O secretário negou, em nota que vai publicada aqui. Indignado, Eduardo conta que estava naquele processo bem agudo do luto pela perda do filho Gabriel, que sua cabeça estava em outra estação. Bem diferente do ânimo do bicheiro e seu sócio, indicado na transcrição parcial que o jornalista faz na sua coluna Congresso em Foco.
Se foi, não foi, ou até onde foram as tentativas do grupo Cachoeira para sensibilizar Eduardo a cuidar de seus negócios no Tocantins, uma coisa é fato: as investidas não deram muito certo.
Inspeção veicular, objeto da primeira denúncia, extraída dos conteúdos do grampo, é coisa que nunca aconteceu. Não há contrato, não há licitação, não há dispensa. O fato de que o governo queira regularizar o serviço não configura qualquer ilegalidade, ou irregularidade.
Os contratos da Delta com o estado? Bem, fomos atrás dos contratos da Delta.
Delta tem três contratos da era Gaguim, e um na gestão de Siqueira
No governo do Estado, a Delta tem quatro contratos. São eles:
Contrato 00281/2010. Objeto: serviços de terraplenagem, pavimentação asfáltica e obras de artes especiais, na rodovia TO-030, trecho Novo Acordo/São Félix, com 66,56 Km de extensão. Valor do contrato R$ 74.300.081,25. A obra nunca foi iniciada.
Contrato 00284/2010. Objeto: serviços de terraplenagem, pavimentação asfáltica e obras de artes especiais, na rodovia TO-010, trecho entroncamento TO-404 (Araguatins)/entroncamento TO-201(Buruti do Tocantins), com extensão de 33,81 KM. Valor do contrato R$ 23.514.992,04. Foi dada ordem de serviço em 22 de agosto de 2011 e ordem de paralisação em 09 de dezembro do mesmo ano, por conta do período chuvoso. Não houve pagamento nem faturamento na obra.
Contrato 00285/2010. Objeto: execução de serviços de terraplenagem e revestimento primário na rodovia TO-296, trecho Combinado/Depasa/Arraias, com 85,20 Km de extensão. Valor do contrato: R$ 4.803.794,23. Outra obra que nunca foi iniciada.
Os três contratos anteriores, como se vê, foram licitados e lavrados em anos anteriores. Com o governo atual, a Delta tem um contrato, justamente o que foi feito com ela e mais cinco empresas - todas prestadoras de obras no Estado para o DNIT, que combatemos à época neste artigo: - cuja obra foi completamente concluída e entregue dentro do período definido como emergencial.
Este último, o Contrato 00021/2011 teve como objeto a execução de serviços de recuperação e roçagem em rodovias abrangidas pela Residência Rodoviária de Paraíso. Valor do contrato: R$ 14.695.596,05. Obra iniciada em 06/07/2011 e concluída em 13/10/2011. Por este serviço a Delta recebeu o valor de um milhão e trezentos mil reais (R$ 1.300.000,00) da fonte 00. A falta de pagamentos mais robustos para as construtoras que fizeram obras dentro do programa de recuperação de extras, emergencial, não é uma característica apenas da Delta. Alegando caixa baixo, o Estado vem pagando em conta gotas as empreiteiras desde o ano passado.
No "seca bagaço", como se diz no sertão, os "trens"do Carlinhos e do Cláudio Abreu, andaram pouco pelas terras tocantinenses.
Não é assunto para fazer piada, mas se Cláudio pagou algum jantar para Eduardo, em maio do ano passado em Goiânia - e Carlinhos reclamou da conta de R$ 1 mil - duas coisas são certas: 1 - Eduardo não precisava disto, tem dinheiro de sobra para pagar seus jantares; e 2 - Este Carlinhos é mesmo um perdulário.
Falando sério, seja como for, pelo menos no que toca aos cofres do governo do Estado, o esforço do bicheiro e companhia para fazer a festa não vingou.
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Prezados,
Alguns comentaristas entraram para postar sua opinião sobre o texto e não sobre o tema do editorial de hoje. Fica parecendo que na falta de argumento para discutir o assunto, é preciso combater quem escreve. Alguns foram bloqueados por se tratar de nicks diferentes, vindos de um mesmo IP, falando praticamente a mesma coisa.
A "pressão"exercida na rede por gente paga ou não, mas que se presta a atacar ou defender grupos já começou. Este artigo é uma análise do fato do dia. Não foi feito para agradar, nem desagradar ninguém.
Escrevo com liberdade e assim continuarei a fazer. Quem quiser o lugar comum da crítica pela crítica, deve procurar em outras leituras. Escrevo o que penso, mesmo desagradando os que querem ler sempre ataques.
Aos fracos de memória, recomendo uma leitura detalhada dos editoriais dos últimos 17 meses. Vão perceber que os erros administrativos cujas consequencias são enfrentadas hoje no governo, em sua maioria, foram anunciados ano passado, e duramente criticados aqui.
O resumo da ópera, é que a turma do Cachoeira só tocou e terminou a restauração da estrada de Paraíso nos últimos um ano e meio. E não recebeu 10% do executado. O resto: quem jantou, quem pagou, quem estava lá, sinceramente, pouco me interessa.






