O PPS no Tocantins poderá ter novo presidente já no começo do próximo ano. O deputado federal eleito César Hallum deve assumir a direção do partido em substituição a Eduardo Bonagura, o Eduardo do Dertins. De volta de Brasília na Assembléia Legislativa ontem Hallum admitiu ter sido sondado sobre a mudança pela direção nacional do PPS.
"A executiva nacional me procurou nesse sentido e eu já conversei isso com o Eduardo, tivemos uma conversa inicial. Nós nos relacionamos muito bem e essa seria uma medida para fortalecer o partido. Nessas eleições o partido cresceu muito e criou uma musculatura muito boa", disse Hallum ao Site Roberta Tum, confirmando a informação de bastidores obtida nos últimos dias.
A tendência de todas as direções nacionais é de que deputados federais presidam os partidos, não só pela permanência em Brasília mais frequente, como também pela proximidade com os temas nacionais.
Hallum disse também que tudo será feito de forma pacífica e em entendimento com o atual presidente, deputado estadual Eduardo do Dertins, cujo mandato na presidência do partido iria até junho do próximo ano, conforme informou ontem à nossa equipe, depois de se mostrar aborrecido com o assunto abordado.
Manuel Queiroz e Sargento Aragão são os dois deputados estaduais eleitos além de Dertins para a próxima legislatura, mas o PPS é maior que seus deputados. Partido com um quadro de militantes combativos, a sigla viveu dias turbulentos sob a gestão do atual presidente que provocou revolta e recursos em Brasília ao tentar uma intervenção, depois contornada, no diretório de Palmas.
PPS merece passar sua história a limpo no Tocantins
A verdade é que o PPS, por tudo que já viveu nos últimos anos no Tocantins, especialmente servindo a interesses diversos do de suas bases em eleições recentes, merece tomar outros rumos. César Hallum independente do resultado das eleições deste ano - em que venceu uma eleição para deputado federal, a despeito de uma menor estrutura que a maioria dos companheiros de coligação - já mostrava perfil menos impositivo e mais preparado para dirigir o PPS.
Falta agora o arranjo entre os interesses da nacional, e o que desejam as bases. No meio dos dois está o presidente atual que já não terá o prestígio dos últimos meses em que foi secretário de Estado no governo tampão.
Vamos ver para onde vai o PPS nos próximos meses. Tudo, como sempre depende do segundo turno das eleições presidenciais que será concluído no final do mês. Até lá, as mudanças estão eminentes nos movimentos que já se agitam nos bastidores, com força suficiente para passar a limpo muitas situações. Logo que a discussão eleitoral maior se encerre.
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