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Terça-feira, 22 de dezembro de 2009, 13h39m

A aceleração de Gaguim e a Secretaria de Afrodescendentes

Na estrutura do governo não há um departamento específico que trate da questão negra no Estado, o que é uma das reivindicações do movimento negro organizado de Palmas. A criação da Secretaria de Afrodescendentes é o foco da discussão da jornalista Maria José Cotrim.
Divulgação Estado não tem secretaria específica para tratar da questão racial
Estado não tem secretaria específica para tratar da questão racial

Temos no comando do Estado um governador que chegou mostrando serviço e propondo aceleração. Com o slogan “Acelera Tocantins”, Carlos Henrique Gaguim assumiu através de uma eleição indireta e prometendo trabalhar 24 horas pelo desenvolvimento do Estado, buscando colocar a casa em ordem, saldar as dívidas, resolver os pepinos....e por aí vai.

 

Desafios não faltaram nestes quase três meses à frente do governo. A causa da Igualdade Racial é um deles, que não é prioridade para o governo em virtude das questões orçamentárias e tal e coisa e coisa e tal... não vão faltar motivos para dizer que o governo “tem mais o que fazer” do que implantar gradativamente as políticas públicas para a comunidade negra.

  No plano de governo tudo é geral, nada especificamente trata das políticas pontuais para as comunidades quilombolas e movimentos sociais, por isso defendo que o movimento negro do Tocantins busque um diálogo com o governo do Estado. Este governo que depois de mais de 15 anos equiparou o salário dos policiais militares e bombeiros do Estado têm a obrigação de estar disposto a selar acordo com os militantes da causa para priorizar nossas políticas e o atendimento às comunidades quilombolas.

 

Uma carta com 32 propostas relacionadas à Comunicação, negritude e poder, educação quilombola, saúde da população negra, capoeira, Hip Hop e religião foi entregue ao governador Carlos Henrique Gaguim no dia da Consciência Negra. Após caminhada nas ruas esperávamos que o governador nos recebesse no Palácio o que infelizmente não aconteceu.

 Entre os pedidos da Carta estão a inserção no currículo das escolas do estado da temática e a criação de secretarias específicas para trabalhar as questões afro-brasileiras no Estado e nos municípios. Atualmente, o departamento que coordena as políticas estaduais é a Coordenação de Afrodescendentes da secretaria de Cidadania e Justiça.

 O dia em que esta secretaria vier será um passo significativo e concreto para a luta da igualdade racial no Estado. Para os mais de 60% negros que vivem aqui e para uma grande maioria deste percentual que vivem em condições difíceis e isolados. À frente da causa racial hoje temos alguns companheiros que na estrutura do governo fazem mais do que podem para levantar a discussão e atender as comunidades.

 Precisamos de uma pasta com estrutura que comtemple as diversas áreas que envolvem a população negra. Não é pedir demais para um governador que criou mais um cargo de subsecretário na secretarua da fezenda por "questões administrativas e para melhorar o trabalho na pasta".
 

Estamos no mesmo ritmo que o governador e queremos também acelerar a discussão... o acesso às políticas e a parceria do Estado nos projetos e programas.Que venha a secretaria de Afrodescendentes para que o governo possa olhar com mais atenção e compromisso para a causa da igualdade racial em nosso Estado. Acelera Gaguim!

 

 

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Comentários

  • MARIA JOSE BATISTA DE OLIVEIRA | 02/03/2010 | 13:22 Penso que o percentual apontado de 60% (qual seria a fonte)? de negros na população tocantinense, apontado pela articulista, já dizem tudo: se os afrodescendentes são maioria,as políticas públicas para a sociedade em geral já os beneficia en maior número. E pela própria história da formação étnica do Brasil, apenas uma minoria de brasileiros não é afrodescendente. Então porque teríamnos uma política de segregação privilegiando um grupo que por si só, já é majoritário? Umas das melhores características do povo brasileiro é a sua miscigenação e a capacidade de convivência num país de dimensões continentais com uma cultura plural e ímpar. Não compreendo o porquê das propostas de criação de guetos já que, constitucionalmente, "todos são iguais perante a lei".Creio que mais importante que essas propostas de segregação, seria o despertar do cidadão brasileiro para fazer valer seus direitos constitucionais, combatendo o excesso da carga tributária que nos faz trabalhar cinco meses por ano para manter a corrupção en todas as instâncias de poder e o apodrecimento das instituições; que não se acomode no hábito de viver das esmolas de um populismo desavergonhado; que se mobilize para exigir educação, saúde e segurança de qualidade para uma vida com dignidade, independentemente de cor, credo ou convicção.
  • fernanda coelho | 28/12/2009 | 08:12 muito bom

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