A polêmica da manhã de hoje na Assembléia Legislativa foi provocada por dois requerimentos de autoria do deputado Raimundo Moreira (PSDB), apresentados em regime de urgência para que Secad, Unitins e Comissão do Concurso apresentassem em 48 horas o montante de recursos arrecadados pelo governo do Estado com inscrições para o Concurso do Quadro Geral, e os valores gastos com o custeio desua realização.
Reunida pela deputada Josi Nunes, líder do governo na Casa, a bancada de sustentação foi orientada a voltar contra a urgência dos dois requerimentos de Moreira (o segundo pedia que a reitora da Unitins, a secretária de Administração e o presidente da Comissão Organizadora do certame comparecessem à comissão de Defesa do Consumidor).
Na volta, sob os protestos dos deputados Moreira e Cacildo Vasconcelos a urgência foi rejeitada, mandando os dois requerimentos à fila, onde mais de dois mil requerimentos aguardam entrada na ordem do dia das votações.
Moreira foi duro nas justificativas para requerer as informações. "Um concurso cheio de erros, que arrecadou num cálculo pela média, R$ 6 milhões em inscrições, e gastou R$ 445 mil na contratação de uma empresa para elaborar as provas, nós não podemos solicitar esclarecimentos? onde está a transparência do governo Marcelo Miranda?" questionou. O deputado disse que os servidores da Unitins andam "de cabeça baixa" diante do alaridoprovocado pelos erros na imprensa local e nacional.
A deputada Josi Nunes foi à tribuna para usar seu tempo e o da liderança para tentar explicar o por que da negativa do pedido de urgência para que os requerimentos entrassem em pauta. Fazendo um histórico da postura do governo do Estado diante de todas as situações envolvendo o certame desde o começo, a deputada disse que "não está faltando ação por parte do governo", que justifique a atuação que a oposição está fazendo em torno doassunto.
"Querem instalar o caos? primeiro vieram pedir a exoneração dos servidores comissionados, por que foram contratados sem concurso, e agora querem descredibilizar o concurso", argumentou Josi.
O deputado César Hallum também usou a palavra, numa questão de ordem para responder ao deputado Cacildo Vasconcelos, em sua afirmativa de que Josi Nunes tentava "defender o indefensável". "Nós estamos diante de um problema, mas ninguém pode dizer que o concurso é fraudulento, até por que não houve resposta aos recursos e nem divulgação de resultado. Este governo não nos deu até hoje, motivos para nos envergonhar dele", finalizou.
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