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Terça-feira, 10 de janeiro de 2012, 11h22m
Estado

Michel Teló, o embaixador instantâneo da música brasileira

Redação 

Em 2011 a internet produziu um de seus fenômenos típicos, o astro teen Justin Bieber. A partir de vídeos rodados exaustivamente no Youtube, o garoto americano tornou-se um fenômeno. Ele desembarcou no Brasil em outubro como o astro de uma série de shows. Em São Paulo, conseguiu mexer com o cotidiano da megalópole: no aeroporto ou na Avenida Paulista era possível sentir algo estranho, a efervescência de suas fãs adolescentes. Pois bem, antes que o ano findasse, nós brasileiros conseguimos uma forma de revidar. Nossa vingança: vamos enviar-lhes Michel Teló.

Famoso no Brasil, tendo sempre um hit para os últimos verões, Teló conquistou o mundo pela repetição no Youtube, assim como Bieber. Enquanto escrevo esse texto, um dos muitos vídeos do seu sucesso, “Ai se eu te pego”, está com 106 milhões de visualizações. Quando você for lê-lo, sabe-se lá quantos acessos o vídeo terá alcançado. Sem contar a versão em inglês, feita por Teló (sem sanfona, para ganhar a familiaridade dos gringos), e as centenas de versões postadas por internautas. Como já foi dito, “Ai se eu te pego” é a “Macarena” da década atual.

Muitos se queixam. Dizem que Michel Teló é um embaixador negativo para a música brasileira, que arranha sua imagem. Esquecem que nossa música tem base firme, alicerçada há mais de 50 anos com a Bossa Nova. “Garota de Ipanema” é apontada como a segunda canção mais executada em todo o mundo nas últimas cinco décadas, perdendo só para os Beatles com a emblemática “Yesterday”. A composição de Tom Jobim e Vinícius de Moraes também figura entre as mais regravadas da história. Seriam cerca de 300 registros autorizados – um deles no recente álbum póstumo de Amy Winehouse.

Ou seja, a Bossa Nova ainda pulsa lá fora, mais que aqui. Com essa experimentação de Samba e Jazz, a música brasileira migrou da periferia para o centro do mundo, como lembrou Tom Zé no documentário “Alquimistas do Som”. É o ritmo que os americanos queriam, mas não inventaram. Coube-lhes cortejá-lo. Chamado de “a voz” pelos estadunidenses, Frank Sinatra dividiu todo um disco com Tom Jobim em 1967. Sarah Vaughan, outro ícone dos EUA, dedicou um álbum a clássicos brasileiros. Outros tributos continuam sendo prestados, como o de Diana Krall em seu recente CD “Quiet Nights” (título extraído da versão para “Corcovado”). É bom lembrar, façanhas possíveis somente porque as letras foram vertidas para o inglês.

Depois da Bossa Nova, o Brasil não voltou a produzir canções de apelo tão universal. Ainda assim, a geração de Milton Nascimento conseguiu manter em construção nossa imagem musical no exterior.

Agora, voltamos a chamar a atenção do mundo, não pela sofisticação, mas pelo apelo à dança da música pré-fabricada de Michel Teló – paranaense que conquistou a Europa, espalhou sua fama e agora mira emplacar definitivamente nos Estados Unidos, a terra de Justin Bieber. Mas não se avexem, Teló não causará danos à música brasileira. Não será um fenômeno meteórico quem irá arranhar uma imagem consolidada. Quando ninguém mais lembrar-se de “Ai se eu te pego”, a canção de Tom e Vinícius ainda ecoará continente afora, falando de uma moça que balança seu corpo dourado a caminho do mar de Ipanema.

E tem mais. Passados tantos anos do auge da “Macarena”, quantas pessoas sabem afirmar, categoricamente, qual a nacionalidade do grupo que lançou este sucesso? Por tudo isso, que ouçam Michel Teló, que ele passe meses longe do país, em turnê, e que volte trazendo as malas cheias dos dólares e euros do povo de lá!

 

Flávio Herculano é jornalista
fherculano@yahoo.com.br

Flávio Herculano

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36 Comentário(s)

  • Vigilante Brothers | 01/02/2012 | 21:10
    ... e nunca devolveram qualidade, mas são excepcionais. Como entender isso. Velveth, de Lou Reed, Swamp Dogg, Snoop Dog,hip hop. Lixo para pseudo-intelectual igual a você.
  • José Delves do Carmo | 31/01/2012 | 20:25
    Velveth, de Lou Reed, Swamp Dogg, Snoop Dog, são excepcionais. Soul e Hip Hop estilos musicais, não músicos. Santa ignorância! Diferença de lixo para estilo Teló, é que o primeiro, apesar de sujo, tem nome. O segundo nem isso.
  • Vigilante Brothers | 29/01/2012 | 19:01
    Se os estranjas nunca devolveram qualidade,?segundo o seu apuradíssimo bom gosto", então por que ouves: Velvet Undergroud,Hip Hop,Snoop Dogg ,Soul,Swamp Dogg...
  • José Delves do Carmo | 29/01/2012 | 00:09
    Jesus Christ! Comentei ainda há pouco um post do Vigilante do Peso e não tinha reparado que o mesmo trás às mãos uma Bazuca prá lá de metro, herdado com certeza de Bin Laden, seu partner e mentor intelectual. Quiser estreá-la comigo filhote, marque local e horário. Chumbo trocado não dói.
  • José Delves do Carmo | 28/01/2012 | 22:52
    Ao Vigilante Rodoviário, porque Brothers, irmão, é antipatriótico: assim como não aceito produtos de terceira linha vindo das estranjas, como Rihanna, Lady Gaga e assemelhados, não quero também que os mesmos aceitem de bom grado nossas imundícies. Além de ser antiético, fecha as portas a futuras negociações. Já exportamos produto de primeira linha para lá a sessenta anos atrás, como a bossa nova, e nunca devolveram. Qualidade é para sempre.
  • Vigilante Brothers | 26/01/2012 | 16:14
    Estamos à procura de antipatriotas. Àquelas que são contra os nossos produtos Made in Brazil. José Delves será o primeiro.
  • José Delves do Carmo | 26/01/2012 | 00:17
    Ou que ambas as partes estão certas e um só cidadão errado. (Delves)
  • RUAN | 25/01/2012 | 15:56
    embaixador isntantaneo, é demais uma coisa dessa.também e mtempos de Bog brother e Só faltou luiza a mente do brasileiro é fraca.Como diz Carlos nascimento, O Brasileiro já foi mais inteligente.afffffffff Demais essa materia.
  • Cidadão | 23/01/2012 | 17:56
    Uma discussão prolongada significa que ambas as partes estão erradas . (Voltaire)
  • José Delves do Carmo | 23/01/2012 | 00:26
    Justus: releia trecho do meu comentário que diz- internet, e midia em geral, só é bom para quem conhece os atalhos, filtra a qualidade. Valor estético comigo em qualquer área é fundamental. Tenho vaga noção do que seja BBB, novela, axé, e aberrações do mesmo naipe, por ver por alto na midia impressa e só. Fujo disso como o diabo da cruz. Se você lesse bons livros, ouvisse boas músicas,não preenchesse sua vida com futilidades, tivesse bom gosto na vida em geral, com certeza estaria com os bons.
  • A. Ferreira | 22/01/2012 | 20:37
    Boa Zé, gostei, quem sabe a gente realmente possa se entender, desculpe aí as provocações. Sei que vc tem bom gosto, o que precisa é ser um pouco mais democrático. Abraço
  • josé honório justus | 22/01/2012 | 12:39
    Valha-me Deus! E se nunca ouviu tocar e nunca ouviu falar; vivendo na civilização; com tanta mídia ao redor: rádio, televisão, internet e jornais. Isso mostra a sua imensa ignorância e alienação. A não ser que sejas um indígena selvagem, oriundo de alguma aldeia dos cafundós do Amazonas...
  • José Delves do Carmo | 21/01/2012 | 23:20
    Como parece que primeira parte do comentário não chegou, vou tenter reproduzil-lo. A. Ferreira. Tenho discoteca com cerca de 3 mil itens, entre vinil, cds e dvds, de músicas de qualidade de várias partes do globo pois música não tem fronteiras. Esses ritmos citados por você gosto de todos, excetuando-se as aberrações a que todos estão sujeitos. melhores: Rock- Velvet Underground, Mutantes. Hip hop- Snoop Dogg- D2. Forró- Sivuca. Samba- Martinho da Vila. Tango- Gardel. Soul- Swamp Dogg- Tim Maia.
  • José Delves do Carmo | 21/01/2012 | 21:21
    Country- Dylan. Blues- Janis Joplin. Jazz- Ella Fitzgerald. Baião- Jackson do Pandeiro. Pagode- Zeca. Dance- Donna Summer. Axé, confesso-lhe minha ignorância, nunca ouvi falar. E se nunca ouvi falar não deve ser grande m$%*@. Como disse: não cultuo lixo. Quiser dar um chego aqui em minha house, lhe mostro todo meu arquivo e ainda gravo o que você quiser. Tenho raridades de vinil aqui que custam nota preta. Não precisa trazer cotonete para uma geral antes no cerume do pé-de-orelha.Oferta da casa
  • Cidadão | 20/01/2012 | 22:06
    MPB, forró, brega, sertanejo, carimbó, pop rock, baladas, samba, axé, etc. Escolham ao seu gosto. O que importa é a satisfação pessoal de cada um.
  • A. Ferreira | 20/01/2012 | 19:35
    E Zé, pelo visto se ofendeu com meu comentário, mas vamos continuar. Quero lhe perguntar se vc já ouviu falar de Rock n Roll, Hip Hop, Forró, Samba, Tango, Soul, Country, Blues, Jazz, Baião, Pagode, Axé, Dance, etc, etc. Pelo visto todo mundo tem que gostar do seu estilo. Ora, tenha paciência...
  • José Delves do Carmo | 20/01/2012 | 16:43
    ...realmente generalizei, e peço desculpas a Silvanio, Adriane, pois não mereciam, e nem merecem, pelos comentários apresentados, entrarem nesse rol. Marcio também não, mas não tinha visto o post dele. Ao resto, inclusive Ferreira, ratifico.
  • José Delves do Carmo | 20/01/2012 | 16:33
    Senhor Justus: não parei no tempo em relação a nada, nem mesmo música. Tem muita gente boa atualmente, aqui e lá fora, e que não saem do meu home, que com certeza você nunca ouviu falar, entretido que está com imundícies sonoras. Vercilo, Maria Rita, Gadú, Baleiro, Seu Jorge, Strokes, Foo Fighters. Tivesse espaço digitaria centenas. Acaso quiser ouvi-los use bastante cotonete para retirar a cera do ouvido. São sensíveis a lixo musical acumulado. Ao caso de A. Ferreira, espeto de pau...
  • A. Ferreira | 20/01/2012 | 10:07
    Zé, também não gosto do Michel Teló, mas respeito a opinião dos outros, e também não generalizo todos os comentaristas como ignorantes.
  • josé honório justus | 20/01/2012 | 09:44
    Senhor José Delves, você deve ouvir muito sertanejo e o "Ai se eu te pego" do Michel Teló, assim como outras músicas que contenham alegria e descontração para amenizar esse seu amargor e tédio. Acho que o senhor parou no tempo (mas usa internet) e sua erudição musical esta mais para ?ZERUDIÇÃO?. Quebre essa cápsula de preconceito musical e seja mais feliz.
  • José Delves do Carmo | 19/01/2012 | 18:15
    A. Ferreira: só que o seu não se dá ao respeito. Aceita um Zé Teló qualquer.
  • A. Ferreira | 19/01/2012 | 16:08
    Quem esse Zé Delves pensa que é? Meu caro, vou resumir tudo isso que vc falou em uma única frase "gosto e c... todo mundo tem o seu".
  • José Delves do Carmo | 18/01/2012 | 18:31
    Multidões de ignorantes a usando para as mais variadas bobagens: jogos, bate-papo, e vídeo de um idiota qualquer, lançando um tê-rê-tê-tê qualquer. Daí um semi-analfabeto musical aplaude, e de repente até os que deveriam ser mais bem aquinhoados intelectualmente, já que freqüentam Faculdade, viram Sertanejos. Não um sertanejo qualquer, mas, Universitário, para, como se diz; diferenciar. É como dissessem: ouço o mesmo lixo, mas não me misturo. Sou futuro PhD.(ou seria pedigree? Pelo musical, é)
  • José Delves do Carmo | 18/01/2012 | 18:16
    . Nesse sentido sempre foram úteis, pois, selecionavam, filtravam o melhor, para que o populacho ouvisse. Eram como maestros regendo uma orquestra, ou professor ensinando aluno. Mas, coitadas, tiveram que se render à nova dona do pedaço, a nova Mestra do Ensino à Distância Sem Diploma e Sem Cultura, a Internet, ou fechavam. Assombrados¿ Fiquem não! A internet é perigosa para o ignorante, inclusive musical, porque não filtra nada para ele. Ela só é boa para quem já conhece os atalhos, e sabe onde encontrar o conhecimento. E no longo prazo o resultado pedagógico em qualquer nível, vai, e veio, desembocar nisso aí
  • José Delves do Carmo | 18/01/2012 | 10:41
    De qualquer maneira não os culpo. Como iriam gostar de música de qualidade, se nunca a conheceram¿ Antes de a Internet acabar com essa qualidade, o que se ouvia em qualquer lar desse País, pobre, médio, ou rico, era de Roberto a Vinícius e Toquinho, passando por Elis, Chico, Milton, Caetano, Tom, Tim, e centenas mais de outros do mesmo nível. Até os considerados bregas tinham uma mensagem positiva em suas músicas, como Odair José polemizando sobre a pílula e compondo ópera-rock de refinado bom gosto. Não por acaso. Mérito completo da mídia, principalmente Rádio e TV. Redes Globo e Record à frente, davam o tom
  • José Delves do Carmo | 18/01/2012 | 10:32
    Antes de Teló e a citada Macarena teve também uma brasileira, Loalwa Brás, de um grupo chamado Kaoma que estourou em todo o mundo com Chorando Se Foi. Vários meses nas paradas, e na sequência completo ostracismo, lugar destinado a quem está nisso apenas por comércio. Com efeito, música é arte, como bem lembrou Ivan Silva, único comentário dos postados até agora digno de louvor. Aos outros, nem vou pedir desculpas: reverenciam lixo, adoram esse lixo, e para não dar na vista se escondem atrás da esfarrapada: ?música para dançar.? Música para dançar sempre teve, e tem, qualidade. Por isso Benjor, e os jurássicos do bom rock, como Stones, Mcartney, e centenas de outros arrebentam a 40, 50 anos mundo afora.
  • Marcio | 18/01/2012 | 09:35
    Se nosso representante musical "lá fora" é esse lixo, é porque nosso país não investe na educação de seu povo. E se o povão prefere uma música simplória e de má qualidade, como esta, é sinal que além do péssimo gosto musical, tem muita preguiça de pensar, em músicas mais elaboradas ... O bom é saber que esse fulano fica, no máximo, uns 6 meses por aí, nos torturando, e o ruim, é saber que logo assim que sumir será substituído por outro, quem sabe, pior...
  • IN TOCANTINS | 16/01/2012 | 11:48
    Primeiro quero dizer que nao sou crítico de música, mas esta nova onde do "ai se eu te pego..." mostra a cara do Brasil, ainda que seja de letra pobre e sem nenhum valor estético. Falar mal do Michel Teló confirma aquela máxima - santo de casa nao faz milagres. Prefiro o ritmo do Teló às babaquices de alguns MPBistas que só faz sucesso porque neste país o q vale é o gosto da elite economica - quem até os recem chegados (emerg..) tentam copiar, restando claro o pitoresco e ridículo.
  • Silvanio Mota | 15/01/2012 | 20:41
    Lembremos que Carmem Miranda fez sucesso nos states com músicas tb deploráveis, o que ajudava eram os badulaques de mal gosto que a colocavam como uma caricatura tropical. a Bossa Nova, elitizada, que o povo nao canta, sempre foi dos gringos e ou no máximo de intelectuais. Garota de Ipanema só fez sucesso pq Sinatra a cantou. O que quero dizer é que só aceitamos o sucesso quando ele é abençoado lá fora. Mt triste isso. E sempre será assim.Ai se eu te pego mesmo só é boa com Neymar.
  • Silvanio Mota | 15/01/2012 | 20:30
    Após parabenizar pelo excelente texto, tenho algumas consideraçoes a fazer. Em primeiro lugar, a terra do Justin é Canadá e não Estados Unidos. De fato a fama de Teló deve ser breve, como assim mesmo foi a marcarena. A música tem um gingado próprio brasileiro que a fez cair no gosto dos gringos, aliados tb à ajudinha de Neymar. São versos pobres e deploráveis, porém todas as criticas que li, e igualmente esta, são tingidas de um certo preconceito pela música do pobre: o pobre musical.
  • Adriane de Andrade | 14/01/2012 | 20:26
    O melhor texto que já li à respeito do tema. PARABÉNS.
  • Cidadão | 13/01/2012 | 15:43
    Estamos exportando o que temos de melhor do povo brasileiro: que é; à alegria, o entusiasmo, à vontade de viver. É isso que nos diferencia dos demais povos e que nos faz admirados lá fora. Parabéns ao Michel Teló.
  • Celismar Lázaro da Silveira | 12/01/2012 | 19:32
    Dia 24 vai ser aqui em Lisboa - Portugal, o primeiro show. Os brasileiros irão em peso.
  • Sonia Pugas | 12/01/2012 | 09:27
    Excelente texto Herculano. Com certeza o Michel nao e ameaca a ninguem. Particularmente gosto da musica, acho engracada e danco muito ao ouvi-la. Alias, o Michel vem num pacote completo: tem voz, carismatico e bonito. Um produto que agrada! E mais: se voce ouvi-lo isso nao influenciara no seu gosto musicial e muito menos na sua solida base musical. Ele e so um meteoro, e dos bons. O momento e dele, as pessoas gostam e acho bobo critica-lo. Pedro Bial e pior que Michel ao apresentar o Big Brother
  • A. Ferreira | 11/01/2012 | 22:48
    Parabéns Herculano, matéria belíssima. Concordo plenamente com vc, tudo na vida são fases e depois o rapaz merece, trabalha com honestidade, e mais ainda ninguém é obrigado a ouvir o que não gosta. O resto mais é preconceito.
  • Ivan Silva | 11/01/2012 | 08:15
    Às vezes fico me perguntando: como será lembrada, no futuro, essa fase terrível da música brasileira atual? O que o Michel Teló dirá para os seus netos? Assim como me pergunto o que alguns "profissionais da música" underground ou gospel também dirão. Perdeu-se a qualidade da música por que perdeu-se o amor em fazê-la. Vislumbram negócios, e a arte se enfraquece. Hoje o artista precisa apresentar projetos. Antes bastava apenas que ele fosse bom para ascender. É triste!

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