A matemática das articulações políticas deve estar dando o que fazer ao governador eleito Siqueira Campos (PSDB) neste final de dezembro. Siqueira assume o comando do Estado na manhã do próximo dia 1º, possivelmente com todo o secretariado completo. As indicações que faltam devem ser anunciadas ao longo desta semana. Boa parte do segundo escalão também estará definida até o final da semana, e a partir de segunda-feira, 3 de janeiro, o Diário Oficial deverá mostrar a composição do governo nos seus postos de comando mais importantes.
É aí que, espera-se, o novo governador deve encaminhar à Assembléia Legislativa seu pacote da Reforma Administrativa. Pelos anúncios já feitos, uma série de mudanças serão realizadas na estrutura das secretarias. Algumas cresceram com sub-secretarias criadas e já anunciadas, como é o caso da Seagro. Outras vão mudar de nome, e podem haver remanejamento de áreas, a exemplo da Secretaria de Recursos Hídricos e Meio Ambiente, que passa a ser Desenvolvimento Sustentável, sob o comando de Divaldo Rezende, que já passou por lá para conhecer a estrutura e funcionamento da pasta.
Segov pode ser extinta
Avesso ao que considera um “cabidão” de empregos com funções inexistentes, Siqueira poderá numa canetada extinguir a Secretaria de Governo, e puxar para o seu gabinete a prerrogativa de tratar com prefeitos, vereadores e lideranças, delegando a alguém de sua proximidade e confiança esta função.
A indicação dos dois suplentes de Vicentinho Alves para secretarias (Segurança e Setas), mostra que o portuense será de fato Senador, acabando com a hipótese inicialmente veiculada nos bastidores de que ele assumiria a articulação política do governador.
Orçamento pela frente
A composição da Assembléia Legislativa que está se despedindo do poder até o final de janeiro tem maioria do governador Carlos Gaguim, que deixa o Araguaia em 31 de dezembro. A ela cabe votar o Orçamento 2011, assim como votou aquela controversa LDO que engessou o primeiro ano do governador eleito. Mas esta votação anda a passos de tartaruga com o sumiço dos parlamentares na semana que passou, cada um envolvido com suas bases.
A verdade é que quem perdeu a eleição pouco ou nada tem ido à Assembléia. Uns, vão conviver com Siqueira da distância de Brasília, onde conquistaram mandatos federais: Júnior Coimbra (PMDB), César Hallum (PPS) e Ângelo Agnolin (PDT). Outros, como Paulo Roberto, Cacildo Vasconcelos e Fábio Martins, não disputaram eleição e estão preocupados em reorganizar sua vida pessoal e negócios para deixar a política, ainda que temporariamente.
Ainda há os que perderam a eleição, como é o caso de Pastor Pedro Lima (que reza na cartilha de João Ribeiro, mais do que nunca agora que Gaguim perdeu a eleição) e também o Dr. Zé Vianna, que andou bem próximo na reta final de apoiar Siqueira, pelas mãos de Irajá Abreu (DEM), com quem dobrou em vários colégios.
Assembléia que vai governar assume em fevereiro
A Assembléia Legislativa que efetivamente vai governar junto com Siqueira Campos, é a que assume em fevereiro próximo. Além do bloco que elegeu, o governador contará com opositores que não são tão adversários assim, uma vez que se aproximaram dele em passado recente. Esta conversa e aproximação foi retomada após a eleição, e tem pavimentado um caminho que pode ser de conciliação antes do que se imagina.
Muitos dos que se elegeram no grupo de Carlos Gaguim não têm motivos para ter uma relação de animosidade com o governador eleito. É o caso de Wanderlei Barbosa (PSB), que chegou a dizer na tribuna que se arrependia de ter apoiado Marcelo Miranda em 2006. No processo eleitoral, apoiou Marcelo ao Senado, mas segundo justificou numa entrevista que me concedeu no programa “Na Ponta da Língua”, o fez por uma decisão “do grupo”. É também o caso de Raimundo Palito(PP), que já venceu as resistências da campanha.
O problema deste grupo é que não há - como eu já dizia aqui em outubro - uma liderança absoluta e consolidada entre eles. Ao que tem sinalizado nas últimas semanas, Carlos Gaguim perdeu a vontade de fazer oposição.
Assim, Siqueira pode ter menos problemas do que a princípio parecia, com as duas assembléias: a que se despede em janeiro, e a que toma posse em fevereiro. Com exceção daqueles que fizeram sua carreira empunhando a bandeira de ser anti-Siqueira - e que são minoria - os outros tendem a se entender com o novo chefe do executivo, mais cedo ou mais tarde. Na minha percepção, mais cedo do que se imagina.
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Maurício,
Noto no seu comentário uma ponta de despeito, algo que não consigo identificar bem de onde vem, mas ainda assim gostaria de te responder algumas coisas:
1 - Eu não digo que faço jornalismo político. Eu faço. Diariamente, com todo custo que isso representa. E fazemos aqui, no conceito de muitos, uma das melhores opções de leitura hoje no mercado;
2 - Optamos no Site Roberta Tum por manter de 50% a 70% de conteúdo político. Isso fideliza leitores e anunciantes. Não é antiético, mas lei de mercado que cada anunciante se promova junto ao seu público alvo. Assim é natural que hajam banners de políticos num site político.
Antiético é vender matérias, coisas que o Site Roberta Tum não faz. No mais, a parcialidade está nos olhos de quem a enxerga. Já a paixão, é elementar para quem vive de escrever sobre algo que gosta. Só peço a Deus que me conserve assim. O dia que perdê-la, perco o interesse em escrever sobre política.






É até que enfim, depois de 8 amargos anos, finalmente vem ai o Paizão do Povo Tocantinense. É estejam certos de que eu ANTÔNIO SÉRGIO DA SILVA, Advogado em Palmas e no Tocantins, membro do PTB UT, estarei lá na Praça Aplaudindo e abraçando o meu Governador pela quarta vez, Jose Wilson SIQUEIRA CAMPOS, O MEU SIQUERIDO, E AMADO, ETERNO GOVERNADOR DO TOCANTINS, E se preparem para elegermos Marcelo Lelis, 43, nosso futuro Prefeito em 2012. Ai, será completa a nossa vitória. Cabelo, barba, bigode, unha e cuticula. Rsrsrsr






Adeus Gaguim e Marcelo Miranda,para mim já vão tarde.





