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quarta-feira, 07 de setembro de 2011, 22h14m

Chega de passar a mão na cabeça de adolescentes

O jornalista e publicitário Melck Aquino comenta o comportamento de adolescentes e seus pais, partindo do fato ocorrido esta semana em Palmas envolvendo dois estudantes numa discussão que terminou com agressão envolvendo os pais dos dois. Confira!
 
Web Adolescentes rebeldes: até onde se deve impor o castigo para ensinar limites?
Adolescentes rebeldes: até onde se deve impor o castigo para ensinar limites?

Ao tomar conhecimento da postura assumida pela direção do Instituto Presbiteriano Educacional e Social e pelo Conselho Tutelar no caso dos adolescentes que se envolveram numa briga seguida de esfaqueamento, eu me indignei. Os jovens não serão expulsos. Para preservar a imagem deles os pais serão procurados e orientados para transferi-los de escola.

Diante dessa e outras atitudes me convenço cada vez mais que estamos criando uma geração de jovens sem limites. A permissividade está exagerada. Quando eu era adolescente morria de medo de aprontar na escola e ser expulso. E por quê? Porque seria pau e castigo em casa e uma vergonha danada diante dos amigos.

Hoje, adolescentes batem, esfaqueiam, fazem sexo na escola (e ainda filmam nos seus celulares para divulgarem na internet), agridem professores, praticam esse negócio que na minha época seria confundido com um local pra coar o café (o Bullying), e fica por isso mesmo. E isso tudo no ambiente escolar. Não são expulsos para não terem “suas vidas manchadas” e a “imagem preservada”.

Ora, tenha a santa paciência. Que tipo de adulto estamos criando deste jeito? Que referência de disciplina e vida social eles terão? E pior: que tipo de educação eles darão aos seus filhos? Com a violência crescente, com as drogas campeando, e com a permissividade desvairada e insana que assola a sociedade, mais duas gerações e estaremos vivendo a barbárie.

Não a barbárie do socialista utópico Charles Fourier, que a via como o estágio que antecedia a civilização, nem tampouco aquela preconizada por Marx como resultante de relações de produção perversas do capitalismo. Mas a barbárie presente na teoria de Theodor W. Adorno, que a enxergava como uma condição em que o homem apesar de estar em um desenvolvimento industrial tecnológico avançado, se entrega ao atraso e, por possuir uma agressividade primitiva a um impulso de destruição, começa a materializar e ver como natural a insensibilidade e a agressividade, ainda que isto coloque em risco a sua própria existência.

Sei que serei “persona non grata” para muitos psicólogos e pedagogos, mas tenho que confessar: morro de raiva quando ouço um deles falar que não podemos dar uma chinelada nas crianças “hiper-ativas” que aprontam. Na minha época não tinha a história de hiper-ativo, era “custoso” mesmo. E as surras que tomei, por exemplo, foram todas muito educativas. Impuseram limites, forjaram caráter, ajudaram a dar disciplina. E isto porque meus pais nunca me bateram injustamente, e nem com violência extrema. Mas não se iludam, doía. Mas me permitiam lembrar que era melhor não aprontar novamente. Eram melhor pra memória do que pequi brigando para ser digerido no estômago.

Quer ver só uma história bem pessoal? Com oito anos peguei o quimba (guimba para os mineiros ou toco de cigarro para os nordestinos) de um amigo do meu pai e coloquei na boca. Ah, se arrependimento matasse... Ele viu e me mandou apagar. Apagar só não. Mandou-me comer o quimba de cigarro, e bem mastigado. Resultado: nunca fumei. Tomei ojeriza de cigarro, e sou grato a ele até hoje por isto. Que grande bem o meu saudoso pai me fez. Se fosse hoje, seria preso e condenado nos programas de televisão dedicados a comportamento e futilidades.

Hoje vejo adolescentes “respondendo” seus pais, dando ordens, se negando a fazerem o que mandam, eles mesmo definindo que horas chegarão em casa das festas, e por aí vai. Na minha infância ou adolescência “retrucar” meu pai num assunto, só ocorreria uma única vez. Mas, hoje em dia não. Crianças e adolescentes podem tudo. Pais não podem nem mesmo falarem alto ou darem uma chinelada em menino custoso e desobediente. O receituário que os tais senhores da razão apregoam é: “passem a mão na cabeça, sejam carinhosos e expliquem o que pode e o que não pode, que eles vão entender”.

Balela! Ou começamos a impor limites ou estamos cavando a nossa sepultura como civilização. Educar é a somatória de atitudes, e uma delas é deixar claro que há limites, com palavras, e também com castigos que deixem evidenciado uma relação de hierarquia que é histórica e faz parte da ordem natural que mantém o núcleo familiar em pé.

E sem entrar no mérito da ação dos adultos que devem ser punidos no rigor da lei depois de concluído o inquérito policial e feito o julgamento, quero aqui voltar ao assunto inicial dos jovens envolvidos nos lamentáveis episódios do IPES. Para que o grito parado na minha garganta não me deixe engasgado deixo aqui o meu apelo final: - Pelo amor de Deus, expulsem esses meninos da escola e dêem a eles severos castigos em casa. Um dia eles agradecerão por isto!

Melck Aquino é jornalista e consultor político. Mas isto pouco importa... O que importa aqui: é pai.

Melck Aquino

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62 Comentário(s)

  • R. Xavier | 13/12/2011 | 06:53
    Brilhante artigo, até que enfim alguém levantou a bandeira refletindo sobre tolerância descomedida com esses adolescentes que pensam que pode tudo.
  • Maria de Jesus Campos | 19/09/2011 | 16:42
    Excelente comentário. Parabéns ao Jornalista Melck Aquino pela atitude. Meus pais deram uma educação igual a sua, hoje sou eternamente grata a eles. Como Mãe, vejo o quanto o limite é fundamental na vida dos nossos filhos. O fato de passarmos o dia fora não significa que devemos nos sentir culpados e fechar os olhos ao comportamento intolerável de algumas crianças e jovens de hoje. Este novo modelo de edução que tanto falam é lindo, apenas na teoria, pois na prática não funcionára nunca.
  • maria das dores | 19/09/2011 | 09:11
    Realmente, tantas pessoas q/ falam q/ se espelharam nos seus pais e se tornaram pessoas idôneas e bem sucedidas? nossos filhos estão clamando por limites, falta de tempo por nossa parte? vamos pelo menos tomar café da manhã e almoço esquecendo a televisão por alguns momentos, nesse pequeno tempo conversar, rir, quem sabe nessa pequena atitude evitaremos problemas e nossos filhos irão ter orgulho de um dia como nós dizer esta singela frase "ME ESPELHO NOS MEUS SÁBIOS PAIS"
  • Tadeu Sousa Barros | 18/09/2011 | 20:09
    COM A PALAVRA, O SENHOR DEUS TODO-PODEROSO: O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina (Provérbios 13:24) Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo (Provérbios 19:18) Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele (Provérbios 22:6) A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela (Provérbios 22:15)
  • Tadeu Sousa Barros | 18/09/2011 | 11:29
    NOVAMENTE COM A PALAVRA, O SENHOR DEUS TODO-PODEROSO: Não retires a disciplina da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá (Provérbios 23:13) Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno (Provérbios 23:14) A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe (Provérbios 29:15) Castiga o teu filho, e te fará descansar e dará delícias à tua alma (Provérbios 29:17)
  • Super Sincero | 17/09/2011 | 16:38
    Caro Melck, isso é consequência do risco de falência da Instituição Famímia! A única que pode acabar com tudo isso. Tenho três filhos e o que me deixa triste é vê um pai passando sinal vermelho com o filho dentro do carro. Na escola dos meus filhos os pais param em fila dupla e em cima da faixa de pedestre. Maus exemplos! Filhos que jogam pedra no seu carro na rua e o pai do lado nada faz...Precisamos aprender a dizer NÃO a nossos filhos e corrigí-los enquanto há tempo! Parabéns pela coragem!
  • Deusimar Bezerra de Oliveira | 16/09/2011 | 20:48
    Excelente comentário, concordo plenamente com tudo o que foi dito. Assim como Melck Aquino, também leveis umas "lapadas" boas de cinto nas costas, e isso não me adoeceu não! Pelo contrário, formou em mim um caráter baseado no respeito aos mais velhos, aprendi a ter discernimento do que é certo e errado e não somente isso, mas procurar sempre o que é honesto e bom para mim e para o meu próximo. Digo aqui que se hoje as famílias estão solapadas é porque perderam de vista esses valores na educação.
  • patricia pereira domingos | 16/09/2011 | 18:43
    muito bom Melck se seguissem pelo menos metade do que vc falou teriamos hoje uma geração futura melhor os pais estão criando os futuros agressores de amanhã podiam ao menos obedecer o que diz a biblía ensina a criança no caminho em que deve andar e ainda quando for velha não se desviará dele mais os pais estão preocupados mesmo é em dizer não faz assim filho ele vira bate a porta e eles dizem essa fase é dificil vai passar a por favor pais acordem.
  • tocantins171 | 16/09/2011 | 14:46
    concordo!!! O pior é que vai piorar!!! Imagine quando aprovarem a tal lei da palmada... Que se o pai bater Ele vai preso... já se o bandido ou outro bater Fica sou e o pai deve responder ...
  • IN TOCANTINS | 15/09/2011 | 20:36
    Parabens ao site RT por publicar meu post, já estava me sentindo censurado... acho que foi um pequenino contratempo.
  • Leane Araujo de Oliveira | 15/09/2011 | 09:30
    Excelente texto! Hoje as famílias querem passar suas responsabilidades como "pai e mãe" para a escola. Enquanto a educação não for vista como uma união entre todos, esses absurdo continuarão acontecendo. A falta de respeito pelo professor e demais pessoas gera esse tipo de atitude. Tudo isso é lamentável e triste!
  • IN TOCANTINS | 14/09/2011 | 21:26
    (cont) qto a minha disposição para receber criticas depende do grau de racionalidade da crítica. Palavras ou pensamentos desarrazoados e sem ou quase nenhum fundamento lógico nao merecem a atençao de pessoas sensatas. O fato de vc expor sua opiniao neste espaço público já deixa evidente as garantias do estado democ direit, cabendo aos demais o mesmo livre exercicio, como o fiz. Portanto, sra. LL nao me venha com essa história de ofensa ao EST DEM DIREIT, busque fundamentos lógicos p/ suas teses!
  • IN TOCANTINS | 14/09/2011 | 21:13
    Minha Cara Laide laura, fiquei até emocionado com suas palavras qdo falas de "liberdade de expressao e Estado Democrático de Direito"! Ora, nossas opinioes convergem neste ponto, uma vez que ao comentar o seu post apenas exercitei a minha liberdade de expressao no nosso estado democratico de direito. Agora, nao entendi o porquê da surpresa, alias, poderia eu pensar que o estado democr de direito deve apenas contemplar sua liberdade de expressao???
  • IN TOCANTINS | 14/09/2011 | 21:03
    Caro Manoel Odir Rocha, leia novamente meu post e saberás que tu foste enganado pela precipitação, porque em nenhum momento discordei do brilhante artigo do sr. Melk, pelo contrário, deixei bem claro o meu apoio, apenas com o uso de uma figura de linguagem tao conhecida como o grande humorista tiririca (precisa lembrar?)... Vou descupá-lo. rsrsrs
  • Ricardo Ferreira | 14/09/2011 | 20:54
    Os diretores de escola têm medo de transferir aluno. 1º pela pressão de setores da seduc, 2º pela pressão do conselho tutelar que também não sabe o que fazer com esses alunos, 3º pelas ameaças dos pais dos meninos "travesso"(...)Cito o caso do colégio militar que faz o que tem que ser feito e o pai tenta acabar com imagem da escola. A escola com 1 ano já apresenta bons resultados e o maior desafio lá é permitir um ambiente de aprendisagem, onde os "travessos" não prejudiquem os bons alunos.
  • Lincoln de Paiva | 14/09/2011 | 13:24
    Parabéns pela matéria, concordo plenamente com sua posição, trabalho em uma escola pública e acompanho a todo momento situações envolvendo crianças e adolescentes violentos e que usam palavras de baixo calão com colegas de sala, professores, autoridades e até com os próprios pais que são permissivos e apoiam seus filhos.
  • FRANCISCO DE ASSIS LIMA (CHICO BENTO) | 14/09/2011 | 13:10
    OLÁ, MELCK SOU PAI DE 3 DOIS ADULTO E UMA AINDA CRIANÇA,PARABENS VC FOI PERFEITO. EU DIGO SEMPRE AOS MEUS, ¨TENHO MUITO AMOR POR VCS POR ISSO TENHO QUE DAR-LHES TAMBEM NA MESMA PROPORÇÃO ;RESPEITO,ORDEM,E LIMITES EM TUDO = EDUCAÇÃO. UM ABRAÇO.
  • Gilsomar Alves Gomes | 14/09/2011 | 11:31
    Cara seu artigo dispensa comentários. Até teria algumas coisas pra falar a respeito, mas você falou tudo, não precisar se acrescentar mais nada. perfeita análise!
  • Luciano | 14/09/2011 | 09:46
    continua... Creia cara lady, esse meninos não são flor que se cheire. A repressão é sim, necessária. Ao crime que prospera numa sociedade que valoriza o bandido e condena o policial. O negócio todo é capcioso. Se utilizam de argumentos vazios para defenderem criminosos. Eu gostaria de dizer para vc Lady Laura, que os índices apontam que estes mesmos adolescentes infratores no Brasil, são os futuros condenados da justiça a cumprirem pena. Não a culpo. vc stá n seu direito. Nossa lei tem que mudar
  • Luciano | 14/09/2011 | 09:40
    Olá Lady Laura, No que tange o debate, sou favorável. Acredito no amadurecimento através de discussões que os levem a um rumo acertado. Mas, existe na sociedade, um desconhecimento do que vem a ser a realidade de todo o sistema socioeducativo no Brasil. Estamos brincandoi de fazer política socioeducativa. Os infratores menores no Brasil são tão ou mais perigosos do que os criminosos adultos. O que ocorreu no CASE nã foi um caso de violência contra os adolescentes. É isso que está errado. ......
  • Antonio Rafael Siqueira de Oliveira | 14/09/2011 | 09:37
    Melck, parabens pela abordagem concordo em numero e grau o que vc colocou aqui nesse texto, tenho 28 anos e fui educado da mesma forma que vc colocou aqui, ate hoje não me atrevo a desrespeitar meus pais, pois mesmo casado e dono da minha propria vida continuo a respeita-los, pois foi assim que eles me educarão sempre que eu fazia alguma coisa de errado era chamado atenção e se o caso fosse mais grave panhava mesmo e fica de juelhos ate mamae mandar eu levantar. Novamente parabens pelo texto.
  • MANOEL ODIR ROCHA | 14/09/2011 | 08:46
    Discordo frontalmente do tal de "IN TOCANTINS". O jornalista Melck antes de tudo é um pai e, zeloso. Por falar nisso não está na hora de assinar em baixo o que afirma? Ou vai continuar no escondido manto do pseudônimo? Quem tem coragem e acredita no que afirma, mostra a cara.
  • Sonia Pugas | 14/09/2011 | 06:23
    Concordo com tudo que voce escreveu grande Melk, com excecao apenas das palmadas ou bater em crianca. Sou radicalmente contra isso. Para mim, nem tapinha pode...Conheco muitos amigos, meu marido foram criancas que nunca apanharam, nao sabe o que e isso e sao excelentes individuos, de um caracter e educacao impar!!!! A expulsao deveria ter sido feita na mesma hora. Os pais deveriam ficar pelo menos um mes presos e esses adolescentes prestando algum servico na escola. Limpando o chao, por exemplo.
  • Abdon Mendonça Rodrigues | 13/09/2011 | 20:07
    Parabéns pela matéria, muito bem abordada a opinião e transcrita de forma fácil. Ser Pai de adolecentes hoje é ser regido por severas leis, ser adolecente é conviver com a impunidade
  • LaidyLaura | 13/09/2011 | 19:43
    Caro In Tocantins,considerando que apartir do momento que vc coloca sua opinião em um ambiente público, vc deve está preparado para receber críticas, isso faz parte da liberdade de expressão.Penso que a educação de crianças e adolescentes não deve está nas mãos de psicológos e educadores. Segundo o ECA os responsáveis primeiro são os pais, depois nós enquanto sociedade, podemos educar até mesmo por meio desse espaço que vos escrevo.Mas para isso precisamos conhecer in a realidade dessas crianças
  • LaidyLaura | 13/09/2011 | 19:33
    Quando fiz o comentário, não quis desqualificar o profissional que elaborou o artigo em questão quero deixar isso claro,tão pouco desvalorizar os outros comentaristas. Apenas dei minha opinião contrária ao pensamento do jornalista, isso não quer dizer que sou detentora do saber, pelo contrário as opiniões devem ser colcocadas, pois estamos em um Estado democrático de Direito. Reitero ainda que a educação de crianças e adolescentes deve ser discutida de forma séria e responsável,com fundamentação
  • IN TOCANTINS | 13/09/2011 | 13:52
    Sr. Melk, lamentavelmente o sr. está completamente equivocado qto à política educacional desse país. A única pessoa correta aqui é a senhora Lady Laura, que conhece muito bem o ECA e tem toda a qualificação e competencia na área para tratar deste assunto ( educação de jovens). O sr. é um mero jornalista que nao conhece do "metier". Deixe aos que sabem falar sobre as nossas criancinhas ingenuas, solidária, educadas e obedientes. Afinal, deixe os psicologos e pedagogos formar as futuras gerações.
  • Edivaldo Marciano | 13/09/2011 | 13:37
    Apenas elogios pelo teor. Fico imaginando o que será desta geração de adultos no futuro.
  • ana | 13/09/2011 | 10:34
    Gostaria de parabenizar pelo texto, hoje em dia é difícil ler mensagens como esta. Creio que este é o padrão e quem crê na Bíblia é o que Deus nos deixou para criarmos nossos filhos. Parabéns continue a não se calar.
  • ENFERMAGEM SEMPRE.... | 12/09/2011 | 14:54
    Gostei muito da abordagem, pois e um ssunto que requer muito atencao uma vez que nossos jovens estoa confundindo liberdade com libertinagem.Eu e meus tres irmaos ficamos orfaos de mae quando o mais velho tinha 12 anos e o mais novo 4 anos, mas graças aos ensinamentos rigidos que tivemos na infancia tocamos nossa vida em frente longe do nosso pai e nunca tivemos nenhum problema dessa natureza., pois sabiamos que seriamos responsabilizados pelos nossos atos.
  • rui sergio gonçalves | 12/09/2011 | 14:22
    há tempos atráz, quando uma criança dizia ECA, queria expressar alguma coisa nojenta. As crianças de hoje, dizem ECA para intimidar não somente os pais, como tambem qualquer adulto ou autoridade. Este estatuto só funciona para os direitos dos menores, nunca para suas obrigações!
  • Luciano Aguiar | 12/09/2011 | 10:36
    Apesar de a argumentação ter grande embasamento teórico, carece de lembrar que os jovens de hoje são fruto de uma educação desleixada de pais que muitas vezes só encontram seus filhos às 22h, quando chegam para dormir. Mistura de pais negligentes com capitalismo exacerbado dá nisso aí. Sugiro que leiam o filósofo Bauman, para que não sejamos unilaterais e não joguemos a culpa apenas no "comportamento" dos jovens.
  • LaidyLaura | 12/09/2011 | 10:15
    Não estou aqui culpando os pais, mais chamando a atenção desses para ouvir mais filhos, participar mais da vida deles, vá em uma reunião da escola para ver quantos pais participam. O papel dos pais é o de ensinar, educar o filho para ter atitudes corretas e não ensiná-lo a ser violento. O Estatuto da criança é sim uma lei que se fosse respeitado por todos os cidadãos e cidadãs e pelo poder público teria sim grande impacto positivo na vida de nossas crianças. Laidylaura Assistente Social
  • ILDEFONSO DOMINGOS RIBEIRO NETO | 12/09/2011 | 08:56
    O problema é que o Estado impôs normas rígidas aos pais, impedindo-os de corrigir seus filhos com mais rigor. Os pais estão sob o jugo de um ECA que lhes impõem limites para educar seus filhos e estes, por consequência, estão sem limites. Houve uma inversão de valores sem precedentes. A única maneira é modificar a legislação, senão presenciaremos, cada vez mais, pais serem processados, perdendo a guarda dos filhos para abrigos inconsequentes e toda uma desistruturação da família. Um absurdo.
  • Cidadão | 11/09/2011 | 20:21
    .Cara Laidy Laura, não estar informado sobre o ECA não cega o cidadão de ver e ouvir o canto de sereia que se criou através de institutos e estatutos, no afã de descriminalizar o crime juvenil (ato infracional) sob a égide do humanismo utópico(Thomas More).Destrói-se a principal referencia de honra e dignidade na família,os pais, quando se delega o pátrio poder para o estado na função de educador ou repressor,pois quanto a essas medidas em forma de liberdade assistida,advertência,reparação de dano,privação de liberdade,etc..Ações,essas, que os pais executam por instinto protetivo, razão e amor desde quando o mundo é mundo.Mas,infelizmente,para alguns são violência.As questões dos relacionamentos humanos têm raízes mais profundas,muito além de uma superficial conclusão.E que tal culpabilizar o estado por sua grande omissão social em vários aspectos, em vez de culpar os pais.
  • Severino Joaquim de Lima | 11/09/2011 | 11:19
    Bem, meu caro, o que esperar de um povo do pís no qual a impunidade é uma constante? Hoje testemunhamos perigosos marginais soltos e respondendo em liberdade pelos crimes horríveis; é fato! E o resultado é este, jovens "espelhando-se" no modelo". Apenas os inocentes e os hipócritas não veem o caos que está instalado. Eu não sou favorável à expulsão sumária, mas que que fossem previstas penalidades duras de modo que as famílias envolvidas sempre lembrassem que o crime não compensa.
  • Cidadão | 10/09/2011 | 23:02
    .Cara Laidy Laura, não estar informado sobre o ECA não cega o cidadão de ver e ouvir o canto de sereia que se criou através de institutos e estatutos, no afã de descriminalizar o crime juvenil (ato infracional) sob a égide do humanismo utópico.Destrói-se a principal referencia de honra e dignidade na família,os pais, quando se delega o pátrio poder para o estado na função de educador ou repressor,pois quanto a essas medidas em forma de liberdade assistida,advertência,reparação de dano,privação de liberdade,etc...continuação -Ações,essas, que os pais executam por instinto protetivo, razão e amor desde que o mundo é mundo.Mas,infelizmente,para alguns são violência.As questões dos relacionamentos humanos têm raízes mais profundas,muito alem de uma superficial conclusão.E que tal culpabilizar o estado por sua grande omissão social em vários aspectos, em vez de culpar os pais.
  • Sheila Maria Hermínio | 10/09/2011 | 17:33
    Sou mãe, moro em Palmas e concordo com o jornalista MELK AQUINO. Meu filho, graças a Deus, é bem tranquilo. Mas bem que já tentou se impor em determinados momentos. Ele tem sorte em não estar sob o comando do meu pai! Ali a coisa era bem difícil...mas ajudou em muito no adulto que me tornei. Parabéns MELK, pelas observações! Hoje a maioria das pessoas prefere se isentar das responsabilidaes...
  • Gilvan Nolêto | 10/09/2011 | 16:18
    Melck, meu caro peralta, parabéns por trazer o tema a discussão! Os castigos que recebi na infânca, talvez tenham sido tão enérgicos quanto os seus. Lembra daquela frase? "Mente desocupada é oficina do capeta". Pois é, o método adotado pelo ex-deputado Hagaus Araújo, em seu Instituto Educacional em Dianópolis concilia EDUCAÇÃO e TRABALHO. Não há crime em ocupar o ócio, construtivamente! Mas permita discordar da expulsão. A atitude seria cômoda e não um desafio, para o ambiente educacional.
  • LaidyLaura | 10/09/2011 | 15:55
    Olá Luciano, Essa discussão é bastante pertinente, porém precisa ser discutida por toda a sociedade, e claro respeitando os pontos de vistas. Estudo e trabalho com crianças e adolescentes, e sei bem como o brasil trata nossos jovens. Sei que o CASE é um local que precisa de ajustes,não só física mais humana também, é tanto que dias atrás o diretor do Centro foi afastado por cometer violência contra os adolescentes que ali estão. Lá é pra ser um Centro educacional e não de repressão.
  • Luciano | 10/09/2011 | 15:23
    ...são bem diferentes dos índices do Brasil. O de que precisamos é de oferecer educação para estes jovens. Mas se, pr um acaso, cometerem "ato infracional", a saber: crime, terão a certeza dse que serão punidos no rigor de uma lei mais severa. Abraços Que Deus abençoe o Brasil. Luciano Mascarenhas Agente Penitenciário
  • Luciano | 10/09/2011 | 15:21
    ..a sociedade. Não adianta minha cara!O que impoede ou põe medo em criminosos é a certeza de que serão punidos. É só vê o que as pesquisas dizem. Não sei se teve a oportunidade de ver a reportagem da Record mostrando os diversos centros de internação no mundo. Nos EUA encontra -se o melhor tratamento para adolescentes nesta condição. Mas antes que vc diga que a nossa realidade é outra, devo lembrar - lhe que o tal ECA, e ECA mesmo, é originário da Itália, país onde os índices de toda natureza..
  • Luciano | 10/09/2011 | 15:18
    Cara Layde Laura, citar o ECA pode transmitir um ar de conhecimento, porém, lamento dizer que o ECA está muito AQUEM do rigor necesário à aplicabilidade de normas de que eduquem ou corrijam a conduta de adolescentes. Trabalhei algum tempo com adolescentes "em conflito com a lei" e sei bem o que estou falando. E, diga - sede passagem, não podemos nem dizer que são criminosos. Há diversos órgãos que lidam com o atendimento ao adolescente em vulnerabilidade, mas nenhum trata de educa - lo para...
  • Cidadão | 09/09/2011 | 20:33
    As autoridades (do conhecimento e da política) que decidem e formam opiniões sobre a educação atual, muitos deles na terceira idade ou mais e que quando crianças presenciaram os mais puros exemplos de respeito e hierarquia, onde os seus pais e os meus nos ensinaram a verdadeira cidadania do que é ter direitos e deveres, mesmo à custa do rigor (castigos).Hoje embarcaram em métodos, conceitos e projetos educacionais no mínimo estranhos pra não dizer inócuos. No apelo de serem moderninhos.
  • LaidyLaura | 09/09/2011 | 19:32
    continuação... educando esse filho. O Estatuto da Criança e do adolescente prevê medidas para adolescentes que cometem ato infracional, e com certeza esse caso deve ser analisado e se comprovado a denúncia deve ser dado a medida cabível conforme prevê o ECA. art. 112. advertência,obrigação de reparar o dano, prestação de serviços a comunidade, liberdade assistida, inserção em regime de semi-liberdade, internação em estabelecimento educacional.
  • LaidyLaura | 09/09/2011 | 19:22
    Caro Melk, Infelismente não posso parabenizá-lo pelo artigo pois encontrei nele a famigerada falta de informações. Não concordo com o tema, pois aqui não se trata de passar a mão na cabeça de adolescentes, e sim passar a mão na cabeças dos pais desses adolescentes. Cabe primeiramente aos pais educar seus filhos, porém se esse pai estimula o seu filho a praticar a violência então deve ser acompanhado por uma equipe multiprofissional para saber se esse pai possui condições para continuar.....
  • joao francisco severo santos | 09/09/2011 | 17:57
    Compartilho o sentimento de revolta em relação ao modo atual de lidar com crianças e adolescentes. Estamos em tempos de mudanças profundas na sociedade, mas parece que a maioria das decisões nas esferas familiar, política e legal não são baseadas nas evidências históricas, lógicas e científicas. Isso pode ser um erro muito danoso a coesão da malha social. O paradigma criado ao redor desse tema parece cegar muitas pessoas que superestimam o poder do dialogo... Esse nem sempre é a melhor solução.
  • Luciano | 09/09/2011 | 16:05
    É oportuno este texto e concordo com as colocações do escritor. Melk! Sugiro a vc que visite o CASE e a SEMILIBERDADE DE PALMAS para adolescentes em conflito com a lei. Lá vc verá o resultado da permissividade excessiva e da falta de freios. Que conversa é essa?? Criança e adolescentes têm que ter limites. Expulção é pouco, esses adolescentes têm que responder no juizado da infância pelo "ato infracional" cometido. Abraço.
  • lemos | 09/09/2011 | 14:42
    Muito oportuno essa materia,os pais e a sociedade precisa se conscientizar que ,a falta de limites é o começo de uma vida tortuosa que leva as varios caminhos maleficos.Pais usem a vara da correção com amor porém com energia.
  • PEREIRA | 09/09/2011 | 11:02
    Aquino, parabens pela coragem de falar a verdade, só os filhos que foram criados com limites, regras e punição, são os homens que que tem sucesso. Como que o adolecente não responde por si só por que os responsavel são os pais, e esses não corrige, melhor os pais impor seus limites e corrigir enquanto está no tempo de aprender, para quando crescer não seja limitado seu espaço de viver dentro de quatro paredes de penitenciária que é dominada por outros regulamento que nem o Estado conhece.
  • MOISES | 08/09/2011 | 20:36
    Parabéns pelo texto. Finalmente alguém com uma visão da realidade, especialmente um jornalista. Nos preocupamos em deixar um mundo saudável para os cidadãos do futuro. Mas, será que estamos nos preocupando com o cidadão que deixaremos para o futuro? abç
  • Jose Lucio | 08/09/2011 | 19:58
    "A falta de limites dos jovens é talvez mais pernicioso do que as próprias drogas" Esta frase do Miguel Otávio resume perfeitamente o o artigo do Melck Aquino. Portanto, concordo plenamente com cada ideia do artigo. Falta limite sim e sobretudo falta punição. Se, usando a inteligência e a consciência, tantas barbaridades são cometidas por adolescentes, porque suas responsabilidades, do mesmo modo, não podem ser julgadas? A sociedade precisa estancar urgentemente o câncer da impunidade.
  • Celismar Lázaro da Silveira | 08/09/2011 | 19:28
    O respeito, os valores morais, bons hábitos e costumes são adquiridos com pais presentes, independente da condição financeira, a escola reforça esses valores e agrega outros, mas a função mais importante da escola é agregar valores relacionados ao saber. Parabéns Luciana... pelo comentário, pai e mãe não podem fugir da responsa.
  • Celismar Lázaro da Silveira | 08/09/2011 | 19:26
    Melk parabéns pelo artigo. Impressionante como existe uma semelhança da minha educação na adolescência, olha que não faz muito tempo. Como ser humano fico triste em saber que milhares de adolescentes perdem a vida motivado pelo excesso de bebida alcoólica, uso de droga, pela criminalidade em geral, talvez pela ausência ou pouca conivência com os pais. A família, a escola, o poder público e a sociedade, cada um tem seus papéis e atribuições definidos.
  • Miguel Otávio | 08/09/2011 | 12:42
    Tenho filhos e como educador procuro dar o norte para suas vidas, mas não permito, falta de respeito comigo e com os outros, procuro mostrar o valor dos idosos, apresento ao meu grupo de amigos uma postura em que eles (filhos) sabem muito bem minha reação a qualquer tipo de negligência. Isso são algumas medidas que recorro a forma que fui criado e olha, não está sendo fácil. Mas depende de mim esta postura... obrigado..
  • Miguel Otávio | 08/09/2011 | 12:36
    Parabéns Melck. Seu comentário é bastante pertinente diante dos fatos que não são isolados em nosso país, quiça, nosso estado. A falta de limites dos jovens é talvez mais pernicioso do que as próprias drogas. O respeito que norteia as relações humanas é algo imaginário na sociedade atual. Mas chamo à atenção para a geração de pais, é uma geração protetora e permissiva. Uma geração que quer dar uma resposta para seus antepassados por tudo que passaram e isso é que é o ponto chave.
  • Stephane Maxwell da Silva Fernandes | 08/09/2011 | 09:03
    Melck! O ponto é esse: Falta aos pais fixarem limites. Não concordo com aqueles que afirmam que uma boa surra ensina os jovens a resolverem as coisas na base da violência. Ao contrário: Os filhos devidamente castigados aprendem a dar valor ao consenso, à harmonia, etc. Bater não é crime. Entre os homens (leia-se Brasil) crime é castigar imoderadamente. Jesus disse: "Fustigai vossos filhos com vara". Abraços! Stephane Maxwell da Silva Fernandes - advogado.
  • MAURO | 08/09/2011 | 07:26
    Parabéns Melck pelo artigo. Sou Pedagogo, mas vejo da mesma forma que você colocou na matéria. Minha mãe dizia sempre: "Pé de Galinha não mata pinto". Ou seja, surra corretiva de pai e mãe nunca matou nenhum filho, muito pelo contrário, sempre ajudou a educar. Se não for criadas regras mais rígidas para esses ditos "Adolescentes", vai virar um BONDE SEM FREIO, que num futuro bem próximo sairá atropelando a todos, inclusive eles próprios passageiros do trem.
  • MANOEL ODIR ROCHA | 08/09/2011 | 06:22
    Um dos motivos da falta de pediatras no Brasil eé a falta de educação e respeito das crianças com os médicos. Tive contato com um caso em que a "criança" de 11 anos que não queria ser examinado pela médica, deu-lhe um pontapé em seus seios provocando um abcesso. A mãe presente, apenas balbuciou passando a mão na cabeça do filho: "Não faz assim com a titia não, nênê" ME POUPE.....
  • MANOEL ODIR ROCHA | 08/09/2011 | 06:11
    Belo texto, jornalista Melck Aquino, a verdade às vezes dói, mas é preciso proferí-la. Eu também levei umas boas correiadas nas pernas e agradeço aos pais por isso. Acho que o que está faltando é o "que fazer", comecei a trabalhar aos 10 anos e tal fato não me tirou nenhum pedaço. A polícia tem muito o que fazer e quem deve monitorar os filhos são os pais. chega de "passação" de mão na cabeça. Parabéns.
  • Nina | 08/09/2011 | 00:33
    Tenho filhas gêmeas e nunca precisei de Super Nanny para educá-las. Procuro ensiná-las com disciplina, ética, verdade, solidariedade e acima de tudo amor, mas sem esquecer que não sou uma amiga e sim a mãe delas. Eu sou responsável por ensinar a elas valores e respeito. Cabe a escola apenas o ensinamento de saberes e não o papel da família que sociedade e muitos pedagogos e estudiosos de gabinete preconizam que ela tem que desempenhar. Disciplina é necessário em todos os âmbitos da vida.
  • Luciana Cordeiro Cavalcante Cerqueira | 07/09/2011 | 22:35
    Concordo em gênero, número e grau. A falta de educação e de civilidade dos adolescentes e até das crianças tem dois culpados: pai e mãe. É tarefa nossa educar nossos filhos, não da escola ou do governo e garantir que sejam pessoas de bem, é o mínimo que podemos fazer. Não está em nossas mãos garantir a felicidade dos nossos filhos, mas sim educá-los para serem honestos e de bom caráter.

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