Vocês leram aqui e em outros veículos de comunicação ao longo do ano, que a arrecadação cresceu. No final do primeiro semestre então era notório o quanto os repasses federais subiram para o Tocantins comparados ao mesmo período do ano anterior.
O ano também começou com remédio amargo: o governo mandou mais de 20 mil pessoas para a rua sob o argumento de que era preciso ajustar o caixa, e manter a folha dentro do "limite prudencial".
No final de outubro, portanto há cerca de 20 dias, descobrimos finalmente que a conta perversa voltara a fechar praticamente no vermelho. Com o fim do prazo para publicação dos extratos de contratos temporários descobrimos que o Estado tem mais de 14 mil contratados. Estes, substituiram aqueles comissionados. Que também foram substituidos por pouco mais de 5.200 concursados dos quadros reserva da Saúde e Educação.Se somarmos então os pouco mais de 1700 comissionados que restaram na estrutura, em cargos de assessoramento, é só fechar a conta final
Pois aí está a constatação neste novembro, praticamente dez meses depois das exonerações: o Estado trocou seis por meia dúzia. Com uma diferença: o contratado é mais caro que o comissionado.
Agora, que dezembro se aproxima com suas tradicionais três folhas de pagamento, o q ue se vê é a torneira fechando para pagamentos (que têm acontecido pontualmente apenas). Empresários, fornecedores, prestadores de serviço vão chegando ao fim do ano com a certeza de que os pagamentos, se vierem, serão magros.
Sem cortes, folha de pagamento engole o governo
Pessoal. Este ainda é o maior problema do governo. Contratou muito, contratou demais, inchou novamente a folha e pior: não agradou os aliados políticos.
Seria interessante nesta conta dos 14 mil saber qual é a cota dos deputados estaduais, dos federais, dos senadores e dos prefeitos. Conversando com gente importante dentro da estrutura de governo esta semana descobri que não há igualdade nas indicações e o critério é o do chefe. Os secretários terminam exercendo mais poder do que a classe política. Aliás como sempre foi, exceção feita ao governo Carlos Gaguim, que realmente construiu um acordo político de compartilhar o poder, e cumpriu.
O novo e grande desafio do governo Siqueira Campos neste dezembro vai ser encarar a necessidade de novamente demitir. Mas se em janeiro demitiu os comissionados que supostamete haviam votado e trabalhado para o adversário, agora terá que cortar na carne, demitindo os aliados que o próprio governo contratou.
É isto, ou vamos ao limite da falta de prudência. E a folha vai acabar engolindo o governo. Resta saber se as demissões virão antes, ou depois do natal.
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Portanto, o governo deve realizar concurso público para que seus servidores tenham vínculo estatutário e claro passem pelo crivo da seleção. Por fim, consigno dizer que esperamos que o próximo concurso venha sem subterfúgios, para que os "apadrinhados" consigam estar na lista dos aprovados.
Com a leitura de artigos assim que observamos a democracia e claro os debates "apimentam" a discussão. Vou ter que concordar com a jornalista Roberta Tum quando assevera que trocou seis por meia dúzia, ainda corroborando com seu pensamento quando diz "E a folha vai acabar engolindo o governo. Resta saber se as demissões virão antes, ou depois do natal". Destarte, questiono quando vão realmente fazer concurso público para acampar todos estes servidores sem vínculo empregatício efetivo? (continua)

















Caro Eduardo,
Sim, você tem razão quando elenca os compromissos que o governo atual pagou, e que foram gerados no ano passado. Já escrevi sobre a herança onerosa aqui, e sei que ela pesa financeiramente nos cofres públicos.
Mas, quando analiso que o governo trocou seis por meia dúzia estou fazendo a seguinte conta: demitiu pouco mais de 20 mil comissionados, admitiu 5.200 concursados, nomeou 1.700 comissionados(dentro da lei) e contratou pouco mais de 14 mil. Feita a soma, entraram praticamente o mesmo número dos que sairam.
Quanto a pagar a folha, tenho certeza que seu pai o fará, e em dia. Só não vejo como manter tanta gente no barco sem demitir. Afinal, o limite prudencial está aí.
Obrigada por participar do nosso debate!


Todas as vantagens oferecidas em 44 Leis aprovadas no último ano ficaram para cumprir neste.Nem a reposição de outubro foi paga. Nada para a PM ,portanto a conta não é esta.
Vamos somar as contrapartidas que eram obrigações do ano passado? A ponte de Miracema por exemplo? o Banco Mundial, Medio-Credito? Nada deste ano, nada deste Governo.Assim é fácil,deixa-se tudo que é indispensável sem pagar,concede-se aumentos e progressões à vontade e deixa-se tudo para o próximo ano.
Vamos pagar o 13º e Folha. Sabemos o que fazer e fizemos. A conta não é essa!
E.S.C

Roberta,
Como adoro o seu texto,isenção e capacidade de analise,é raro ter algum reparo a fazer.
Mas desta vez quero fazer 1 reflexão. Os comissionados ja tinham sua situação definida pelo STF certo? A Lei é clara em relação ao contrato temporario (1 ano renovavel p+1,no maximo). Este foi o caminho para repor num primeiro momento os servidores antes comissionados espalhados por todo lado. Chamamos os Quadros de Reserva. Trocamos 6 p meia duzia entao? Não,nesta conta faltam as progressoes,PM,r eposição e todos os aumentos(cont)