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Plantão de Polícia

Quinta-feira, 02 de setembro de 2010, 09h10m
Sistema prisional

MPE move Ação Civil Pública para reforma na Cadeia Pública de Peixe

Prédio com instalações precárias, sistema de esgotamento sanitário funcionando de forma irregular há seis meses, alojados em condições totalmente insalubres, celas com pouca ventilação essa é a realidade da Cadeia Pública de Peixe. O MPE ajuizou uma ação civil contra o Estado para garantir a reforma do local.
Da Redação 
Divulgação Esgoto a céu aberto causado pelo transbordamento da fossa da Cadeia Pública de Peixe (TO)
Esgoto a céu aberto causado pelo transbordamento da fossa da Cadeia Pública de Peixe (TO)

O Ministério Público Estadual (MPE) ajuizou nesta quarta-feira, 1°, Ação Civil Pública contra o Estado do Tocantins para garantir reforma das instalações da Unidade Prisional de Peixe, cidade a 302 km de Palmas.

De acordo com informações encaminhadas à Promotoria de Justiça de Peixe e após vistoria realizada pela Vigilância Sanitária Municipal na Cadeia Pública do município, constatou-se o funcionamento irregular do sistema de esgotamento sanitário, que há seis meses funciona em sua capacidade máxima, sujeitando os detentos e moradores a condições degradantes.

Na Ação, o Promotor de Justiça, Mateus Ribeiro dos Reis destaca a precariedade das instalações do prédio, que hoje conta com 17 detentos, alojados em condições totalmente insalubres, em celas com pouca ventilação e respirando o ar impuro do esgoto proveniente das duas fossas, cujos resíduos se espalham pelos arredores, provocando, inclusive, desconforto aos moradores vizinhos da Cadeia.

Conforme ressaltado na Ação, a Secretaria de Segurança Pública do Estado foi notificada desde fevereiro deste ano para que procedesse à construção de novas fossas sépticas adequadas às necessidades da Cadeia e posterior desativação das duas fossas existentes. No entanto, até agora não foi tomada nenhuma providência além da utilização da mão-de-obra dos próprios presos para escavação da futura fossa.

Nesse sentido e tendo em vista os princípios constitucionais de dignidade da pessoa humana, o Promotor de Justiça requereu liminarmente a transferência dos presos provisórios e definitivos, atualmente encarcerados na Cadeia de Peixe, para outras Cadeias Públicas e/ou Presídios em condições mais dignas, bem como a construção das fossas sépticas no prazo máximo de 30 dias. Requereu, ainda, a proibição de manter encarcerada na Cadeia da cidade qualquer pessoa até que as devidas providências tenham sido efetuadas, sob pena de aplicação de multa diária no valor de R$ 10.000,00, a ser revertida em favor do Fundo Penitenciário Estadual. (Com ifnformações da Assessoria MPE)

 

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2 Comentário(s)

  • fabricio moraes | 09/09/2010 | 19:00
    Esse Maurício não é policial, só pode ser cabo eleitoral. Ou então estão mentindo os promotores, os juizes, os policiais, a imprensa. Na verdade, é tudo ilusão de ótica. não houve rebelião no presídio Barra da Grota, não tinha preso cuidando da delegacia de Xambioá, e os esgotos transbordando nas cadeias dos Estado, não passa de um líquido esverdeado com odor forte, proveniente de artesanato dos detentos. Isso não política, é coisa séria. Se o governo não tomar providências urgentes, mortes e rebeliões irão abalar mais ainda a imagem do governo. Quanto as delegacias, quase todas estão operando de mal a pior. Aliás, 90% das delegacias, são na verdade casas alugadas, desperdício de dinheiro público. Os agentes de investigação, são em muitos casos servidores administrativos fazendo o papel de policias. Mas como o "policial" Maurício Mal informado, disse que está tudo bem, quem somos nós (sociedade) pra dizer o contrário né?
  • Maurício Gomes Ferreira | 09/09/2010 | 08:09
    Sou PC em Gurupi e estive em Peixe neste feriado e verifiquei que na DP tudo está funcionando perefeitamente bem. Não seria a foto publicada ser de arquivo ?.

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