A reunião realizada no final da tarde de ontem, sexta-feira, 27, no auditório da Secretaria de Recursos Hídricos em Palmas, entre a senadora Kátia Abreu, e mais de 20 prefeitos da região Sudeste, foi mais que uma reunião técnica de trabalho. Marcada para que os prefeitos apresentassem via ofício a indicação de suas demandas para escavação de poços artesianos numa região seguidamente castigada pela estiagem, a reunião se transformou num encontro político, em que a senadora explicou como fará para aplicar os pelo menos R$ 16 milhões que carreou para o combate aos efeitos da estiagem, e falou de política.
"Ano passado eu fui relatora setorial desta área, e pude atender o Ministro Geddel. Dei ao ministério a minha emenda de bancada, com o compromisso que ele me desse de R$ 16 a R$ 20 milhões para atender esta situação no Estado", explicou. Kátia esclareceu também que os poços vão chegar a todas as cidades do Sudeste cujos prefeitos se interessaram pelos recursos, mesmo que a população na zona rural não seja tão grande. "Em que pese ter poucas famílias em alguns lugares, lá tem gente, e se tem gente tem que ter água".
Terminada a discussão técnica, na qual o secretário de Recursos Hídricos e Meio Ambiente, Anízio Pedreira cumprimentou os prefeitos e parabenizou a senadora pela iniciativa, em nome do governador Marcelo Miranda foi a vez de Kátia Abreu fez as exlicações políticas da sua atuação recente em Brasília. "Sei que minhas ausências podem em algum momento causar constrangimento, mas eu peço a vocês que me dêem um ano à frente da CNA, e nós vamos fazer uma revolução neste Brasil", afirmou.
Kátia relatou aos prefeitos a audiência de uma hora e quarenta minutos que teve com o presidente Lula. "Ele me sabatinou sobre tudo que vocês possam pensar, de boi a grão, falamos de tudo" - disse ela, para complementar - "e eu aproveitei para falar com ele sobre as eclusas.Desenhei o Tocantins, o Mato Grosso, e mostrei a ele a importância da hidrovia para nós. Que, vamos ser francos, é mil vezes maior que a ferrovia". O presidente teria ligado imediatamente para a ministra Dilma Roussef para falar da necessidade da eclusa em Estreito, além de Lageado e Tucuruí, para não impedir a navegabilidade do rio Tocantins.
Os argumentos da senadora, que disse a Lula que se presidisse o Brasil gostaria de ser conhecida como a presidente das hidrovias, surtiram efeito. "Fiquei muito feliz em ler nos jornais alguns dias depois que o presidente estava organizando o PAC das hidrovias".
Ao falar aos prefeitos que sua rotina tem sido de 12 horas diárias de trabalho, se revezando entre os vários compromissos que tem no Senado, na CNA e no Estado, Kátia descartou que a agenda nacional possa afastá-la do Estado. Ela deixou o recado: "Não se iludam, e nem os adversários , que estão doidinhos para me ver cada vez mais envolvida lá fora: meu lugar é aqui!"
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