Estourou a corda dentro do PT. O suplente de senador Sadi Cassol retirou sua pré-candidatura ao Senado na manhã desta quinta-feira, 22, por não acreditar no projeto de poder levado à frente pelo pré-candidato Paulo Mourão (PT). "Só acho que este senhor não agregou nada ao projeto do partido, e ouvindo prefeitos, vereadores, líderes do PT do interior que estão muito preocupados, resolvi por não apoiar mais, e assim me retiratr também da chapa", afirmou Sadi ao Site RT nesta manhã.
A alta rejeição ao nome de Paulo Mourão, demonstrada na primeira pesquisa de intenções de voto que veio à público ontem - Ibope/Sinduscon - também teve influência na decisão. "Não é isto apenas, mas um cidadão que consegue ser rejeitado por mais de um terço da população, tem alguma coisa errada", criticou Sadi Cassol. Ele reforçou a consideração que tem por Donizete Nogueira, a quem chamou de "meu presidente", e aos membros da executiva, mas disse que sua decisão é definitiva.
Fritura começou há dias
O processo de fritura da pré-candidatura de Sadi Cassol começou já há mais de 15 dias. Primeiro com articulações internas de alguns setores de outros nomes, como o da própria primeira-dama da Capital, Solange Duailibe, quando se falava numa composição do PT com o PMDB para indicar senador na chapa encabeçada por Gaguim.
Mas o que literalmente "entornou o caldo", foram as últimas articulações em que o próprio Paulo Mourão convidou o ex-deputado federal Darci Coelho (PT) para assumir candidatura ao Senado. Na iminência de ter que bater chapa, Sadi recuou, e retirou o apoio a Mourão.
Mantendo-se no PT
Sem indicativo de tomar outros rumos, Sadi Cassol disse que é PT e assim continuará. "Eu sou PT, vou pra casa, vou cuidar da minha vida, e observar o processo de longe. Se não quero apoiar o pré-candidato do partido ao governo, não tem por que manter minha candidatura dentro deste projeto", afirmou.
Segundo Sadi Cassol adiantou ao Site RT, a insatisfação parte também de outros segmentos do partido, especialmente de líderes, vereadores e prefeitos que não confiam na condução do projeto do partido por parte de Mourão. "Eu não vi ele agregar nada nas últimas semanas, e isso nos preocupa muito".
Sadi confirmou que a tendência de "tumultuar o processo de escolha dos candidatos ao Senado" teve influência sobre sua decisão. "Eu sei de onde partiu tudo isto, e sou um homem que não adia decisões. Estou fora"!, finalizou.
Mesmo que não apóie ninguém por enquanto fora do partido, a saída de Sadi tem impacto, e desfalca no mínimo a confiabilidade da candidatura petista, revelando problemas internos, antes mesmo da convenção.
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