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Em Debate

quarta-feira, 13 de maio de 2009, 15h00m

Enquanto isso, no Oriente...

A articulista Yanna Barbosa fala de gripe suína, métodos alternativos de combate à doenças e especialmente sobre um tratamento oferecido bem alí, em Taquaralto
 

Quando olhei uma manchete de jornal falando sobre a tal nova gripe (vou começar a evitar o “suína”) e vi todas aquelas pessoas de máscaras...onde chegamos?

Não pretendo ter a pretensão de apontar culpados, nem vou falar sobre a tal gripe. O assunto hoje é a medicina . A minha, a sua, a de todos nós.

Tudo começou quando, por uma descarga de stress, minha coluna “travou”. Não conseguia virar, sair do carro, pentear os cabelos...mas a vida não parou para esperar minha coluna voltar ao normal.

Decidi então não procurar médicos convencionais. Eles iriam me pedir um raio X, e nisso eu perderia pelo menos dois dias de correria. Busquei então massagens relaxantes e orientais. Apesar de maravilhosa a massagem relaxante que fiz, vou pular essa parte e ir direto para o oriente.

Indicaram o Dr. Iamada, lá em Taquaralto. Não era a primeira vez que ouvia falar dele. Liguei e um sotaque diferente marcou minha consulta para o outro dia.

Um japonês baixinho e simpático me atendeu enquanto uma estátua do Buda me observava...

O médico perguntou o que eu sentia e me mandou sentar numa cadeira. Enquanto ele tateava ponto por ponto das minhas costas começamos a conversar.

Formado em medicina oriental no Japão, o Dr. Iamada me explicou como são as coisas do outro lado do mundo.

Contou que lá são oferecidas duas opções de cursos de medicina, a medicina oriental que trabalha massagem nos pontos, acumpultura, respiração etc e a medicinal ocidental alopata, onde surge o tratamento com medicamentos, cirurgias etc.

Ambas são oferecidas em 5 anos de curso. Uma curiosidade: Se o aluno reprova em uma disciplina, inicia o curso todo novamente. Não existe a opção de repetir apenas a disciplina não (parece o Brasil né?)

As pessoas, antes de buscarem a medicina ocidental, procuram a oriental, e segundo o médico, 84% dos casos são resolvidos. A técnica de diagnósticos oriental tem salvado vidas e diminuído a super lotação de hospitais convencionais.

Como somos pobres de opções, de alternativas. Tudo o que surge de diferente não é levado à serio. Aparecem apenas como tentativas, mas sem qualquer tipo de credibilidade maior. Não temos a cultura da prevenção nem conhecemos a força da mente, das plantas, da concentração, da respiração...

Pagamos uma fortuna em planos de saúde, nos enchemos de antibióticos e antiinflamatórios, e passamos a vida inteira temendo o dia em precisaremos de uma UTI com leito disponível.

Não tenho ideais socialistas, mas em relação à saúde e à educação, chego a ser comunista. A saúde deveria ser inteiramente pública, assim como a educação. Só assim novas portas se abririam para outras opções de tratamento, só assim a medicina não seria tratada como comércio. Onde os ricos compram saúde, enquanto os outros rezam...afinal, a oração também é uma alternativa de cura...e no Brasil, talvez seja a mais utilizada, afinal, é a única a que todos têm acesso... ( ai surge outro problema...as igrejas...no próximo artigo)

Ahhh...se sarei?...ainda estou dolorida nos outros pontos, mas valeu...vou voltar lá pelo menos uma vez por mês.

Yanna Barbosa

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1 Comentário(s)

  • Kelly Yamada | 10/12/2009 | 05:12
    Ola!Estava pesquisando umas coisas sobre Palmas e de repente me deparei com seu texto e que por acaso sou filha do Dr.Yamada em questao!!hahahhahaa... Realmente a medicina daqui do outro lado do mundo eh um tanto diferente e eficaz.Mas fico feliz que meu pai esteja contribuindo por uma medicina melhor por ai! Abracos, Kelly.

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