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Sexta-feira, 05 de fevereiro de 2010, 10h00m

Governo busca mais dignidade às comunidades quilombolas

O jornalista e assessor de comunicação da secretária estadual de Planejamento, Aquiles Lins, traz em seu artigo um debate sobre as ações em prol das comunidades quilombolas desenvolvidas pelo governo do Estado. Confira!
Cosmo Fernandes Remanescentes dos quilombos aguardam programas do governo
Remanescentes dos quilombos aguardam programas do governo

O Tocantins tem aproximadamente seis mil habitantes descendentes de escravos – os quilombolas, que estão espalhados pelo Estado em 21 comunidades, oficialmente reconhecidas pela Fundação Palmares, do governo federal. Quem conhece um pouco da nossa história, sabe que a maioria desses cidadãos brasileiros ainda não recebe uma assistência adequada do Poder Público, uma realidade nacional, sedimentada por questões históricas.

Em recente artigo publicado neste espaço, a jornalista Maria José Cotrim questionou que ações e benefícios a Caravana Acelera Tocantins, encampada pelo governador Carlos Henrique Gaguim, levaria às comunidades quilombolas tocantinenses. Como também sou jornalista, mas não advogado, devo cumprir aqui o papel de levar informação.

Em pouco espaço de tempo, o governador Carlos Gaguim já demonstrou preocupação com as parcelas menos favorecidas da nossa sociedade. E consciente de que os quilombolas são um povo de cultura secular, com tradições, costumes e crenças que devem ser preservadas e divulgadas, o governador assinou na última quinta-feira, 4, durante sua passagem pelo município de Natividade, o termo de cooperação técnica para implementação de um projeto de inclusão, fortalecimento e desenvolvimento econômico e social direcionado a todas as comunidades quilombolas do Tocantins.

Durante uma semana, o governo deverá reunir esses seis mil brasileiros descendentes de escravos num evento que pretende, entre outras ações, criar a Federação Tocantinense das Comunidades Negras Rurais Quilombolas, entidade que irá representar os quilombolas, facilitando suas conquistas; realizar a 1ª Feira de Produtos da Agricultura Familiar, Artesanato e Culinária Quilombola; cursos de capacitação para o aumento da produção e renda, além de apresentações culturais, palestras educativas sobre saúde, cidadania, e um seminário de compromisso para a implementação de políticas voltadas às comunidades quilombolas.

Além da reunião inédita dos quilombolas do estado, o objetivo maior do projeto é consolidar as demandas desses tocantinenses e transformá-las em programas e políticas permanentes de governo, intenção que desconheço ter sido demonstrada por gestões anteriores.

O projeto está previsto para acontecer em Natividade, em maio, e será executado pelo governo, através das secretarias de Cidadania e Justiça (Seciju), e do Planejamento (Seplan), com parcerias da prefeitura de Natividade e do governo federal, via Secretaria Especial de Promoção de Políticas de Igualdade Racial (Seppir).

Certamente ainda há muito a ser feito pelos quilombolas do Tocantins. No entanto, cumpre registrar que passos importantes para melhorar a vida dessa gente já estão sendo dados neste atual governo.

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Comentários

  • Ezequiel Nascimeno Barbosa | 18/02/2010 | 16:07 Meu nobre colega Jornalista,com todo respeito admiro muito a sua coragem de fazer uma defesa tão frajuta como essa. Mas como não és advogado e sim jornalista, procure trazer informaçõe mais consistentes e seja mais consciente. Em ourtas palavras você diz que o Governador Gaguim está PREOCUPADO com as parcelas menos favorecidas da sociedade e que vai fazer um EVENTO para CRIAR UMA ENTIDADE que irá REPRESENAR os quilombolas do Estado (uma federação) e que quer desenvolver uma "politica de governo". Agora eu pergunto, porque não desenvolver poliicas afirmativas de ESTADO? Pelo amor de Deus, o povo não é bobo e nem massa de manobra. Os governantes estão muito mal acostumados, será q acreditam um evento e uma entidade irá resolver um problema de tamanha magnitude? Sinceramente fico muito triste com "informações" como essas ou DEFORMAÇÕES = mistura de DEFESA com INFORMAÇÃO.
  • André Luiz | 14/02/2010 | 11:15 Caro...diz que não é advogado, mas em sua publicação, vejo mais uma nota de defesa que uma informação. É lamentável ler que estão fazendo algo em prol das comunidades, e quando fazem, de forma que não surgem efeito no que se refere melhoria de vida. Acredito no governo, mas não podemos dizer que ainda foi feito no governo Gaguim algo nas comunidades quilombolas. Conheço todas as comunidades, aliás quase todas, pois conheço 17 comunidades e não 21 comunidades. Sei que sua defesa em nome do governo é pertinente, mas essas ações devem chegar às comunidades. O governo tem sim que sentar com os representantes Quilombolas,e parar de pensarações paliatórias. O governo federal tem muitas políticas públicas voltadas paras as comunidades afro no Brasil, e é competencia do Estado, levar uma até às comunidades. Acredito que sim, no texto da Senhora Maria José Cotrin. O governo sentado ou passando por cidades não vai conhecer a realidades das comunidades quilombolas, pois cada comunidades é uma realidade. "Durante uma semana, o governo deverá reunir esses seis mil brasileiros descendentes de escravos" cuidado com esse termo... quem não é descendente de escravo no Tocantins? É a maioria? O governo sabe que não é preciso reunir todos os quilombolas, basta reunir as pessoas certas... reunir todo mundo é propaganda...e nós NEGROS já fomos muito usados. É hora de algo concreto... vejo que você não conhece as comunidades...
  • Maria José Cotrim | 08/02/2010 | 10:50 Caro amigo e colega Aquiles.... Como fui citada em seu artigo e além disso escrevo sobre o tema gostaria de fazer algumas considerações. A primeira delas é que é bom saber que este espaço realmente virou um "debate". Em recente artigo que publiquei aqui critiquei sim a falta de implantação das políticas "estaduais".O que aqui expressei é o que me é relatado por muitos remanescentes de quilombos que vivem espalhados pelo Estado.Se o governo está buscando fazer, conforme suas informações neste artigo, está faltando chegar lá... onde vivem esses quilombolas. Meu desejo é que realmente o governo aja e que a sociedade civil também participe disso.A "dignidade" que o governo pretende tem sim que sair do papel e para isso é preciso da ação de todos os envolvidos.

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