Foi um Siqueira leve, bem humorado que recepcionou a bancada de sustentação do seu governo para um café da manhã ontem, quarta-feira, 21 no Palácio Araguaia, a começar pelas brincadeiras.
Quebrando qualquer clima de tensão entre os virtuais opositores na disputa pela prefeitura na capital, o governador teria recebido Marcelo e Luana com a seguinte declaração: “eu sou eleitor da Edna Agnolin”. Depois de arrancar sorrisos dos deputados, emendou um discurso apaziguador. E voltou a bater na tecla de que onde o governo tiver companheiros disputando as eleições, não pretende interferir. Pretende manter a imparcialidade.
O discurso pode até não se confirmar para Palmas, onde as eleições podem colocar junto a algum companheiro os adversários históricos do governador (PMDB). De toda forma, serviu para apaziguar não só o clima entre Luana e Marcelo, mas entre diversos deputados que têm aliados diferentes postulando as prefeituras nas suas bases. Se o governador não for a palanque de um em detrimento de outro, já está de bom tamanho.
Agradecendo e dividindo preocupações
O que se seguiu foi um bate papo tranquilo, em que o governador reconheceu e agradeceu o empenho de sua bancada num ano especialmente difícil. Não é para menos. Discussões polêmicas, matérias impopulares: de tudo um pouco a Assembléia experimentou este ano em que a pressão de servidores pela manutenção de conquistas, e a pressão da sociedade pelo cumprimento de promessas de campanha foram imensas.
Em meio a tudo isto, ainda ficou aquele gosto de meio amargo na boca por parte dos companheiros que esperavam melhor atendimento de suas demandas na acomodação dos que enfrentaram a dura campanha do ano passado.
Mas levando a conversa no nível das dificuldades e necessidades do Estado, o governador parece ter conseguido apaziguar pelo menos por enquanto, esta demanda reprimida. Com o aceno de que o ano que vem pode ( e precisa) ser melhor.
A preocupação maior manifestada no encontro, foi o temor de que a casa fechasse o ano sem votar o projeto de lei que fixa a alíquota reduzida para o Diesel. Sem ela, o estado correria o risco de voltar a ter a taxação subindo, o que espantaria o abastecimento ao longo da BR-153 e demais estradas que interligam o Estado a seus vizinhos, perdendo receita.
Os deputados conseguiram cumprir mais esta pauta ontem à tarde, e votaram a redução da alíquota para 13,5%, o que mantém a condição atual de igualdade com os limítrofes e competitividade nos preços.
No saldo do encontro, a relação entre executivo e sua bancada que chegou a ser tensa em alguns momentos, terminou pacificada. E com perspectiva de um ano mais ameno a partir de janeiro.
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