Redistribuir os agentes penitenciários, ao invés de simplesmente cede-los, mantendo seu vínculo e avaliações na secretaria de origem: a Segurança Pública - é o tipo do acerto que se feito atende a reivindicação da categoria que é justa e não cria qualquer ônus financeiro para o governo do Estado.
Então, pode se perguntar o leitor atento às últimas notícias que registram o descontentamento da categoria com a forma como foram redistribuídos, se é tão fácil, por que não está acontecendo? A pergunta cabe a dois secretários, o da Segurança, Dr. João Coelho, e principalmente ao da Cidadania e Justiça, Djalma Leandro.
Fechado na autoridade que lhe confere o cargo, o secretário de Cidadania não conversa, não dialoga e parece ter criado uma certa “birra” em torno do assunto.
É o que se depreende de uma leitura simples das declarações de outros porta-vozes do governo. Provocado no twitter, o secretário de Planejamento Eduardo Siqueira Campos não tem visto dificuldade em que o assunto seja resolvido. Mas parece ser o único que dialoga e responde as críticas que o governo recebe, gratuitamente, por conta da decisão malfadada que os dois secretários acordaram e encaminharam ao governador para que fosse baixado o ato de redistibuição.
É de se perguntar o que ganham dois secretários de perfil técnico com uma posição que afronta gratuitamente a categoria. Se os dois servem ao Estado mesmo que não tenham preocupações com o que a repercussão de seus atos pode causar em estrago na relação da categoria com o governo, pelo menos teriam que se preocupar em não agravá-las.
O correto é ao invés de redistribuir os agepens, cedê-los para que atuem em consonância com a estrutura da Cidadania e Justiça. Sem perder o vínculo com a Segurança, sem risco de que suas avaliações sejam feitas por outra pasta, e principalmente sem perder o status de policiais civis tão caro a categoria.
A “birra” do secretário Djalma Leandro com os agepens, precisa acabar, para o bem do governo, que já tem problemas demais para resolver e não precisa de mais um a ser criado. O ajuste, se feito, não cria impacto nenhum na folha, já que estamos falando de concursados e de um plano de cargos e salários em torno do qual não há discussão.
Fica a dica: dialogue, secretário. Os agentes merecem respeito às suas conquistas e o governo já tem problemas demais. (Atualizada às 16h45)
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