O Ministério Público Estadual (MPE) requisitou que a Polícia Civil de Araguaína realize novas diligências para que o assassinato da adolescente Ana Carolina, ocorrido em maio de 2007, seja elucidado. Dentre os pedidos estão: levantamento topográfico ou croquis da vizinhança, contendo distâncias entre a cena do crime e locais referidos no Inquérito Policial; perícia aprofundada no celular da vítima, com relato das fotos e vídeos encontrados; quebra de sigilo de dados telefônicos de dois suspeitos; dentre outras providências que contribuirão para que os verdadeiros culpados sejam responsabilizados.
O Promotor de Justiça Diego Nardo alega que as novas diligências são necessárias, uma vez o Inquérito Policial instaurado para apurar o caso padece de inúmeros vícios. “A cena do crime não foi devidamente isolada. Prova disso é que uma das testemunhas, que furtou o celular de Ana Carolina, voltou à cena do homicídio e, após a perícia ter chegado ao local, pegou a capa da bateria. Também se permitiu que a família da adolescente, à época com 14 anos, limpasse toda a área em que a morte aconteceu e incinerasse o sofá com manchas de sangue”, argumenta o Promotor de Justiça.
Além dessas falhas, Diego Nardo arrola que a perícia técnica não procurou por impressões digitais, não fez fotografias satisfatórias da cena do crime, não reteve o celular da vítima para uma averiguação aprofundada. Ainda segundo o Promotor de Justiça, os órgãos de investigação envolvidos no caso poderiam ter feito a quebra de sigilo telefônico de alguns suspeitos para confrontar depoimentos contraditórios prestados à Polícia.
Pelas falhas detectadas na condução das investigações e apuração dos fatos, o Promotor de Justiça titular da 3ª Promotoria de Justiça de Araguaína requereu, na quinta-feira, 29, novas diligências, discordando, assim, do pedido de prisão formulado pelas autoridades policiais. (Com informações da Ascom MPE)
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