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Minha Opinião

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010, 10h05m

Maior problema apontado pela população, Saúde pode ser gerida por comitê no novo governo

Desde a pré-campanha para o governo do Estado, no começo deste ano que chegará ao fim na próxima sexta-feira, o maior problema apontado em todas as pesquisas encomendadas pelo governo já era a Saúde. Não sem motivo, é uma das poucas secretarias importantes que ainda não têm seu futuro secretário indicado pelo novo governador. Nos bastidores, fala-se em dividir a responsabilidade da gestão. Vamos entender por que.
Roberta Tum 
Sherlyton Ribeiro Atendimento à saúde causa insatisfação à população: meta é mudar
Atendimento à saúde causa insatisfação à população: meta é mudar

A pergunta que não quer calar nos últimos dias tem sido: quem assumirá a pasta da Saúde? Movimentando recursos consideráveis, a pasta é fonte de preocupação de qualquer governante basicamente por dois motivos: lida com a vida e por conseqüência com a morte quando o sistema não funciona provocando reações indignadas, apaixonadas, destemperadas; é o maior fator de insatisfação da população com os governos, sejam eles quais forem.

A explicação avessa que tem sido dada ao longo dos últimos anos no Tocantins não ameniza o fato de que as pessoas não se sentem assistidas pelo sistema de saúde que nós temos. Os argumentos mais comuns são de que o Sistema Único de Saúde permite que pacientes de outros estados migrem para o nosso em busca de melhor assistência do que têm em suas regiões, superlotando hospitais.

Falou-se em criar um sistema de ressarcimento por usuário atendido fora do seu Estado. Como uma espécie de cartão de crédito, o cartão de saúde daria o direito a unidade que atendeu o paciente, receber do SUS por isto. Ainda estamos longe de que uma coisa assim se torne realidade.

No interior do Estado, o melhor atendimento médico é a ambulância. Nela, prefeitos embarcam seus pacientes/passageiros, em busca de exames mais complexos e atendimento especializado no HGP, na capital. Aqui, o hospital vive superlotado por fazer o papel de pronto atendimento, e de hospital de urgências. É a receita para o caos que estamos habituados a ver e a viver.

E a solução, onde está?

A busca da solução para o problema da Saúde passa pela mudança no sistema nacional, o que não está ao alcance do gestor que assumirá o Palácio Araguaia nos próximos dias. Mas além desta questão, outras soluções existem para que o Tocantins encontre a sua maneira de lidar melhor com a saúde de seus cidadãos.

O problema maior que o governador eleito tem enfrentado é que falta quem queira e tenha em seu perfil competência e disposição para assumir tamanha carga só. Para mudar a saúde no Tocantins então será preciso um esforço conjunto. Nos bastidores ouvi falar em um comitê gestor, para tirar a Saúde do estado precário em se encontra nos primeiros seis meses de governo.

Números mostram gordos contratos mensais

Numa lista que recebi há mais de um mês especificando os gastos mensais pagos pela Sesau à empresas há contratos para tudo, com valores altíssimos, provocando uma sangria nos recursos destinados à área. Da fonte 45, recursos do SUS gerenciados pela Sesau saem mensalmente perto de R$ 10 milhões. Além disto cerca de 70 empresas com faturamenteo abaixo de R$ 10 mil responderiam por um desembolso em torno de R$ 750 mil mensais.

A se confirmarem os números destes contratos, alguns absurdos, como o pago para eventuais manutenções, é necessário que se tornem objeto de acurada investigação, pois escondem caixinhas, mensalões e coisas do gênero para agentes do infortúnio alheio aumentarem seus patrimônios pessoais.

Há que ter coragem para quebrar este esquema tão complexo. Coragem, respaldo político, impessoalidade e competência administrativa. Esta é a receita para o novo gestor/gestora que responderá pela pasta. Toda uma sociedade atenta espera por isto.

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14 Comentário(s)

  • Luiza | 31/12/2010 | 14:40
    Fico me perguntando se um simples projeto de descentralização administrativa não resolveria o problema da saúde em nosso Estado. De uma forma muito simples o Estado cumpriria o seu papel de gestor, orientador, financiador, fiscalizador, enfim, apoiador técnico e financeiro dos municípios, os quais devem ser os executores das ações de saúde. Mas não, os municípios são incapazes! E o Estado? É incapaz de capacitar os municípios? Ora, mais repetitivo do que o discurso da invasão da população vizinha aos nossos serviços de saúde é o discurso da incompetência dos municípios. São 19 hospitais nas mãos de um Estado distante dos interesses da população local. Prefeitos acordem da inércia e da preguiça administrativa e façam valer os princípios do SUS!
  • cloves cunha | 31/12/2010 | 10:23
    As pessoas que falam da saúde do nosso estado é precaria está mentindo e nunca saiu do estado,procure ler ou ir aos estados do,MA,PI,PA,AL,RJ,CE etc.Tanto é que povo do PA,MA só fazem tratamento nos Hospitais de Araguaina e são bem atendido.Não estou aqui defendendo Gaguin ou Marcelo Miranda nem os conheço. O problema do Estado está na politicagem é querendo denegrir a imagem do outro,o proximo não pode vir a publico falar mal do adversario procure melhorar. Entra governo sai governo só falam em divida,me digam qual o governo do estado não o deixou aos seus sucessores,se não derem conta entreguem seus cargos.
  • Getulino Pinto da Silva - Presidente da Comissão de Licitação da Saúde | 29/12/2010 | 23:40
    Estamos procurando muito longe um secretário para saúde do Tocantins, esquecemos muito rápido as coisas. O grande problema da saúde é encontrar um gestor que seja acima de tudo honesto e muito sério, logo lembramos do Dr. Petrônio ex-secretário da saúde, o mais honesto e responsável que conheci neste estado, agora se for para fazer pólitica com o dinheiro da saúde, ai tem que escolher outro.
  • Ricardo Mello | 29/12/2010 | 20:45
    O futuro secretario de saúde não sendo o atual de Palmas, o resto é bem vindo. Porque esse de Palmas é uma lástima.
  • Jackson Pereira Silva | 29/12/2010 | 18:57
    90% dos crimes cometidos por roubos e desvio de verbas que causam prejuizos de todas as maneiras a população tem origem na IMPUNIDADE - O CANCER NACIONAL...
  • KEILA GUARAÍ/TO | 29/12/2010 | 18:00
    Nos meus 14 anos de Palmas, não vi secretário mais eficiente do que Dr. Neyton Araújo.
  • Valéria | 29/12/2010 | 17:57
    Sabem quando a saude vai funcionar? Quando os profissinais tiverem compromisso comseu juramento e de fato os Medicos cumprirem seu horario de trabalho como preconiza o SUS,atendendo 8hr por dia nos postos de saude e não apenas tirando ficha e atendo 15 pacientes em no maximo 2hs e tbem não sairem dos hospitais pra tomar banho ou almoçar em casa horario é horario.Isto serve também para todos os gestores o exemplo vem de cima.
  • Mariane | 29/12/2010 | 13:02
    Valeu Antonio vc falou tudo é isso mesmo... com certeza vc e servidor sesau assim como eu a mais de 10 anos e o dr. medrado e o gestor ideal para sauúde.
  • ROBERTO SAMPAIO ALVES | 29/12/2010 | 12:36
    " A Saúde que o povo do Tocantins espera desse novo governo, é aquela gerida há 08 anos atrás, pelo então secretário DRº. Eduardo Medrado, um homem profundamente conhecedor do Sistema Unico de Saúde, desde Atenção Básica até a média Complexidade, um homem que tem pulso firme, visão e conhecimento, teorico e prátco, afirmo uma coisa, só esse homem dará conta de organizar a Saúde desse Estado e colo-ca novamente nos trilhos...
  • Gilvan Nolêto | 29/12/2010 | 12:19
    Muito oportuna a exposição de SUA OPINIÃO. Roberta, aqui no interior do Estado, onde estou, por conta do recesso, percebi ocasionalmente, um comentário interesante. "O melhor Governo para a Saúde foi o de Moisés Avelino". De fato, que me perdoem os médicos, mas eles, salvo alguns raros, têm como prioridade o "vencimento" mesmo dispondo de 3, 4 empregos e assim, evitam o interior do Estado (esquecendo do famoso juramento) maior gargalho dos problemas de saúde. Como a experiência de trazer os cubanos idealistas provocou a ira corporativista dos médicos, então a receita, quem sabe, ainda seja aquela utilizada por Avelino, que valorizou muito bem os médicos que trabalhavam e fixavam residência no interior do Estado, em razão do atrativo financeiro que recebiam!!?
  • Paula Zerbini | 29/12/2010 | 12:18
    Este desafio, acredito eu e grande parte dos tocantinenses tem um nome de peso, Eduardo Medrado. Ele tem, ao mesmo tempo, coragem para quebrar este esquema de corrupção que encontra hoje na saúde,respaldo político e da população, impessoalidade e competência administrativa. Olhemos para Araguaina, ele é respeitado pela oposição e situação, valendo lembrar que ele assumiu a secretaria de saúde de Araguaina com apenas 18 equipes do PSF hoje conta com 38. Acredito que é uma das poucas pessoas do Tocantins que tem competencia para o cargo. A torcida é grande, só falta aguardar.
  • João Paulo | 29/12/2010 | 11:59
    "Há que ter coragem para quebrar este esquema tão complexo. Coragem, respaldo político, impessoalidade e competência administrativa." Cara Roberta, nos anos que se passaram do Gov. Marcelo se Manda e Gaguinho, não houve essa preocupação, tanto é o número de contratos, agora, vamos ver como Siqueira Governa, pois ele sim tem o dom e a habilidade de sair de situações adversas e colocar as coisas em seu devido lugar! Os gestores passados têm que serem responsabilizados em todas as instâncias pela grave situação que a saúde do Tocantins está passando.
  • Joao Joel Mundim | 29/12/2010 | 11:38
    ESTIVE COM MINHA MAE INTERNADA NO HGP, AQUILO LA E CASO DE POLICIA. DESDE A FALTA DE EDUCACAO DAS ENFERMEIRAS O TEMPO TODO RINDO E COM SEUS CELULARES, ATE O ACESSO AOS MEDICOS, OS INTOCAVEIS.
  • Antonio | 29/12/2010 | 11:23
    Este futuro gestor têm nome: É Dr. Eduardo Medrado. Profissional de coragem, visão estratégica, dissernimento, desenvoltura política, sempre fiel ao povo tocantinense. Lembro-me bem dos 8 anos em que ele esteve à frente da saúde no Tocantins. Nós tínhamos hospitais bem cuidados, médicos em números compatíveis com as demandas, não faltavam medicamentos, nem materiais e os equipamentos eram de primeira qualidade, e pasmem! o custo médio por atendimento era pelo menos 50 vezes menor do que é hoje para os cofres públicos. O governador não tinha preocupação com a área da saúde. Podia se dedicar tranquilamente às outras atividades. Não vi uma nota na mídia falando mal da saúde, exceto a reclamação do CRM em virtude da atuação de médicos Cubanos, que o estado se viu obrigado a colocar no interior, para onde os médicos hipócritas "brasileiros" não queriam ir. Ficavam pressionando através do CRM para que o estado deixasse a população do interior sem assitência, privilegiando a assitência pela Ambulância que muitos prefeitos e vereadores do interior adoram. Esse negócio de Comitê não vai funcionar!!!... os integrantes desse comitê vão ficar batendo cabeça e não vão resolver nada!!!... o que resolve o problema da saúde é vontade política, com gestão eficiente e recursos coerentes com as demandas e custos!!!... não pode haver politicagem descabida. Tão inventando moda, e isso não vai dar certo!!!... Esse negócio de Comitê é piada de mau gosto!!!...

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