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Quinta-feira, 22 de dezembro de 2011, 11h54m
Estado

Em nota de repúdio, Simed, CRM e AMT desafiam governador a acompanhar plantão médico: declarações à imprensa ofenderam a classe

Em nota de repúdio enviada à imprensa na manhã desta quinta-feira, 22, o Sindicato dos Médicos no Estado do Tocantins (SIMED-TO), o Conselho Regional de Medicina (CRM) e a Associação Médica do Tocantins (AMT), mostram-se espantados com as declarações dadas a imprensa pelo governador Siqueira Campos. Ainda em nota, as entidades médicas desafiam o governador a acompanhar um plantão médico de 24 horas nos hospitais públicos.
Redação 

O Sindicato dos Médicos no Estado do Tocantins (SIMED-TO), o Conselho Regional de Medicina (CRM) e a Associação Médica do Tocantins (AMT) enviaram uma nota de repúdio a imprensa, na manhã desta quinta-feira,22. Na nota, as entidades expressam espanto e repúdio às declarações do governador Siqueira Campos, dadas à imprensa, relacionado a expressão “marajás” aos médicos tocantinenses.

Segundo a nota, as declarações do governador ofenderam publicamente a classe médica do estado. Desafiando Siqueira Campos a acompanhar um plantão médico de 24 horas nos hospitais públicos. Ainda em nota, entidades ressaltam que aos salários dos médicos que alcançaram o teto constitucional, é um limite legal e alcançado por 126 médicos servidores do Estado.

Segue a nota na integra:

NOTA DE REPÚDIO

O Sindicato dos Médicos no Estado do Tocantins (SIMED-TO), o Conselho Regional de Medicina (CRM) e a Associação Médica do Tocantins (AMT) expressam seu espanto e repúdio às declarações do excelentíssimo governador do Tocantins, José Wilson Siqueira Campos, dadas à imprensa, relacionando a expressão “marajás” aos médicos tocantinenses.

Sabe-se que marajá é expressão pejorativa e refere-se ao funcionário público que recebe salário privilegiado sem trabalhar. Ao associá-la aos médicos, o governador ofendeu e desrespeitou publicamente quem trabalha diuturnamente para salvar vidas nos hospitais públicos do Estado em condições sub-humanas que a imprensa revela a cada dia.

Quantos aos salários dos médicos que alcançaram o teto constitucional, justamente o subsídio do governador, é um limite legal e alcançado por 126 médicos servidores do Estado, alguns com quase duas décadas de dedicação ao serviço público.

Serviço no qual ingressaram por concurso público e, com a comprovação de qualificação, estudo e pesquisa, cumpriram todos os requisitos legais para obter as progressões funcionais, atuando hoje em carga horária de 270 horas, cumprida religiosamente nos hospitais de referência.

As entidades médicas desafiam o governador a acompanhar um plantão médico de 24 horas nos hospitais públicos. O mesmo repto é lançado para que sejam localizados entre médicos os supostos marajás apontados nas ilações do governador.

O SIMED, o CRM e a AMT apoiam toda e qualquer iniciativa, revestida de legalidade, para apurar a existência de marajás não só na saúde, mas em todas as áreas do serviço público.

Ao lançar ao léu a associação do médico ao marajá, desprovida de evidência factual, o governador imita a desastrosa ação de marketing do ex-presidente Fernando Collor que, auto-intitulando-se “caçador de marajás” viu-se cassado pelo Congresso Nacional sob acusação de corrupção e escândalos como a Casa da Dinda e saiu pelas portas do fundo do Palácio do Planalto.

O destempero do senhor governador nada mais é do que uma iniciativa rasteira de tentar desviar o foco do problema, que é a gestão desastrosa na área da saúde imposta em seu governo que, incompetente para cumprir suas promessas de campanha, transferiu para uma Organização Social uma responsabilidade constitucional, resultando no atendimento à população cada dia mais precário e sem as condições mínimas como tem sido amplamente divulgado.

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A presidente do SIMED, Janice Painkow, do CRM, Nemésio Tomasella, e da AMT, Eduardo Braga, estarão na sede do SIMED a partir das 14 horas à disposição da imprensa.

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9 Comentário(s)

  • Eder da Silva Praxedes | 24/12/2011 | 10:45
    Engraçado o sindicato pedir para o Governador acompanhar o plantão de 24 horas, até parece que precisa o governador acompanhar plantão para saber que alguns médicos nao cumprem nem a metada da carga que eles recebem. A população não é idiota!!! È claro que se o Governador acompanhar os plantões vcs vão cumprir. Todos sabem eu disse "todos" que boa parte dos médicos fazem plantões em varios lugares ao mesmo tempo.Isso ja foi comprovado por inumeras vezes e nao só no tocantins e sim em todo país.
  • GEDSON RODRIIGUES | 23/12/2011 | 08:57
    SERÁ QUE TEM MÉDICOS NOS HOSPITAIS? É SÓ VERIFICAR, POIS NÃO EXISTE HOSPITAL SEM MÉDICO. ENGRAÇADO MARAJÁ É AQUELE QUE GANHA SEM TRABALHAR. OS POLITICOS TRABALHAM? QUEM SÃO OS VERDADEIROS MARAJÁS?
  • ELIAS MENDES CARVALHO | 23/12/2011 | 01:37
    Concordo em genero, numero e grau com o SIMED, CRM e AMT, ante o destempero verbal do Gov. JWSC. Prometeu mundos e fundos para se eleger. Agora, elege culpados pelo seu fracasso administrativo. Permita-me BORIS CASOI, dizer: ISTO É UMA VERGONHA. Os JOSÉS(pai e filho), quando sentem qualquer indisposição, passam longe do HGP rumo a Brasilia ou São Paulo. Me respondam: Por onde anda MARCELO LELIS, que adorava visitar o HGP na era Marcelo/Gaguim, fiscalizando a qualidade do atendimento. Morreu?
  • beline | 22/12/2011 | 20:05
    quem conhece á realidade do HGP,nao fica mais chocado com as noticias vinculadas na imprensa. . á posiçao defendida pelos profissionais da saúde nao tem vinculaçao politica somente profissional.
  • JAQUELINE DE OLIVEIRA BARRÊTO BERNARDES | 22/12/2011 | 14:17
    claro que se ele acompanhar um platão de vocês é lógico que farão tudo certinho, atendimento correto e carga horária também, dentre outros procedimentos. me poupe com este desafio ao Governador, atendam melhor o povo.
  • William | 22/12/2011 | 14:13
    Em certos pontos o Governador esta certo em relação a alguns médicos, porque eu conheço mesmo médicos que trabalham em cidades pequenas daqui do Tocantins que quase não fazem atendimento a população, disto todo mundo tem prova, não estou citando aqui todos os médicos deste estado, mais que existem sim! muitos médicos ganhando quase sem trabalhar, isto existe.
  • Maria Rosalina | 22/12/2011 | 13:33
    Eu quero parabenizar o Sindicato dos Médicos a Associação por ter desafiado esse GOVERNO QUE REALMENTE NA CAMPNHA DIZIA Q IA VOLTAR P CUIDAR DO POVO o que fez colocou uma tal Pro-Saude que foi e é um fracasso em Goias, o governador quando sente alguma coisa ele sua familia e seus familiares vão p São Paulo p o Siro Libanês é logico q ele não esta preocupado com quem esta aqui não os médicos sim salvam vidas no governo do Siqueira anterior a suade era otima valia a pena hoje é uma CALAMIDADE ROSA
  • JOSELITO DA PAZ OLIVEIRA | 22/12/2011 | 13:22
    Lamentável, Sr. Governador. Não é fácil conseguir médicos para trabalhar em um lugar inóspito como nosso estado: lugar quente,muitos municípios sem estradas asfaltadas, energia de preço abusivo, etc.. O que o Sr. gostaria de pagar a um médico? Uma lata de cerveja? O Sr. paga a um juiz 25 mil ao mês e não reclama. Não se esqueça: médicos são grandes cabos eleitorais. Atenção, nobre governador. Mais atenção no que fala... Lamentável.
  • Anti Corrupto | 22/12/2011 | 12:35
    Firme e direto ao ponto. O sr. siqueira mostra-se (como sempre) descontrolado e destemperado, espero que outros sindicatos se manifestem na mesma linha.

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