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Quinta-feira, 12 de março de 2009, 00h00m

Movimentos sociais mostram sua verdadeira cara

Diversos são os termos que definem as infrações habituais neste nosso Brasil varonil. Quando se trata de crime comum, a população chega a linchar o responsável, por considerá-lo pessoa hedionda, principalmente quando se refere a estupro, pedofilia ou homicídio de um ser querido na localidade.

Muitos são os casos que ocorrem com nossos representantes e outros que contam com o aval do governo federal, estadual e, às vezes, até municipal que, inclusive, arcam com as despesas de entidades que agem "como os ditos  criminosos".

Um episódio famoso que envolveu um representante do Acre foi o de Hidelbrando Pascoal que utilizava a "motosserra" para eliminar seus adversários. 

Infelizmente, os casos não se encerram aí. Os crimes de colarinho branco são noticiados diariamente e acabam em "pizza", sem os fatos serem averiguados até "os finalmentes". Outros nem chegam a ser apurados, porque os detentores da justiça eleitoral não o enxergam como tal. Um exemplo é o presidente do País que, junto com a candidata a presidenta, utilizam o PAC para "descaradamente" fazer campanha antecipada.

O "Bolsa Família" é outro programa que expressa a maior compra de votos já existente no País, e, infelizmente, a justiça não entende assim. Apesar de declarar para os quatro cantos do Brasil que não adianta dar o peixe e, sim,ensinar a pescar, o ditado caiu no seu esquecimento e de sua equipe. A falta de memória também é nitidamente notada nas atitudes do povo que traz de volta Renan Calheiros, atual líder do PMDB no Senado, e Collor de Mello, presidente da Comissão de Infra-estrutura da mesma Casa. 

É triste. Mas o que podemos fazer? O atual governo distribui verbas para movimentos sociais, como dos Trabalhadores Rurais Sem-Terras ou sua ala feminina, o Via Campesina. Apesar das atrocidades que cometem, Lula já foi visto posando com o boné da entidade, fechando os olhos para o vandalismo.

Esta semana foi palco de um abuso sem tamanho. No data em que se comemorava o Dia Internacional das Mulheres, as campesinas, em protesto contra o agronegócio e as grandes empresas exportadoras de produtos agrícolas, invadiram empresas, ministério e portos. A agressividade foi tamanha que, ao invés de denotar um protesto, conotava uma ação das facções criminosas mais perigosas do País.

Indignação foi o sentimento da nação. Todos têm direito de externar suas emoções, porém, direito é um senso comum a todos. E não se deve esquecer que, por ser extensivo a todo cidadão, tem término, a exemplo do ditadopopular: o direito de um termina, quando começa o do outro.

Não é o posicionamento dos grandes empreendedores que pode levar os "participantes de um movimento social" a se sentirem no direito de sair cometendo barbaridades, destruindo tudo. E o pior é que os dirigentes desses movimentos não aparentam ser necessitados, são cultos e sabem se expressar muito melhor do que muitas pessoas que concluíram o curso superior.

É verdade. É preciso reclamar da lentidão da reforma agrária. Os assentamentos se  multiplicam, sem infra-estrutura e condições de produção. É inegável o direito de  protestar, mas pacatamente.

Sem sombra de dúvida, a lei e os bons costumes, o senso comum, as normas morais e éticas  têm que prevalecer. Se admitirmos que os "movimentos sociais" se manifestem com agressividade, temos também que admitir que as facções criminosas, as gangues do tráfico eliminem pessoas, queimem ônibus, por não concordarem com o fato de que um membro de sua facção tenha sido preso ou por outra indignação qualquer.   

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Comentários

  • henriette motta arantes | 18/03/2009 | 14:57 Primeiramente, gostaria de agradecer a participação de todos neste blog, por intermédio de meu artigo. Realmente, Deus me abençoou e me deu o privilégio de nunca ter passado por dificuldades e de trabalhar em uma sala com ar-condicionado, como servidora pública concursada. Entretanto, se vocês não entenderam, minha intenção foi a de ressaltar que o governo federal deveria, verdadeiramente, se empenhar para realizar a reforma agrária, oferecendo infra-estrutura necessária para cada um, além de condições de produção. Sinto que algumas pessoas não conseguiram perceber minha real indignação. De forma alguma, sou contra movimentos sociais. Sou, sim, a favor de movimentos pacíficos e contra vandalismo, barbaridades e atrocidades afins. Seguindo esta linha, concordo com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e também entendo que deve ser condenado o financiamento oficial concedido a entidades que promovam atos ilegais. E mais uma vez, repito que minha indignação é com a agressividade reinante.
  • Glauber Andrade Barros | 18/03/2009 | 13:47 Me parece que esse comentário desse tal Fernandes foi escrito numa língua muito parecida com o português. Infelizmente não consigo entedê-lo, mas acho que ele quiz dizer alguma coisa con isso. Quem sabe com a ajuda de um tradutor a comunicação não aconteça.
  • Penaforte Diaz | 18/03/2009 | 08:31 Segundo os comentários anteriores tudo é permitido, desde que seja uma ação da "esquerda". Até parece sacrilégio discordar de tais práticas, simplesmente porque o governo é do PT. Ainda bem que a verdade não tem partido.
  • Humberto de Alencar | 18/03/2009 | 07:58 Henriette, parabéns, gostei muito da sua matéria, você teve a coragem de falar sobre um assunto tão polêmico, pois estes ditos "movimentos sociais" estão sendo financiados oficialmente pelo governo federal e seus membros praticando as maiores ilegalidades possíveis descumprindo a ordem jurídica e o estado democrático de direito. Como bem disse o presidente do Supremo Tribunal Federal, o que é ilegal para um cidadão, também o é para os demais. Assim, não é porque uns são menos providos de bens mateirais do que os outros que tem o direito de invadir a sua casa e dizer que agora é dele. Ideologia está implantada nas pessoas menos esclarecidadas intelectualmente, por outras aproveitadoras e inescrupulosas. Não que eu não seja a favor de igualdades sociais, sou, entretanto devem ser feitas dentro da legalidade e sem agressões físicas e emocionais.
  • Aureliano Arantes | 17/03/2009 | 12:59 Henriette, pelo que percebo por meio de suas colocações, identifico que a senhora não entende nada de movimentos sociais, pelo contrário, se julga sabedora mas nunca parou pra pensar nas dificuldades enfrentadas por milhares de pessoas que passam fome e frio, sob casas feitas de lona, enquanto a senhora escreve tranquilamente essas palavras sentada em frente a seu computador, no ar-condicionado. Gostaria que nossos problemas tivessem raizes tão superficiais como as que a senhora cita no artigo, mas infelizmente nosso problema é muito mais complexo, e só estando do outro lado para saber. O que o Brasil precisa, é o que o Preidente Lula está fazendo, projeto de longo prazo. Obrigado!!!
  • Edimar Araujo | 17/03/2009 | 11:43 Alguem que pensa como a relatora desse artigo ( se é que podemos considerar um artigo jornalistico), imaginamos alguem da elite pelo menos de espirito ( não sei se de fato), alguem que desconhece a realidade dos trabalhadores e trabalhadoras, e nossas lutas sociais, das quais pessoas sensiveis as causas se proproem como lideres impulsionar as reividicações de determinados segmentos. Lamento que em pleno seculo XXi alguem tenha a capacidade de comparar estas lustas com a pratica nefasta do ex deputado Hildebrando Pascoal, isso seria no minimo uma sandice, haja visto a diferença homérica entre a pratica dos movimentos sociais e desse dito cidadão.Nós dos movimentos sociais repudiamos tal declaração infundada e antidemocratica que abalam os principios de um estado de direito.
  • Manoel Orisomar | 17/03/2009 | 11:35 Devemos conhecer a realidade do nosso semelhante antes de desferir uma critica discriminatória sem fundamento, baseada no capitalismo selvagem, imprignado em nossa sociedade, principalemnte em nosso estado. Em pessoas que nao tem credibilidade, e critica social zero. Manoel da ATJN - Associação Tocantinense da Juventude Negra.
  • Mario Santos | 17/03/2009 | 11:24 Fico extremamente consternado com a vil comparação entre os movimentos sociais legitimamente constituídos no Brasil, fruto de uma luta histórica contra as mazelas que assolam nossos pais a criminosos sem escrúpulos como Hidelbrando Pacoal. Aos legalistas de plantão é importante ressaltar que as democracias consideradas mais avançadas no mundo, têm em sua base os sindicatos e a sociedade civil organizada, o MST é um dos representantes dos trabalhadores e trabalhadoras oprimidas. O Estatuto da Terra aprovado ainda no governo Sarney ainda não foi cumprido e não foi por falta de vontade política principalmente pela bancada ruralista do congresso. Lamentavelmente no Brasil ainda não temos a democratização dos meios de comunicação para oportunizar o debate de idéias, e para que os anseios da população possam ser dimensionados e trazidos à luz para a discussão da sociedade, numa sociedade onde só existe uma voz? Nelson Rodrigues dizia que "Toda unanimidade é burra". Aos legalistas que defendem o "Ordem e progresso", que foi inspirado no ideal positivista "Amor como principio, ordem como meio e progresso como fim", lamentavelmente no Brasil "ordem para o pobres, e progressos para as elites". A "ordem deve ser ninguém passar fome, a ordem é todos terem terra, trabalho, educação, casa, liberdade." Lutar por igualdade e justiça social não é crime.
  • fernandes | 17/03/2009 | 08:14 Tem gente na gmp punidas por besteira que não tem sentido,enquanto umapessoa perde um radio ht e siquer abrem sindicancia para apurar os fatos da ocorrencia registrada no siop

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