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Segunda-feira, 04 de janeiro de 2010, 09h44m

Discutindo a piscicultura no Tocantins

Piscicultor desde 1989, reconhecido pelo Ministério da Agricultura, como o primeiro, advogado e cantor, Waldiney Moraes, 53, conhecido pela poesia "Rio que Canta e Chora", residente em Porto Nacional, proprietário da fazenda Vale do Mumbuca, escreve com exclusividade, sobre a situação da piscicultura no Estado, em seus diversos aspectos.
 
RT Tanque de piscicultura do Vale do Mumbuca
Tanque de piscicultura do Vale do Mumbuca

A piscicultura, não anda tão bem como o anunciado por pessoas que não tem conhecimento da realidade da aludida atividade. Entidades, que colhem resultados em gabinetes e prestam informações inverídicas, dão como certo que a piscicultura vai muito bem, com produção vultosa, maravilhosa, escondendo a verdade dos fatos.

Com a perspectiva de renda da piscicultura, pessoas abastadas e avarentas, entraram para o ramo com nenhum respeito pelo meio ambiente, fecham grotas, inundando área até de 25 hectares num só espaço. Ao revés de tratar o peixe com ração balanceada, tratam com bagaço de soja, feijão, tomates podres, resíduos, fazendo com que o peixe de criatório, perda a qualidade que lhe é peculiar, quando bem tratado.

Pelo desacerto de alguns, os bancos não acreditam na piscicultura e o Governo, quando procurado, somente na ocasião das eleições mostra interesse pela área. A piscicultura está crescendo como um barco sem leme que pode afundar a qualquer momento pelos seguintes motivos: peixe com gosto de terra pelo mal tratamento; peixe gordo de mais pela ração inadequada; peixe estragado na comercialização; concorrência desleal na venda; abastecimento forçado na semana santa; peixes expostos nas feiras, vindo em grande quantidade do rio araguaia, trazido pelos donos de peixarias, inclusive o pirosca; falta de ação por parte da secretária de abastecimento e agricultura do Estado do Tocantins.

O que precisa ser feito para melhorar

Dar condição econômica ao piscicultor que quer tratar bem seu peixe, e ajudá-lo no tratamento e comercialização de sua produção. Precisa maior interesse da aludida secretaria do Governo para colocar o peixe na merenda escolar e não deixar o barco a deriva como está. Temos tudo para servir de exemplo em produtividade ao mundo inteiro, mas pela forma que está, vejo uma falência entre os verdadeiros piscicultores a curto espaço, por falta de apoio do Estado e Instituições financeiras.O mercado já oferece máquinas para o desossamento e divisão do espinho e carne, que oferece condições do peixe com espinho, ser aproveitado em forma de polpa as crianças, habitualizando-as na alimentação e consumo do peixe. Há vinte anos bato nesta tecla.

Por força de vontade própria, alguns mais ousados tentam incrementar esta atividade, mas os pequenos e médios tem sofrido pela audácia. Alguns recursos que vieram de Brasília para incrementar o setor foram estagnados pelos que não acreditam em tal atividade. Outros a usa como meio de lavagem de dinheiro ou grande vaidade. Os dois últimos tem prejudicado sobremaneira o setor por que não exportam o suficiente e atrapalham o mercado interno com suas vaidades. Alguém tem que cuidar bem desse setor porque além de gerar riquezas e emprego, o peixe é um alimento saudável que pode servir de sustentação ao Tocantins.

Waldiney Morais

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