição. Uma história que já começou a ser escrita há meses. Na discrição dos grandes acordos selados longe dos holofotes e da mídia. Em silêncio.

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3 Comentário(s)

  • glenio soares | 12/03/2010 | 10:32
    Atualmente no tocantins está mais facil acertar os numeros da mega sena, do que uma previsão politica, que angu de gato é este que estamos vivendo no tocantins? Ou será que os nossos politicos não tem personalidade?
  • RICHARD FELKER | 08/03/2010 | 13:23
    Quem não legisla dificilmente executa. O caso Gaguim, muitos dão importância para quem sempre esteve impulsionado por forças obscuras e mágicas, sobretudo inexplicáveis quanto à técnica e na política. Dizer que Gaguim seja mentor de metade numa eleição tocantinense estadual é ser generosos demais e brincar até com a consciencia dos eleitores. O cara chega a Governador sem méritos de competitividade, todos sabem disso e agora se intitula como grande articulador de coisa nenhuma e muitos ainda acreditam.rs..rs..rss e até os presidentes de partidos vão na do Gaguim. Voltando à época de seus mandatos legislativos não se vê nada plaúsivel em proposituras(como vereador promessa de 5 mil casas populares em palmas e uma torre Eifel no centro da cidade) apresentadas pelo então parlamentar nem quando de vereador nem de deputado estadual e agora ainda se espera o quê como governador? Já está Cheio de ações judiciais em face do Acelera Tocantins. Deixar o Gaguim vaidoso com a simpatia televisiva que sempre conseguiu se mantendo como o melhor papagaio de pirata, o leva, sobremaneira a ser figura mais folclórica do Estado e com isso ele atrai tendo alguns seguidores de mentes fracas a rezar no mesmo rosário do Gago e muitos deles acreditam na salvação e proteção do governador ajeitado pela tirania que se estabeleceu numa democracia numa sessão na Casa do Povo do Tocantins, dando-lhe as prerrogativas de maior poder. Falar que é sortudo aí tudo bem. Fora disso ele não tem rumo certo e nunca aterrisou e das nunvens ele com a sua vaidade consegue contaminar àqueles também oportunistas de plantão que esperam as benesses de governo para se projetarem nas eleiçoes. Com raríssima exceção, é uma vergonha esses nossos políticos tocantinenses. Rick
  • joao alvino | 08/03/2010 | 06:51
    n concordo qoe o governo hj defina a metade da eleiçao,ontem talves.cada dia q passa o gago e o raul mostra a sua cara.c a vinda de parte do pmdb,joao ribeiro c o grupo dele p o siqueira,vejo q daqui uns duas o povo vai aparecer no palacio p receber e na prefeitura receber conta de campanha,sera incoerencia muito gd do governador seja onde for q o senador esteja ,ele n apoiar o senador..

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